Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

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Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus vários livros

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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


domingo, 31 de julho de 2011

HINO À ESCOLA DE COMÉRCIO "CRISTÓVÃO COLOMBO"

Lino Vitti

A labuta nos chama e convida
À conquista portanto da vida,
ó moços, de pé!
Sob o sol, entre a brisa fagueira,
o estandarte da nossa bandeira
tremule com fé.

Estribilho:

Desdobrado na altura, bendito,
carregado por nós com amor,
sobre as asas de intrépido grito
paire o dístico “Estudo e Labor”
Estudar, trabalhar, brado ovante
de vitória ; colegas, avante,
é nosso o porvir.

Seja embora estafante a jornada
e haja espinho a juncar-nos a estrada,
devemos subir .
Nossa pena uma espada certeira
rasgue em golpes de fogo a cegueira
dos erros revéis.
E tenhamos nos choques da liça,
por fanais de saber e justiça
os livros fiéis.

Grande escola o teu nome norteia,
é Colombo, uma imensa candeia
ao longe a brilhar.
Esse herói de constância e realeza,
pois que soube ele só com firmeza
o oceano domar.
Recruzemos os mares da vida,
sobre a nave da escola querida,
cantando: ao porvir.
E, olhos fitos no grande luzeiro,
nós veremos em, breve altaneiro
um mundo surgir.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

HINO DA ACIPI


Lino Vitti

Música – Luiz Ferreira Grosso
(A letra está composta em versos de nove sílabas, com acentuação tônica nas 3ª, 6ª e 9ª sílabas, o que leva a música ao compasso de marcha)
(O Estribilho, para evitar monotonia musical, é também composto de nove sílabas, apenas com mudança de acentuação tônica que recai sobre a 2ª, 4ª, 7ª e 9ª, o que exige logicamente a mudança de ritmo musical)

I

De um pugilo idealista de bravos
floresceu sob luz e esplendor,
a entidade que a nós faz escravos
da grandeza, da glória, do amor.
Eis a ACIPI a envolver no seu pálio
todo aquele que busca um ideal.
Nela mora o progresso, o trabalho,
é carinho, é esperança, é fanal.
Estribilho
Indústria e Pátria em unida luta,
Comércio e Povo num só fazer.
Sob este teto vibra impoluta
vontade férrea que diz : vencer.

II

Esta Escola edifica o futuro
ensinando o que é nobre e feliz
Neste templo o homem segue seguro,
livre sonha, trabalha e bendiz.
E os valores que adornam a vida
são orgulho que a terra guardou.
São ofertas da ACIPI querida
a este povo ao qual sempre adorou.

terça-feira, 26 de julho de 2011

HINO DO BAIRRO DE SANTANA

Lino Vitti

Nobre bairro de origem trentina,
filho amado do altivo Tirol,
ouro verde da cana e a usina,
muito céu, muita luz , muito sol.

Face rubra, cabelo aloirado,
de uma raça que indica trabalho,
no milagre de um belo passado
encontramos da vida agasalho.

Estribilho:

Terra amor, terra orgulho, pedaço
destas plagas piracicabanas,
salve, salve, Santana, regaço
de imortais tradições soberanas.

A lavoura, o progresso, a riqueza
são os prêmios que Deus lhe oferece,
sob o beijo de excelsa grandeza
ergue ao céu o esplendor de uma prece.

O amanhã é um porto seguro
a acenar-te uma grande vitória,
és Santana penhor do futuro,
esperança, valor, glória, glória.

(Estribilho)

domingo, 24 de julho de 2011

HINO À CIDADE DE MOMBUCA



(Participante em concurso promovido pela prefeitura daquela cidade e município - Música do maestro Vicente
Gimenes)

Lino Vitti

És, Mombuca, em teu nome a abelhinha
- vivo exemplo de amor e trabalho -
do labor e progresso és rainha,
na alma tens solidez de carvalho.
Os teus filhos unidos em torno
de um feliz e sublime ideal
em si trazem qual épico adorno
da bravura o mais belo fanal.
Estribilho:
Neste canto, neste exemplo,
nestas ruas, neste chão,
nestes lares, neste templo,
pulsa o nosso coração.
Quando um dia bufando num berro,
pelo campo nos ares soou
o progresso da Estrada de Ferro
de Mombuca o destino traçou.
Mãos à obra, ao trabalho árduo e duro,
numa união de valores e amor,
vai, Mombuca, cumprir teu futuro
sob as bênçãos de teu protetor.

terça-feira, 19 de julho de 2011

ESCRITORES QUE NÃO ESCREVEM

Lino Vitti
(Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

Estou a dizer um contra - senso: escritores que não escrevem. Mas não é, porque muitos escrevem mentalmente apenas, e não sei se por falta de entusiasmo interior , guardam lá no seu arquivo intelectual toneladas da páginas que, se trazidas a lume, isto é, fossem escritas, preencheriam livros e mais livros.

Dito isto, vamos aos parabéns àqueles escritores que apreciam deitar em páginas e mais páginas, em livros e mais livros, que vão lotar as estantes de imensas e até famosas bibliotecas, com obras primas sem conta. Vamos saudar com entusiasmo esses valores de espírito que transmitem aos semelhantes a grandeza de suas idéias, a beleza de sua personalidade, o encanto de seu estilo, deixando tudo impresso em livro para riqueza da humanidade e grandeza da arte literária. Os escritores são a história que caminha, são os que levam para os séculos afora, o saber, a informação, a cultura, a arte, tudo quando é belo para caber nas páginas de um livro, impresso ou simplesmente idealizado.

sábado, 16 de julho de 2011

ADEUS, POESIA!


texto enviado (e não publicado) ao Jornal de Piracicaba em protesto à extinção da página literária no jornal impresso

Lino Vitti

Sim, caríssima, bela, apreciada e feliz Poesia, adeus! Já não terei a possibilidade de ver-te e ler-te num cantinho destas importantíssimas páginas do nobre e querido Jornal de Piracicaba, que Losso Netto, em conluio com este inveterado amante das rimas e dos sonetos, reservou para a sua divulgação e para alegria e encanto daqueles que te compõem e te lêem levados pela tua beleza, pela tua fantasia, pelos teus sonhos, pela demonstração sempre inequívoca, da arte e da cultura universais.
Como Príncipe dos Poetas Piracicabanos estou triste como vocês, mas ao invés de esgrimar o que os valores mais altos fundamentalmente assim decidem, agradeçamos os longos anos em que burilamos versos, estrofes, poemas e sonetos, graças à Maria Cecília Bonachella que da nobre página cuidou tanto tempo e a Ivana Maria, que lhe deu feliz continuidade até os dias de hoje e muito , muito mesmo, aos diretores do tradicional matutino, pela oportunidade concedida à Poesia piracicabana.
Afinal, deve perguntar alguém, que vem a ser essa tal de Poesia para merecer tantas atenções e merecer tanta divulgação ? Não sei. Só posso dizer que poetas foram Dante Alighieri, Shakespeare, Victor Hugo, Camões,Olavo Bilac, Francisco Lagreca, Mello Aires, Castro Alves, Marina Tricânico, Newton de Mello, Gustavo Teixeira, milhares espalhados pelo mundo inteiro, e não menos que centenas nesta terra dos canaviais, que se incumbiram ou ora se comprazem em deixar aos semelhantes a beleza e a alegria dos mais belos poemas brotados da inteligência humana. É ler o que escreveram para a posteridade e saber então o que é essa tal de Poesia.
Vou contar algo inédito de minha vida. Quando adolescente, morando na roça, meu pai José Vitti, funcionário do Grupo Escolar, era o único que recebia o Jornal de Piracicaba, levado pelo diretor da escola, prof. Euclides de Oliveira Orsi. Guardava-o sob a cama onde eu dormia o que me propiciava ensejo para correr os olhos por aquelas páginas curiosas e sempre encontrava uma poesia para ler, daí talvez os meus primeiros arranques pelo prazer de ser poeta. Fui interno de um seminário religioso, onde era proibido fazer versos, mas eu desobedecia e traçava às escondidas meus sonetos. E um dia, por felicidade, fui parar nas oficinas redacionais daquele jornal paterno. E aí criei raízes, e aí minha poesia veio a lume, e tanta e tão importante foi que a Academia Piracicabana de Letras me “nomeou” Príncipe dos Poetas Piracicabanos.
25 anos de Jornal de Piracicaba, aposentadoria e saudade.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

HINO AO BELA VISTA NAUTI CLUB

(Musicado por Luis Ferreira Grosso)
Lino Vitti

Nessas quadras de esporte e piscinas
tendo o rio por belo cenário
propicias, ó Nauti, as divinas
credenciais de lazer multi-vário.

Jovens são, são adultos, crianças
engajados no esporte e saúde
desfrutando amizade e esperanças,
cimentando o prazer e a virtude.

Estribilho:
Clube de amor predileto
realidade desportiva
é querido e lindo templo
a gerar, oh! muito afeto,
valor dando e muito à vida.

Quando o sol beija as límpidas águas
com calor de um amante glorioso,
como que se despedem as mágoas,
o associado é feliz, vitorioso.

Nauti-Clube, presença de vida,
juventude a exibir seus valores,
em teu seio ideais têm guarida,
em teu seio cultivam-se amores.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Convite - Festa da Polenta em Santa Olímpia

Nos dias 22, 23 e 24 de Julho de 2011 será realizada a 15º edição da tradicional FESTA DA POLENTA de Santa Olimpia da cidade de Piracicaba/SP.

A FESTA DA POLENTA faz parte do calendário cultural da cidade de Piracicaba/SP, e a cada ano recebe visitantes de todo o Brasil que prestigiam o evento.

Para conhecer mais sobre Santa Olimpia, acessem: www.santaolimpia.com.br

segunda-feira, 11 de julho de 2011

HINO AO SENHOR BOM JESUS

(foto de Helio Antunes do Nascimento)
Lino Vitti
(À matriz da Cidade Alta)

Quando as sombras de um mar proceloso
nos despojam do brilho da Luz,
só teremos descanso e repouso
recorrendo ao Senhor Bom Jesus.

Se o caminho da vida nos cansa
por atalhos de dor nos conduz,
não percamos jamais a Esperança,
no querido Senhor Bom Jesus.

Muitas vezes a pobre existência
tem o peso infinito da Cruz.
Nada entanto será se a clemência
nos vier do Senhor Bom Jesus.

Ele é a Vida, é a Verdade, é o Caminho,
Ele é a Fé que entre as trevas reluz.
É da Graça e do Amor quente ninho,
todo amado Senhor Bom Jesus.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

HINO AO GRUPO ESCOLAR “DR. SAMUEL DE CASTRO NEVES”


Grupo Samuel de Castro Neves - Santa Olímpia
 Lino Vitti
(Letra de Luiz L. Guerrini - Música de Hoflum Junior - Incluído neste livro por se tratar da escola de ensino onde o seu autor aprendeu a ler e escrever)

Em bando alegre nós vamos
à escola sempre a sorrir;
porque na escola plantamos
a semente do porvir.

A nossa escola é oficina
de bom civismo e saber;
o mestre as trevas domina
com as armas do dever.

Brasil, por ti sempre forte,
eis nosso lema escolar;
da vida pois nosso norte
vamos nós no estudo achar.

Estribilho

Lições do mais lindo exemplo,
o saber tu nos descreves
- salve o nosso amado templo -
querida escola “Samuel de Castro Neves”.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Paisagem Evangélica

Lino Vitti

Cristo, ao ensejo de divulgar a sua obra e os motivos pelos quais viera a este mundo, percorria as terras ao seu alcance em busca das ovelhas, pois Pastor era Ele. enviado pelo Pai e ovelhas desgarradas éramos nós, pobres mortais, herdeiros expulsos do Paraíso pela infelicidade de nossos primeiros pais que pecaram e desobedeceram ao Criador, ficando presa de Belzebu, dono dos Infernos.
Num gesto de suprema misericórdia e condoído da humanidade pecadora, Deus encontrou como salvar o Homem e lhe proporcionar condições de ainda alcançar o Céu, enviado-nos o Filho, Deus também, para transformar-se em ser humano, conviver conosco durante 33 anos, para ensinar a Sua doutrina, deixada íntegra nos Evangelhos por João, Mateus, Marcos e Lucas, ser acusado, julgado e condenado à morte da Cruz para saldar a nossa dívida para com Deus e reabrir as portas do Céu.
E a Vida, a Obra, o Sacrifício e Ensinamentos salvadores chegaram até nós e continuarão à frente pela consumação dos séculos, nos livros evangélicos deixados por aqueles quatro expoentes da Fé - Marcos, João, Lucas, Mateus - discípulos queridos do Cristo-Homem.
E daquela manjedoura, ignorada e humilde, partiria a Imensidade de Deus, a Salvação da Humanidade, tudo registrado e eternizado pelos quatro evangelistas, inspirados pela graça e pela luz do Espírito Santo, E graças a Eles, podemos hoje 2011 anos depois, ver, ler, admirar, compreender, viver, tudo quanto nos deixou o Cristo Salvador.
Como o poeta é um cara que mete o nariz de sua poesia em tudo quanto vê, admira, e ama, vou terminar minha crônica de hoje, com um soneto sobre o tema enfocado. Vejam:

PAINEL EVANGÉLICO

Lourejava o trigal à beira do caminho
Sob o afago da luz de um céu de anil.
Seguiam Cristo e os Doze...E a brisa de mansinho
Entre os cachos ciciava um violino sutil.

Um pipilo de amor, cauteloso e gentil,
Se evolava , a trinar, de cada oculto ninho.
E mais além, a turba , ora amiga, ora hostil,
Movia-se confusa em longo torvelinho.

E Cristo então, pousando os olhos sobre a messe,
Sobre as espigas de ouro em revérberos vivos,
De certo descerrou os lábios numa prece.

Pois que numa visão, consoladora e mística,
Antevia através dos tempos sucessivos
Uma outra imensa messe – a Seara Eucarística!

domingo, 3 de julho de 2011

Quando o Inverno vem

Lino Vitti
(Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

Se todos não gostassem do Inverno como eu, esta pavorosa estação climática estaria morta e sepultada no túmulo do tempo. Ao aproximar-se o mês de Maio sinto antecipadamente os frígidos arrepios da frialdade que durante ele se concentram e devem crescer dia por dia, e a sentir uma tristeza imensa da ausência cálida dos dias veronescos. O sol perde vitalidade e como que esfria no infinito de onde descem ondas gélidas cada vez mais intensas, unindo-se de dia e de noite numa doidice hibernal de enrijecer o corpo e a alma.
Dia e noite como que se igualam na tarefa de oferecer o frio, intenso, dominador, regelante, e de nada vale querer reduzir as peças do vestuário hibernal às ameaças de melhoria da temperatura, pois sempre vence o frio e o calor é ilusão longínqua e indisfarçável.
Cobertores em massa, pulôveres de todos os tamanhos e lãs, tecidos próprios para os europeus invadem os lares e as casas comerciais, ao que parece em vão pois este é um inverno com ventinho safado que vem lá dos confins do Sul, onde o pólo se encarrega de alimentar dom Inverno de ondas sucessivas, com um prazer diabólico. Como é terrível esse assopro gélido e constante que os amigos do pólo se incumbem de nos remeter, sem tréguas durante três meses no mínimo!
Como detesto a última das quatro estações com que somos premiados, preocupo-me não só comigo mas com os semelhantes que vivem os mesmos dias de horror frígido, de modo especial com aqueles aos quais falte talvez um agasalho apropriado e eficaz contra as agulhadas hibernais.
Fico imaginando nas crianças pobres, tiritantes pela malvadeza do frio: nos idosos mal abastecidos de roupas adequadas; nos trabalhadores cujos locais de atividade agucem sua interpérie e deles judiem com sua intensidade; nos estudantes pobres, sem os recursos necessários para cobrir o uniforme escolar, naqueles todos que devem se erguer do leito de madrugada para iniciar suas tarefas, enfim, em todos aqueles que não têm a felicidade de um agasalho adequado e suficiente.
E aí detesto mais o Inverno, o frio, as geadas, as neves, os ventos, a nudez e a falta de algo que combata essas coisas todas com que somos “presenteados” nos meses centrais do ano: junho, julho, agosto.
Na roça o frio parece mais rigoroso e mais presente porque não há os anteparos dos muros, do casario, das ruas que se incumbem de cercear a intensidade das brisas frígidas e diretas, dando ensejo a que haja como que desvios da sua direção hibernal e as pedras das calçadas conservam algum calor conquistado nas horas de sol, sentindo-se como que um bafejo desse calor que vai se apagando com o andar da noite, para nos oferecer mais frialdade na madrugada e no amanhecer.
Deve haver muita gente que sofre, desprevenidas como costumam ser as pessoas em geral, nunca prevendo um Inverno possivelmente mais rigoroso, como parece ser esse que nos visita neste complicado 2011.
Na roça, o frio parece se expandir, pois nada hà que o antepare, e o ventinho gelado passeia sem adversário que o detenha. Desaparecem os cantos dos pássaros, os pintainhos piam, piam, suplicando o calor das penas maternas, os lavradores parecem fantasmas empacotados em trajes estranhos, e às vezes a terrível geada cobre as várzeas e as baixadas se comprazem em espalhar uma cerração compacta de causar dor na natureza e a fuga de tudo no mundo.
Bendito, mil vezes bendito, o sol, que pouco a pouco vai tomando conta do céu azul frígido, espantando como um guerreiro aguardado por sua luz calorífera para lancetar o mordente frio da manhã.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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