Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos
O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti
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Lino Vitti e seus pais
Lino Vitti e seus vários livros
Lino Vitti e seus vários livros
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60 anos de Poesia
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
domingo, 15 de julho de 2018
Homenagem
domingo, 14 de agosto de 2016
Dia dos Pais
Pai, hoje o parabéns a você vai em forma de oração...
Um pai que me deixou exemplos de vida e de amor...
E como ele mesmo escreveu em seu epitáfio: "Deixou prole feliz, querida, e o conselho sensato - o mal evite..."
Obrigada por tudo e que de onde você esteja, continue me olhando e guiando meus passos....
Amor eterno!!!
Rita Vitti Brusantin
domingo, 24 de julho de 2016
Homenagem ao Príncipe dos Poetas Piracicabanos no Dia do Escritor
terça-feira, 5 de julho de 2016
Oi Lino:
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
O SEMEADOR MÁRIO ORSI
Lino Vitti
quarta-feira, 7 de outubro de 2015
A UMA IRMÃ QUERIDA
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
NATAL COM CARINHO
domingo, 3 de novembro de 2013
A TELMO OTERO
domingo, 27 de outubro de 2013
CANUDO-DE-PITO
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| (foto by Edilson Giacon) |
sábado, 7 de setembro de 2013
Lino Vitti - poeta convidado
sábado, 26 de janeiro de 2013
Texto de Lino Vitti em outros Blogs
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
EXAGERO POÉTICO* por Lino Vitti
| Ésio Pezzato declamando |
segunda-feira, 21 de janeiro de 2013
Lino Vitti - por Ésio Antonio Pezzato*
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| (foto arquivo de Ivana Negri) |
domingo, 13 de maio de 2012
segunda-feira, 2 de abril de 2012
50 ANOS DE BONS SERVIÇOS
Armando Alexandre dos Santos
Um conceito está muito em voga, hoje em dia, entre historiadores e sociólogos, é o de “espaço de sociabilidade”, o qual, juntamente com seu correlato “rede de sociabilidade”, vem sendo muito estudado. Um “espaço de sociabilidade” bastante curioso, muito presente no nosso dia-a-dia, é aquele constituído pelos restaurantes por quilo, que surgiram no Brasil há cerca de 20 anos e desde então tiveram extraordinário desenvolvimento. Tudo, na vida moderna, favorece esse gênero de restaurantes: a pressa com que geralmente se almoça, a praticidade com que se evitam os trabalhos caseiros de cozinha, a facilidade para quem deseja uma alimentação saudável e balanceada, e por isso prefere poder dispor de opções bem diversificadas.
Como espaços de sociabilidade, os restaurantes por quilo são um campo aberto e cheio de potencialidade, para quem se disponha a estudá-los. Aqui em Piracicaba, frequento quase diariamente o Galileo´s Grill, na Rua Prudente de Morais, onde fiz excelentes amizades e ampliei a minha “rede de sociabilidade”. Entre os bons amigos que ganhei, frequentando o Galileo, conto com muita estima o Sr. Antonio Vitti, que todos os domingos ali comparece com sua esposa D. Maria, a filha e duas netas. Sabendo que era irmão do nosso caríssimo Príncipe Lino, o dos poetas piracicabanos, foi fácil o contato, logo ficamos amigos. E todos os domingos, lá sempre tiramos nossos dois dedos de prosa, que para mim são muito prazerosos.
Acabo de receber, precisamente do Sr. Antonio Vitti, um presente precioso. Trata-se de um livro que publicou, intitulado “Das sombras à luz... – História da Comunidade São Domingos de Gusmão (50 anos de Trabalho e Fé)” e prefaciado pelo irmão, Acadêmico Lino Vitti.
É um pequeno grande livro. Tem apenas 95 páginas, mas um conteúdo denso e benéfico para o leitor. Neste mundo tão esquecido de Deus e das coisas do espírito, dá gosto ler o histórico de meio século de dedicação de uma família católica que, a partir da catequese de crianças, chegou a formar uma instituição sólida e a edificar uma igreja. Tudo isso aqui em Piracicaba, no Bairro Alto, bem perto do Centro.
Os Vitti, muito conhecidos nesta cidade e em toda a região, são de origem tirolesa, daquela região austríaca de onde vieram muitas das famílias que ainda hoje povoam o distrito de Santa Olímpia, Santana, Fazenda Negri e Viocil. São católicos por tradição e convicção, sempre muito dedicados em apoiar as obras piedosas da Igreja. Um dos irmãos do Sr. Antonio é, até, sacerdote.
Em 1960, o Sr. Antonio, congregado mariano ainda bem jovem, conseguiu de seu futuro sogro, Sr. Domingos Blanco, autorização para que fossem ministradas aulas de catecismo à sombra das árvores da chácara da família Blanco, que ocupava todo um quarteirão, entre as ruas Bernardino de Campos, Marechal Deodoro, Visconde do Rio Branco e Regente Feijó. A primeira turma de neófitos foi constituída por 60 meninos e meninas. A essa turma seguiu-se outra, depois mais outra e outras mais, até hoje.
Muito metódico e organizado, o Sr. Antonio, já em 1961, promoveu a fundação formal de um Centro Catequético, com uma ata constitutiva assinada por diversas pessoas e contando com o apoio do pároco Mons. Martinho Salgot. Mais tarde, quando dividiu a chácara entre os seus vários herdeiros, o Sr. Domingos Blanco reservou uma área para ser doada à paróquia, a fim de nela se institucionalizar o centro catequético. Nessa área foi edificado um salão e, mais recentemente, uma capela. Os trabalhos catequéticos que deram origem à obra prosseguem, como disse, até hoje.
A história dessa instituição, que durante 50 anos vem sendo conduzida como anexo à Paróquia do Bom Jesus e sempre contando com o apoio e generosidade dos Vitti, é narrada nesse livrinho tão singelo e, ao mesmo tempo, tão rico e revelador. Foi tipicamente uma iniciativa de leigos, num século em que o laicato ganhou tanta expressão na Igreja Católica.
O nome oficial da instituição, que consta do título do livro, é Comunidade São Domingos de Gusmão, santo espanhol do século XIII, fundador da Ordem dos Pregadores (dominicanos). Na pg. 21, o autor explica a razão dessa escolha: Domingos era o onomástico do benfeitor, Sr. Blanco, que era filho de espanhóis; e era também espanhol Mons. Salgot.
Entretanto, uma coisa não me ficou clara. Na ata de fundação, reproduzida em fac-símile nas páginas 15 e 19 do livro, a instituição era denominada “Centro de Catecismo São Domingos Sávio” – o que era muito explicável, já que São Domingos Sávio, santo do século XIX falecido com apenas 13 anos de idade, aluno de São João Bosco e, como este, natural de uma aldeia próxima a Turim, norte da Itália, também foi catequista e exerceu seu apostolado com crianças.
Vê-se, portanto, que ocorreu, em algum momento da história, uma substituição no patrono da instituição. Um São Domingos foi trocado por outro. Entre santos do Paraíso, obviamente, não há rivalidades nem disputas... Não ficou nem um pouquinho menor a glória eterna de São Domingos Sávio por ter sido seu nome substituído pelo também glorioso São Domingos de Gusmão. Mas permanece a dúvida: por que essa substituição?
Acredito que esse é um ponto que o Sr. Antonio, melhor do que ninguém, pode nos esclarecer. Espero que já no próximo domingo, quando o reencontrar no Galileo, ele me esclareça isso... Espero também que a obra meritória da Comunidade São Domingos permaneça por muitas e muitas gerações de Vitti. E que o ótimo livro do Sr. Antonio tenha, também, muitas e muitas reedições.
sábado, 10 de março de 2012
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
HOMENAGEM
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| foto: Ivana Negri |
Quem se compromete a escrever para o publico, assim como faço, sem outros propósitos que dar vazão a essa coceira cerebrina que invade muitas cabeças, entre elas a do poetissimo Ésio Pezatto ao lado da deste poetastro, está sujeito ao inesperado, isto é, a ler um dia umas tiradas escritas sobre sua mísera pessoa, como o fez ele num dos jornais da terra e que agora, tenho o prazer de repassar a este jornal do Paulo Camolesi, ao que pude ler, muito amigo e colaborador dele, dono do Folha. Se tiverem paciência de me acompanhar Leiam:
LINO VITTI
Ésio Pezatto
Ser lido por Lino Vitti já é uma honra sem preço. Ser elogiado, então, é entrar em estado de graça pleno. Quantos não queriam ter esse privilégio! Pois eu tive. Está lá, na Tribuna do dia 24 de novembro. Quando peguei o jornal, quase caí das pernas. Não acreditei que ele tivesse coragem de elogiar publicamente um xereto das letras como eu. Mas, que fiquei feliz, fiquei. Passei o dia com o nariz empinado. Aquele artigo vai ser o meu diploma. Serve como currículo.
Quem sou eu, pobre plebeu, para receber alguma atenção do Príncipe dos Poetas Piracicabanos? Claro que foi um gesto de grande bondade, que vou aproveitar como incentivo de maior valor no longo e pedregoso caminho da escrita, onde estou engatinhando. Devo ter começado bem, senão não teria recebido a atenção do nosso maior poeta, que não bajula ninguém. De agora em diante devo caprichar o máximo para não decepcionar o meu mais nobre leitor.
Há cerca de três anos tenho a honra de dividir com ele, uma das páginas do jornal Folha Cidade, criado por Paulo Camolesi, um grande idealista. Conheci Lino Vitti pessoalmente faz pouco tempo. Fiquei impressionado e me encantei com sua ternura e bom humor. Homem de coração transparente, cujo brilho reflete nos olhos, como janelas de sua alma.
Espírito de jovem que não teme o novo, pelo contrário, desvenda-o com discernimento. Homem sóbrio, acolhedor e solícito. Apesar de indignar-se com a mediocridade do nosso tempo, não se recusa a repartir generosamente o conhecimento, única forma do homem ser realmente livre.
Criador de sonhos, tudo transforma em poesia. Seus textos coloridos e ricos em detalhes nos transportam ao meio da cena e nos tornam protagonistas e participantes da sua criação.
Homem simples e generoso, Lino Vitti é o tipo de criatura que, tê-lo entre nós, é motivo de alegria e esperança na constante vitória do bem.
“A sabedoria se deixa encontrar por aqueles que a buscam.
Ela mesma se dá a conhecer aos que a desejam.
Quem por ela madruga não se cansa:
Encontra-a sentada à porta.”(Sab. 6,13-15)
Esses dois versículos do Livro da Sabedoria me fazem lembrar você, sábio poeta.”
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
AO GRUPO CATEQUESE DA VILA REZENDE
Diante do “Boas Festas” e do “Abraço”
da catequese da matriz da Vila,
não sei o que dizer, nem sei que faço,
tanta alegria o seu cartão distila.
Mensagens de Natal são Deus no espaço
deixando a quem recebe a alma tranquila.
Parece até que neles eu renasço
e vê mais luz brilhar cada pupila.
Agradeço em meu nome e da família
os votos divinais que nos envia
esperanças da Eterna Maravilha.
Natal os nossos prantos alivia,
lembra que a Terra é apenas uma ilha
em que o homem em sua dor se degladia!
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
DEZ ANOS DE AMOR
Lino Vitti
Não são dez anos de amor conjugal, de amor à arte, de amor aos estudos, de amor à profissão, de amor à beleza, de amor à natureza, ou de outros amores comuns e naturais. O amor de que vos quero falar é algo, diria até sobre-humano, pois só pode ter vindo do “amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”, proferido um dia pela voz divina. E de outra feita nos disse: “ama teu próximo como a ti mesmo”.
É deste, vindo dos lábios divinos de Cristo, que desejo falar, ou melhor destacar, nestas insípidas linhas com que costumo preencher esta coluna, generosamente aceita pelo caríssimo diretor Paulo, dono então desta crônica de hoje.
Trabalhei no Jornal de Piracicaba durante 25 anos e sei que não é nada fácil dar a lume um jornal, por mínimo que seja, por mais simples que se queira apresentar. São necessárias toneladas de esforço, de saber, de vontade, de luta, de trabalho enfim, para se colocar em folhas brancas de papel, as milhares e milhares de letrinhas, preenchê-las com material à altura de exigentes leitores, anunciantes e assinantes.
Pois é. E o Paulo Camolesi faz isso, faz um jornal que leva em suas páginas tudo quanto exige um leitor sadio e desejoso de conhecimentos culturais, sociais, religiosos e políticos. Informo porém que o Paulo não faz só isso (!) porque o semanário dele abrange outras mais nobres, altivas e importantes finalidades: é um dos amores de que falei acima. O amor ao próximo esquecido, desfavorecido da sorte, que em vida não encontrou o feliz caminho dos semelhantes e que precisa do amor deles para viver condignamente no mundo social da vida.
Paulo une cultura e caridade na publicação deste querido semanário. Angaria mantimentos, indispensáveis à vida, aos irmãos de caminhada, aos que lutam para fugir da miséria e da fome, no que tem sido feliz, pois tem encontrado a colaboração dos irmãos de fé na vida e no amor ao semelhante. São toneladas e toneladas de alimentos e necessidades humanas que ele consegue angariar(não sei como, lhe pergunto muitas vezes) e levar aos lares menos favorecidos, encontrando sempre a cooperação de quem como ele acalenta o mesmo idealismo nobre de servir ao próximo.
E esse trabalho, abençoado por Deus certamente, já comemora dez anos. Dez anos que serão anotados no livro de São Pedro, em favor daqueles que se sentem felizes em ajudar o próximo necessitado.
Os povos, a vida, o mundo não param. O que era ontem, já não é hoje, o que é hoje já não será amanhã. Por isso há uma necessidade inexorável de se ter olhos de lince para ver os passos que o mundo dá, para ver as mudanças que o mundo sofre, para ver as necessidades que crescem dia a dia, para ver onde estão os pontos a exigirem as atenções humanas como parece são vistos pelos olhos cristãos do diretor deste semanário. E Deus tem compensado o seu trabalho, uma vez que encontra entre os seus conterrâneos o apoio que constrói e dá amplidão ao que se faz de bom e de bem neste avançar do tempo.
E digamos, Paulo: graças a Deus.
PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.
VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA – Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS – Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.
VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.
DISCURSO
Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:
Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural
Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de
Vereadores de Piracicaba
Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico
Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras
Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade
Senhoras e Senhores
Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !
Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!
Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.
Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.
não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?
Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,
o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .
Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.
Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.
Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.
Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”
Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.





























