Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

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Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


domingo, 30 de setembro de 2012

Hoje não tem poesia




                                                            Ivanete Degasperi
De tão triste o meu dia,
flor do campo não se abriu.
Sem teus olhos, meu amor,
não colhi nenhuma flor,
inspiração me fugiu.

Tão sem enredo a minha história,
algo doce na memória
eu procurei.
Lembranças pedem pra chamar
quem eu não vi passar
e nem mais encontrarei.

Hoje não tem  poesia,
anoiteceu o meu dia
e não te vi voltar.
E se não houver poesia
sei que minha fantasia
com o tempo vai rasgar!

sábado, 29 de setembro de 2012

GENTE PARA TUDO



                                                    Jair Vitti

Podemos notar são sempre as mesmas pessoas que frequentam os ambientes,
seja para ir à igreja, assistir futebol ou frequentar clubes.
         Existem as pessoas forrozeiras, outras esportistas, outras que gostam de
pescaria, praianos, jogadores de baralho, caçadores (mesmo a caça sendo
proibida), gente que vive dentro de uma oficina fazendo horas extras,
frequentadores de bares, pessoas que não saem de casa e sabem tudo o que se
passa no mundo.
Cada um defendendo seu lado, até para ir ao médico existem as pessoas
certas, estão sempre no pronto socorro por qualquer coisa insignificante e
muitas vezes tomando o lugar de pessoas que realmente precisam ser
atendidas.
Outras gostam de ir visitar doentes, velórios, mas não passa daquilo,
parece que o mundo foi feito desta maneira e o engraçado é que pode fazer
sol ou chuva os frequentadores dessas coisas todas estão presentes da mesma
forma.
Você já imaginou assistir a uma partida de futebol embaixo de chuva ou com
aquele sol ardente? É preciso ter dom. Certa ocasião tive a oportunidade de
assistir a partida São Paulo X Palmeiras no Estádio do Pacaembu, o calor
devia estar em torno de quarenta graus, no término do jogo faltou pouco para
ir para o hospital de tão mal que me senti. Deus do céu, não sei como os
torcedores aquentam e se sentem bem em tal ambiente!
Pescar à noite também é outra dose, pernilongos, cobras e outros perigos que
o rio nos oculta.
Os boêmios então parecem corujas, viajam a noite toda, aqui acolá
enfrentando os perigos das estradas enquanto outras pessoas às sete horas da
noite estão dormindo. É muita diferença!
Acreditem se quiser, há pessoas que gostam de ficar doentes e se sentem
bem quando o médico diz que é doença grave. Outras pessoas ficam felizes de
estar com o armário cheio de remédio de todos os tipos, outras já
acostumadas a tomar remédios vão à farmácia por conta própria e se auto
medicam.
Por incrível que pareça, algumas pessoas quando o médico faz a receita ainda
perguntam : -Doutor posso tomar outros remédios além desses?
Sem exagero, conheci uma pessoa que tomava seis comprimidos de Melhoral por dia e quando recebia visitas, além de oferecer o cafezinho oferecia também
um Melhoral.
Resumindo, existem pessoas pra tudo. 

GENTE BOA DE SANTANA



MÁRIO VITTI

                                                    Lino Vitti

Dentre as pessoas que merecem ser lembradas nestas cronicazinhas figura sem dúvida o meu tio Mário Vitti, filho de Jorge e Rosa Cristofoletti, cuja moradia ficava nas proximidades do Grupo Escolar, hoje Escola Estadual com ensino primário e secundário. Ele era meu tio em virtude de ser irmão de meu pai, aliás de numerosa irmandade mista, figurando meu progenitor como o mais velho e o tio Mário como o caçula.
Fomos, a bem dizer, colegas de infância, participando da mesma escola e dos mesmos divertimentos infantis, às vezes também de tarefas roceiras, das mesmas pescarias e caçadas.
Era muito dedicado na lavoura enquanto nela trabalhou, pois depois de certo tempo optou pelo serviço público como servente-contínuo de escola do Estado de São Paulo, inicialmente no próprio grupo escolar do bairro, depois em estabelecimento da cidade onde veio a se aposentar.
O forte do meu tio Mário era a religião, herdada especialmente de sua mãe, minha vovó Rosa. Foi Congregado Mariano fervoroso e ativo, sendo praticamente responsável pela introdução dessa entidade católica no bairro de Santana. Com que amor e orgulho ostentava a sua Fita Azul, símbolo do marianismo, com que fervor participava das rezas, vias-sacras, retiros, missas e comunhões, e não tenho dúvidas em proclamar alto e bom som que ele era um congregado modelo, exemplar, a ser imitado em sua fé, em seu cristianismo por todos quantos o cercavam. Indicado para presidente da Congregação Mariana soube conduzí-la com carinho e capacidade modelares, crescendo muito em fé e em religião a instituição, graças ao seu trabalho, ao seu exemplo, aos ensinamentos que sempre soube transmitir aos demais membros de diretoria e congregação.
Mesmo mudando-se para a cidade, tio Mário não esqueceu a religião, participando de atos e atividades da Igreja com aquele mesmo ardor de sempre, constituindo família numerosa sob as bênçãos do Senhor a que sempre serviu.
Tio Mário deve ser considerado uma pessoa especial dos bairros Santana e Santa Olímpia, cristão e católico convicto, exemplo do probidade e virtude, honrado pai de família e um cidadão de primeira linha.
Rendamos-lhe pois nossa sincera homenagem.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Oficina de Origami na Biblioteca Municipal

 Richard Anthony Kennedy e Dorinha Vitti
Biblioteca Municipal
 Texto e fotos: Clara Grizotto

CEDHU promove oficina de Origami na Biblioteca Municipal
Os inscritos aprenderão a fazer modelos de rostos e máscaras
Nos dias 20 e 27 de setembro e 4 de outubro (quinta-feira), acontecerá na Biblioteca Publica Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto” a Oficina de Rostos e Caricaturas em Origami, orientada pelos artista Dorinha Vitti e Richard Anthony Kennedy. A oficina é uma realização do CEDHU (Centro Nacional de Documentação, Pesquisa e Divulgação do Humor Gráfico de Piracicaba) e faz parte da grade do 39º Salão Internacional de Humor de Piracicaba.
Na oficina serão apresentados tipos simples de faces e máscaras, como de homens, mulheres, índios, animais e monstrinhos, além de modelos como bocas que abrem e fecham para se relacionar ao riso. Dependendo da idade dos participantes e da evolução nos trabalhos poderá  haver origamis mais complexos.  Não é necessário levar material, pois esse será fornecido pelo CEDHU. 
As oficinas terão início às 14h30 e término às 17h00 e as vagas são limitadas. Para se inscrever é necessário ligar na Biblioteca Municipal, pelo telefone 3433-3674 e 3434-9032.
 Texto e fotos: Clara Grizotto

Datas: 20 e 27/setembro e 04/outubro – quinta-feira
Horário: 14h30
Local: Biblioteca Pública Municipal “Ricardo Ferraz de Arruda Pinto”
Endereço: Rua Saldanha Marinho, 333, Centro
Gratuito

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

A CARIDADE


Jair Vitti

             A palavra caridade na prática, quer dizer dar um pouco de si aos outros e não a sobra, como costumamos fazer e, além do mais não deve ser cobrada. Seria dividir o sofrimento com os nossos irmãos necessitados e até mesmo, em alguns casos, inclui-se a situação financeira.
            É certo que hoje em dia existem muitos malandros por aí, disfarçando-se de doente e deficiente mas dá para perceber quando alguém está precisando de ajuda. Na verdade, são inúmeras as pessoas que pedem esmolas se for ajudar todo mundo até aquele que pode dar vai ter que pedir esmolas. Desde então não é preciso ajudar com grande quantia, basta a última moeda. Se todos nós fizéssemos a nossa pequena parte, sem lastimar, seria bem melhor do que humilhar as vítimas esmolantes ou no caso de não querer ajudar pelo menos dar uma palavra de apoio ou de consolo!
            Às vezes o dinheiro não é tão necessário como um bom diálogo. Uma palavra de conforto é capaz de mudar o rumo das pessoas, principalmente daquelas que estão em desespero.
Será que nós seríamos capazes de dividir alguma coisa com alguém que precisa?
Certa feita conta São Martinho caminhando por uma estrada com seu cavalo viu o demônio sentado numa pedra; estava tremendo de frio.
São Martinho, bem agasalhado, vestia um capote. Acaridou-se, apeou do cavalo, puxou a espada e dividiu o capote pela metade e cobriu o demônio.
Por aí podemos tirar uma conclusão: a caridade praticada com um gesto de amor e carinho até para o demônio é válida.
Por isso quando ajudamos alguém, não vamos querer distinguir quem é e quem for; não saiba a mão esquerda o que faz a direita, é válida a intenção.
O Papa João Paulo Segundo, num trecho de um livro que narra sua vida, quando adulto trabalhava numa pedreira e eis que numa manhã friorenta viu um homem sem agasalho tremendo de frio. João Paulo praticou o mesmo gesto que São Martinho, tirou seu agasalho e vestiu o pobre homem.
Quando alguém pede esmola ou precisa de ajuda seria bom refletir; se fôssemos nós no lugar dessas pessoas? Já se imaginou quantas vezes são humilhados no dia a dia? Estamos tão acomodados e nem passa pela nossa cabeça de parar e pensar sobre o assunto.
Podemos dar graças a Deus de poder ajudar os outros.
É melhor poder ajudar do que pedir.
           

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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