Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

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O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

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60 anos de Poesia


sábado, 20 de março de 2010

A PIRACICABA, MINHA TERRA

O PORQUÊ DESTE POEMA
Lino Vitti

Embora não se admita, toda poesia tem uma razão de ser. Provindo do âmago da alma
envolve certamente o aluvião de sentimentos e espiritualidades próprios do espírito humano e é
natural que deseje um dia sair do arcabouço íntimo do poeta e, qual crisálida, bater asas e voar pelo azul da vida afora. Quem se dedica à poesia sabe perfeitamente que temos dentro de nós um
impulso tremendo de comunicação, queremos a toda força que todas as pessoas participem conosco de todas as belezas objetivas e subjetivas da poesia.
Este poema latejou por décadas de anos dentro de mim. Queria oferecer uma poesia aos
meus conterrâneos à posteridade onde a minha terra natal fosse personagem principal do poema.
Relendo o MANUAL DE HISTÓRIA PIRACICABANA, do meu mano e historiador Prof.
Guilherme Vitti, percebi que poderia estar aí a inspiração para saldar minha divida poética com
Piracicaba, a que nenhum ou poucos versos dediquei ao longo de meus três livros editados. Não
diria que fosse ingratidão, para com minha terra, já amplamente cantada em versos por Lagreca,
Newton de Mello, Júlio Soares Dihel e outros. Seria, sim, um gesto de amor de filho para com a
mãe. Mãos à obra, eis redigido e completado o poema, uma história da cidade em versos, evento
raro no cenário da literatura nacional e quiçá universal, se não perfeito, ao menos recheado de
muita dedicação e muita vontade de homenagear Piracicaba.
Eis ai, resumidamente, o porquê deste poema. Sinto-me realizado pela Edição da
municipalidade, através de seu prefeito José Machado e de sua Secretaria de Educação, comandada pela professora Maria Cecília C. Ferreira, de vez que esse gesto oficial como que vem suprir definitivamente a minha ingratidão poética com esta poética terra.
Não digo “Muito Obrigado” porque nada paga o benefício cultural com que Piracicaba foi
agraciada no transcorrer do seu 224º ano de fundação. O nosso - meu e de vocês - muito obrigado é a Deus que devemos dirigi-1o.
Piracicaba, 9 de julho de1990



“IN PRINCIPIO”
Lino Vitti

No princípio era o sonho da floresta
- o sol por entre ramos, - que se enfresta
numa orgia de luz,
doura a paisagem onde a mata impera
e aos pinchos a peixada deblatera
- a cascata a seduz.
No princípio era a tribo do selvagem,
araras e maitacas na folhagem
com metálica voz.
Os macacos brincavam pelos galhos,
a indiada se escondia nos atalhos
em carreira veloz.
Até as margens do rio vinham troncos
ouvir da catadupa os longos roncos
qual longínquo trovão.
Barbas verdes pendiam do arvoredo
e as orquídeas brilhavam no balcedo
em festivo florão.
O rio imperador rolando vinha
em tronos de verdura, mas detinha
o passo corredor,
porque a pedra cavava-se em abismo,
parecia sorrir-se com cinismo
num gesto ameaçador.
Aos corcovos – corcel desembestadoo
rio entre gargantas apanhado tombava com fragor.
a esse tempo era um rio altivo e nobre,
não tinha essa tristeza que hoje o cobre,
roncava o seu valor.
Que fartura nas belas piracemas,
Quantos saltos mortais e estratagemas
do peixe pra subir.
Tão grande era o pular da peixarada
Que se o sol enviesava a luz dourada
Vinha um íris luzir

E ante tanta fortuna por Deus dada
Como aquela empolgante peixarada
O indígena parou.
Botou cidade de ocas de sapé
E na margem do rio fincou o pé,
Sua taba formou.
E o selvagem gritou: Piracicaba!
Rio do peixe que jamais acaba,
Riqueza de valor!
Vem o estrangeiro e monta sua tenda,
Vem o grande senhor e põe fazenda
Ao lado e ao derredor.
E a taba vira aldeia e esta, a vila,
Reina a paz, um sol cálido cintila,
A vida faz feliz.
Vêm bandeiras de gente, vem o frade,
Aventureiros vêm buscar felicidade
Nas minas-chamariz.
Vêm em bando também muitos pioneiros,
criminosos talvez e prisioneiros
em busca deste chão...
O picadão perfura a imensa mata...
Na colina defronte da cascata
Já chega o picadão.
A cobiça das ruínas, o ouro oculto
na sua profundeza inda sepulto,
caminho do sertão.
E lá se vão as levas e mais levas
em pleno dia ou no negror das trevas
atrás do ouro-ilusão.
É jornada de louco que se atira
buscando um brilho atávico-mentira
- miragem que seduz.
Porém o sonho anima-os e sustenta,
a aventura os sacia e os acalenta,
seguem-na qual luz.
Abriu-se urra clareira na floresta,
a manhã era linda e a terra em festa
viu um teto surgir.
E um mais e muitos outros vão surgindo:
a igrejinha, o povoado que sorrindo
acenam ao porvir.

E chega o Capitão, e chega o “seo” vigário.
um traz espada à mão, outro, rosário,
ambos grande sonhar.
Um traz as leis e a ordem; outro, a sotaina;
um a farda que brilha, outro só quer a faina
de aos corações amar.
Feliz Piracicaba cujo início
foi todo autoridade e sacrifício
- Barbosa e Frei Tomé.
Duas vontades férreas que nos deram
virtudes e coragem, nos fizeram
paradigmas de Fé,
A Cruz e a Espada, o Rei da terra, o Cristo
Uniram-se para, hoje, sermos isto
que somos, povo meu.
Povo de amor, de fé, de caridade,
de esperança, com tal intensidade
que não creio haja ateu..
E foi sob este signo que um dia
de sol a vila fez-se freguesia
e cidade também.
Para banir o reino do demônio
foi nomeado padroeiro Santo Antônio
que até hoje ainda tem.
Conta a lenda ser outra a padroeira
- a Virgem dos Prazeres - milagreira,
mas Barbosa não quis.
Porque se chama Antônio - diz a história -
deserdou-A de tão sublime Glória...
e sentiu-se feliz,
só quando sobre o altar da nova igreja,
como santo que ao povo seu proteja,
Antônio colocou...
Que foi feito da Virgem Mãe Senhora?...
Um cortejo de anjinhos dá-lhe o fora,
rio abaixo A levou!
Que sublime disputa, que gloriosa
dedicação Piracicaba goza
com protetores tais!
Grato destino os santos que a protegem,
que os caminhos pretéritos lhe regem
com mantos divinais!

Santo Antônio dos Peixes, Santo Antônio
que expulsou dentre os homens o demônio
Santo Antônio do Mar!
Que ante o divino e eterno Sacramento
fez um dia ajoelhar-se até um jumento
para Deus adorar!
Santo Antônio que gruda o pé cortado
daquele infelizardo e tresloucado
que à mãe não atendeu.
Santo Antônio que ajuda a achar as cousas
que ressuscita e faz saltar as lousas,
revive quem morreu!
Santo Antônio que faz reandar os coxos,
que limpa do leproso os sinais roxos,
as máculas do mal.
Santo Antônio que faz jogar muletas,
presente sempre em nossas horas pretas,
Santo Antônio – fanal!
Santo Antônio a que as aves obedecem,
que tem eflúvios para os que padecem,
és nosso protetor.
Piracicaba ergueu-te um grande templo
que da janela, ao pôr-do-sol contemplo,
a alma toda fervor.
Do humilde altar em que te colocaram
e ante o qual tão contritos se ajoelharam
os nossos ancestrais,
vemos hoje, entre luzes e esplendores,
tua glória crescer e os teus amores
para conosco, mais.
Nós somos filhos teus, somos os êmulos
daqueles velhos bons, doces e trêmulos
te erguendo humilde altar.
Deste-lhes forças e coragem, deste
a eles visão e inspiração celeste,
um sonho a realizar.
Santo Antônio, da Glória e do Milagre
dá que este povo ao teu amor consagre
todo o trabalho e fé!
Que vençamos as lutas e o progresso
de tuas milagrosas mãos egresso
nos conserve de pé.

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PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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