Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

Casamento

Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus vários livros

Lino Vitti e seus vários livros
Lino Vitti e seus vários livros

Bisneta Alice

Bisneta Alice
BISNETA ALICE

Seguidores

.

O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


segunda-feira, 30 de julho de 2012

PATATIVA DA TABELA


(foto aérea de Charqueada  http://www.camaracharqueada.sp.gov.br)


ALGUMA CRÔNICA (LXXXI)

Lino Vitti

        Na localidade chamada Tabela de Recreio, em distrito do Município de Charqueada, fica o bairro Santa Luzia, onde tem moradia um poeta   chamado José Birollo. O Birollo me conheceu , ou melhor , me conhece, desde os longínquos tempos em que detinha no “Jornal de Piracicaba” uma coluna denominada “Prato do Dia”, onde extravasava eu todo o meu pendor pela crônica, de modo especial aquelas que falavam da roça, dos tempos da infância, das pessoas e famílias  conhecidas então, ao lado de uma verdadeira louvação das coisas e personagens roceiros . O nosso poeta de Santa Luzia lia tudo quanto eu desovava naquelas crônicas, de modo especial quando focalizavam a roça, seus animais, suas aves, seus sitiantes e não há de ver que depois de tantos anos de ausência de “O Prato Do Dia”, o Birollo, que muito o apreciava, mesmo não sendo nenhuma macarronada,  me cotuca a saudade com uma poesia de sua lavra, num estilo caboclo, rememorando tempos idos. A última por ele remetida é assim, transcrita em linhas seguidas, com a devida sinalização separando os versos e as estrofes;
        “Bairro Santa Luzia, 03-08-200l – Para o aniversário de Piracicaba. – Hoje eu levantei cedinho| e fui revirando a memória| antes qud de tudo esqueça| um pedaço da minha história| guardado em minha cabeça.|| Eu naci em Pau D Alhinho| num ranchinho de sapé |perto da capela e de uma mina| no sítio do vovô José | e da vovó Catarina.||  De noite o salto roncava, | quando acordava se ouvia| na casa a gente arrepiava |parecia que o mundo acabava | de medo a criançada tremia .||  Cresci e o medo acabou | me lembro desde menino | aquele rio que me assustou | era lindo e maravilhoso| quando havia Festa do Divino.| Meu prazer nunca se acaba | de ver a Noiva da Colina | nossa linda Piracicaba | que conheci e passeava| quando ela ainda era menina. || Depois fiz a morada | ao lado da igreja Bom Jesus| aquelas árvores plantadas | para deixar a Casa de Deus emfeitada | passaram por minhas mãos. || Mas um pouco do que fiz | nessa linda cidade nossa  | Eu,  Luiz, Toninho e Beatriz | que vinte anos de feirante | trazendo frutas e verduras da roça.||  Da banca do Birollo na Feira | prá quem tiver recordação | a nossa gratidão verdadeira,| o nosso muito obrigado | e um beijo de coração, || Quero homenagear a Lino Vitti | poeta da minha simpatia | moro aqui no Jardim Elite ,| bairro de Santa Luzia .|| Em dezembro faço oitenta anos |mas não esqueço minha oração | a Jesus, Maria, José |  que livre a juventude  do engano | e aumente a nossa fé. || Viva a família do nosso prefeito Machado,| os jornais da terra famosos| oo nosso Bispo Eduardo | e nosso Pai do céu Amoroso | nos mande um futuro formoso”.  – aa) José Birollo e Maria Aparecida M. Birollo.” 
           Muito bem, patativa de Santa Luzia, aí fica seu poema, com os agradecimentos do “príncipe da poesia de Piracicaba”. Algum dia, Deus querendo, vou tomar um cafezinho  no seu “ninho”entre árvores e flores. Até lá.  

sexta-feira, 27 de julho de 2012

BODAS DE PRATA DO JOÃO



ALGUMA CRÔNICA (LIV)
  Lino Vitti

Que João é esse que o cronista pretende focalizar nesta crônica de hoje? Que importância tem na vida piracicabana esse João, dono de um nome tão comum é verdade, mas que tem como donos também o Apóstolo amado de Cristo e o famoso João Precursor e que por amor de Cristo não titubeou em ter a cabeça decepada pelo Rei e Pai de uma sinuosa bailarina que pretendia levar o profeta João ao pecado da luxuria e da negação da fé, o  anunciador de Jesus ?!
João é ainda o nome do Santo Fogueteiro do Brasil, fazendo parte da tríade homenageada a cada 24 de junho, como sabemos todos com fogueiras e rojões denunciadores da fogueira do amor a Deus e do rumo estrondeante dos pré e pós anunciadores do Filho do Homem. João é ainda o prenome do Papa reinante. De tal sorte que o João por mim lembrado aqui tem a precedê-lo um rol de Joãos muito bons, santos, mártires e papas! Pra quê outra melhor companhia?
O João desta crônica é meu grande amigo, tenho a felicidade de haver-se ele tornado meu "primo", casado com a prima legítima Brígida Stênico, que é f ilha de minha tia Carolina Vitti, irmã de meu pai. O João desta crônica além de amigo e parente chegado é meu  protetor literário, pois (ele não gosta que eu publique estas coisas, mas que vou fazer se chegou uma oportunidade?),pois teve a grandeza literária de se responsabilizar pela financiamento de livros meus, contribuindo para a sua publicação.
O João desta crônica é um dos pioneiros da indústria metalúrgica de Piracicaba e Região sendo ainda eminente industrial que teve a coragem e o patriotismo de mudar o seu complexo metalúrgico de um centro citadino e transportá-lo para uma zona rural, onde a possível poluição não perturba como na cidade a vida e a cidadania e a saúde das pessoas, do ambiente, da natureza.
Aliás o João desta crônica é uma capacidade intelectual que se declara totalmente defensor do meio ambiente e amigo do meio ambiente roceiro, em cujo seio vive muitos dias de sua afanosa vida de industrial. O João de que vos falo adora a vida, a paisagem, os dias e as noites da roça. É como eu, poeta da natureza,  embora nem sempre escreva em folha de papel o amor que ele tem à natureza e não registre em sonetos e poemas a poesia encantadora que lhe vai na alma de caipira. Mas sempre o ouço tecer os melhores “versos orais” a um pôr-de-sol assistido do terraço de sua casa, a um despontar do sol contemplado da janela de seu quarto, de um céu estrelado examinado no sossego de um quintal de casa da roça, de um trilar de pássaros em seu bonito e produtivo pomar, de um piar longínquo dos nambus que vivem nos canaviais vizinhos, de um cacarejar de galos e galinhas campestres acordando a vida da gente de sítios e fazendas, de um surgir maravilhoso e sentimental de uma lua cheia que vem espiar o João contemplativo repousando na rede embaladora e feliz, do João que não se cansa de enaltecer-me toda a poesia e encanto que ele encontra em sua moradia roceira.
O João desta crônica entende melhor do que qualquer psicólogo ou médico da necessidade de se unir trabalho e descanso, de se unir vida da roça e vida da cidade, de se amar o rumor da urbe e a riqueza ambiental do silêncio do campo, de ser industrial vitorioso e esposo e pai amorável, de apontar, como pai exemplar, o caminho certo e feliz do futuro para aqueles seres que vieram enriquecer-lhe o lar, porque o João de que vos falo nesta crônica, não é o João Ninguém, pelo contrário é o grande João Alguém que reparte a sua felicidade e a sua vida com a carinhosa esposa e os encantadores filhos, a ponto de eles mesmos haverem preparado esta festa em homenagem ao esposo e pai.
A Festa das Bodas de Prata de João Otávio de Mello Ferracciú e Brígida Stênico. É esse o João desta crônica, a que a amizade, o dever, e a gratidão me obrigam a escrever, como minha pobre contribuição para a maior alegria dos “noivos” aniversariantes. Felicidade, e só! 

quinta-feira, 26 de julho de 2012

MEU AGRADECIMENTO


               
ALGUMA CRÔNICA ( LXXIX)
 Lino Vitti)

                  Em crônica anterior comentei o assunto  “gratidão” . Dizia da necessidade de todos procederem  com a   manifestação desse gesto sempre  que por qualquer motivo  fossem honrados ou dignificados com outro gesto, desde que recebedores de  um benefício, social, moral, espiritual , físico  ou cultural, formas diversas de que a sociedade faz uso para outorgar benefícios dessa ordem.   De qualquer forma ,  o dever de sermos gratos  é uma constante necessidade  humana , para que tudo caminhe nos eixos  e no ordenamento  das relações  entre gente e coisas.
                   Recebi, em dia aprazado de agosto, um Sábado feliz de minha vida, embora o mês, no conceito popular e folclórico, seja  de expectativa contrária,  recebi, repito, uma honraria de parte do Município de Piracicaba, mais precisamente da sua Secretaria da Ação Cultural, concedendo a “Medalha de Mérito Cultura “Prof. Olênio  de Arruda Veiga “, instituida par premiar aqueles cidadãos piracicabanos  que se tenham destacada  na  disseminação  da cultura entre os seus conterrâneos  ou mais amplamente , em áreas superiores, como do Estado ou do País.
                    Confesso-me humildemente surpreendido com a honraria, pois  entendo  que apesar de minha contribuição  à cultura geral de Piracicaba, outros existem  de maior trabalho e projeção dignos de a ela fazer jus, mais do que este singelo servidor da poesia , do jornalismo, da literatura através de crônicas e contos, quiçá com um currículo bem mais avançado  do que este  combativo lutador da cultura desta terra  de inegável memória  artística e  cultural.
                      Foi pois  à sombra de tais idéias que recebi das mãos do prefeito José Machado,  um insigne protetor e incentivador da cultura piracicabana  a medalha  criada para tão  alta finalidade , autoridade máxima do município que se dignou comparecer ao ato  dignificando este  mero cultor da arte literária , de tantos integrantes  entre nós. O que  sem dúvida representa muito e tanto  para quem tem o prazer de servir  a essa distinção que a vida oferece aos que  a ela se dedicam.
                     Ser poeta é um privilégio de poucos. Ser homenageado tendo como motivo  uma intensa divulgação da poesia é outro maior privilégio . Por isso , a alegria  de receber a honraria , em singela festa onde compareceram  pessoas gradas, autoridades eminentes, como o presidente da Câmara de Vereadores, o presidente do Instituto Histórico e Geográfico, o Secretário Municipal da Ação Cultural, o afinado coral  de Santa Olímpia, sob a batuta da  sua competente maestrina, jogral de jovens da UNINEP,  que declamaram, juntamente com  uma excelente declamadora cujo nome me foge à memória de  idoso, várias poesias de minha lavra, não faltando ainda a presença em espírito do Presidente da Academia Piracicabana de Letras e o orador  do IHGP, professor Elias Salum.
               Vejam vocês que se entre gente desse quilate, não seria para Lino Vitti estourar de satisfação e emoção e assim sentir-se, dainte de tão alta representatividade, mais digno de receber a ínclita Medalha  de reconhecimento cultural. E mais que tudo, ainda porque  perante  aquela  platéia de eminências, dirigidas pelo anfitrião, meu amigo poeta  Ésio  Pezato ,
que desfiou  a síntese da vida  e participação cultural de  Lino Vitti, senti-me elevado  a emoções sem termo , quase arrebentando o coração do  velho.
                Paro por  aqui. Antes, porém, muitíssimo obrigado que só o que sabemos dizer em tais saborosas homenagens.
     

terça-feira, 24 de julho de 2012

A LEI E A NATUREZA



ALGUMA CRÔNICA (XXX)
 Lino Vitti (sem escola literária)

            Tempos houve em que a natureza e o homem que nela vive, eram livres, vale dizer, não havia lei que lhe cerceasse  a ação, o desenvolvimento, o caminhar da vida no cumprir de seu destino. A natureza escolhia a dedo onde erguer a floresta, a charneca, o lago, o deserto. O homem se envolvia nela, numa simbiose de vivência e sobrevivência, recebendo da colega natureza a ordem para fazer as plantações, retalhando a mata virgem o suficiente para um e outro – homem e natureza – viverem contiguamente. Serviam-se mutuamente, felizes e saudáveis.
            O homem entretanto – o mais forte no caso – dotado de inteligência e vontade, ao contrário da natureza que não tem cérebro e querer, resolveu um dia acabar com o acordo firmado séculos afora, entre sua capacidade optativa e a obtusidade da inércia vegetal. Iniciou a devastação inexorável da natureza, numa ganância desenfreada de atender a seus apetites ancestrais de comer e enriquecer, não o quanto necessitasse, mas passando além, superlotando a sua burra gastronômica e o seu baú econômico.
            Muniu-se o homem da guilhotina do machado, hoje moto-serra e passou a devastar a natureza naquilo que ela tem de mais caro – a floresta. Troncos e frondes curvaram-se gemendo convulsivamente, e tombaram à sepultura do solo. As labaredas, comparsas dessa destruição, seguiram-se depois, lambendo, sôfregas, a galharia, os troncos, as folhas mortas, daquilo que fora, pouco atrás, uma floresta virgem.
            O espetáculo da mataria frondejante e, depois, da tragédia carburante de sua destruição, ficou-me gravado na retina dos olhos, por muitos anos, até que por um evento impossível de repetição, puderam os olhos, cansados da vida, verificar que, paulatinamente, nas imediações das terras natais, fora se formando uma nova mataria, sob a imponência de um glorioso eucaliptal. Vi eu que as árvores da mata e dos eucaliptos conviviam gostosamente, até que um dia o homem foi colher o que plantou, isto é, a madeira. E neste afazer, vi que as moto-serras devastadoras iam pondo abaixo os gigantes vegetais a que tinham e têm direito, ao mesmo tempo em que a mata em formação rolava abaixo, ferida profundamente pelos  robles de madeira de lei tombando arquejantes.
            - Mas pode? Perguntava-me um companheiro, que faz 60 anos pra mais, assistiu comigo aquele surgimento feliz de nova floresta.
- Pode, - respondi-lhe melancólico, - pode, porque a lei autoriza, a lei permite.
- A lei, entretanto, não ressuscitará jamais os espécimes destruídos, mesmo com a sua autoridade e permissão. Serão necessários séculos adiante para que os xororós, os coatís, as juritis, os sabiás, as saracuras, possam viver e passear sob o céu verde da nova floresta.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Santana x XV de Novembro



ALGUMA CRÔNICA (IX)

                                 Lino Vitti

Na escrevinhação cronística anterior procurei registrar resumidamente tempos esportivos futebolísticos dos esquadrões de Santana e Santa Olímpia, hoje um tanto esquecidos e ignorados apesar de a Prefeitura Municipal haver presenteado ambos os bairros dos tiroleses com magníficos campos de futebol. É interessante observar que antes, quando os próprios moradores do bairro construíam as próprias quadras esportivas, como que havia mais concentrada e amiudada manifestação futebolística, havendo como que diminuido esse interesse e essas manifestações depois que ganharam os bairros excelentes campos de futebol. Essa minha observação pode estar errada, pelo que muito me alegraria.
Relembrando pois das atividades do Santana FC, recordo-me agora de uma partida dessa equipe realizada no campo do XV de Novembro, contra o próprio time dessa agremiação de Piracicaba que representou gloriosamente o interior paulista na divisão de profissionais da Federação Paulista de Futebol, mormente, representou Piracicaba de Gatão, Idiarte, Rabeca, Picolino, Cardoso, Sato, Cardeal, Matias, Strauss, Adolfinho, etc. etc. Como era bonito o futebol do XV de Novembro, lá no quadrado verde da Rua Regente Feijó! Como havia entusiasmo, como havia dedicação, como havia esportividade! Qua tardes domingueiras gloriosas! Que torcida generosa, firme, animada pelo torcedor máximo da agremiação, o saudoso Braulinho, Braulio de Azevedo! Quantas vitórias, quanto amor esportivo! Mas deixemos esse passado faustoso do futebol piracicabano para lá, porque hoje em dia, um passado glorioso nada representa, o velho de ontem nada significa para o atual!
Meu propósito, porém, nesta crônica de saudades das disputas entre XV e Sucrerie (CAP hoje), entre Paulista e Escola Agrícola, entre Sorocabana e  Monte Alegre, não tinha esse objetivo de lembrar aquilo que em matéria de esportividade foi tão belo, tão grande, tão alegre. O que pretendia era fazer mais uma vez referência ao Santana FC., representação futebolística de minha terra natal, para relembrar uma peleja famosa (para os oitentões como eu) realizada uma noite de muito foguetório entre Santana e XV de Novembro. Não lembro bem dos nomes das equipes, apenas vem-me à memória a figura do goleiro Tóni (António) Forti, do time santanense, o herói da noite.
Não lembro bem qual o vencedor do evento, tantos anos transcorreram! Recordo – como se fosse hoje – com toda a nitidez de uma memória de 80 primaveras, que às tantas da disputa, o árbitro (parece-me que o Santim Cristal) apita penalidade máxima contra o Santana FC., para a tristeza da imensa torcida tirolesa que se locomoveu até o Estádio quinzista para apoiar os seus craques.
Expectativa geral. O Tóni, nervoso evidentemente, em passos elétricos, corria a linha do gol, de cá pra lá, de lá pra cá, bolando certamente na cachola a melhor maneira de defender a meta santanense. Nas arquibancadas e gerais, nervosismo e tristeza, pois aquele seria o gol fatal, uma vez que a partida, apesar da imensa superioridade dos craques quinzistas parece estava empatada. Se o chutador adversário acertasse o fundo das redes, seria a derrota para o Santana FC.
Bola na marca fatal, goleiro no meio das traves, craque do XV devidamente preparado para o pelotaço, destruidor de esperanças e alegrias, torcida em suspense. Santim Cristal de apito preparado para o aviso final: “chuta”... Centenas de bocas quinzistas prontas para gritar o gol da vitória...
“Prrriiiiim”... Pum!... Tóni Forti agarra e desmancha a violência do chute... Seguuuuura!! Metade da torcida vibra, aplaude, glorifica, a metade de Santana... A outra metade, estupefata, silencia de boca aberta, e grito amaciado na garganta!.
Tóni Forti, no auge da alegria, e da glória esportiva mandou a bola para lá da linha adversária, enquanto isso pulava em piruetas pela área de gol, diante do aplauso de seus conterrâneos e a tristeza do Braulinho que não tivera a oportunidade de macaquear com seus assobios, apitos, gestos e ironias, mais uma vitória de seu time.
Foi, sem dúvida, a glorificação do guarda-metas Tóni Forti do Santana FC.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

.



Animais - Graphics, Graficos e Glitters Para Orkut