Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

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Bisneta Alice

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Dona Dorayrthes e suas artes


D. Dorayrthes iniciando sua primeira tela à óleo depois de um longo tempo na técnica do pastel seco no Ateliê Luisa Libardi

terça-feira, 11 de outubro de 2011

UMA PADROEIRA AMADA



Dorayrthes S.S. Vitti

Dia 12 de Outubro , dia da Padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.
Nossa Senhora e nossa Mãe é cultuada nesse imenso Brasil, com muitos títulos.
O que foi escolhido para ser a nossa padroeira – Aparecida - deve-se ao fato de sua imagem haver sido encontrada no rio por pescadores. Ela seria diferente por ser negra. Porém ela é a mesma Nossa Senhora, aquela menina simples escolhida por Deus para ser a Mãe de Seu Filho, incumbido de vir ao mundo para salvar a humanidade, de suas maldades e de seus pecados.
Maria foi para todos nós o exemplo de humildade, de paciência, de caridade e de amor. Ela ensinou os primeiros passos ao seu filho Jesus. Acompanhou sua vida desde o seu nascimento até sua morte.
Nossa Senhora Aparecida é chamada por todos aqueles que necessitam de graças e de milagres para suas necessidades. Os seus devotos são tantos!Penso que todo o brasileiro de vez em quando busca o seu socorro , a sua intercessão.
No seu dia, eu particularmente, pediria como devota, que ela olhasse sempre para nós brasileiros, para este povo tão sofrido onde ainda muitos vivem na miséria.O Brasil é um país riquíssimo, tendo o caudaloso rio Amazonas, florestas onde encontramos uma grande flora e fauna. O Brasil tem de tudo e aqui tudo dá como disse Cabral ao aportar em nossas terras.
A Nossa Senhora Aparecida, peço pelos políticos, pelos homens das leis, pelos empresários que valorizam esta terra maravilhosa e dêem a todos os brasileiros vida digna, para que todos tenham trabalho, alimento, escolas para uma família feliz.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O milharal



tela de Bebeth
  Dorayrthes S.S. Vitti

Parodiando a crônica do meu esposo Lino Vitti, inspirei-me para escrever também uma croniqueta sobre o mesmo assunto nela tratado.
Diante de um milharal, primeiramente, fiquei observando a beleza dessa plantação. O exuberante verde de suas folhas, farfalhando com o passar do vento, como fossem música para meus ouvidos, música regida pelo vento e sussurrada pela folhagem. Que maravilha!
Quando aparecem as espigas com seus tufos de cabelos louros, beijadas pelo sol, brilham, lembrando cabeleiras louras das moças colhendo as espigas prontas para serem consumidas.
Lembro-me então das pamonhas fervidas em grandes tachos e curau feitos pela minha saudosa mãe.A criançada, ao redor, esperava, para raspar a panela, enquanto mamãe dizia: saiam de perto, ainda vão se queimar. Era só alegria com algazarra que faziam.
Não é somente para esses doces e iguarias que o milho é utilizado. O tipo de milho branco, depois de ser limpo no moinho, transforma-se na gostosa cangica que , cozida com leite, é degustada nas tardes de inverno.
O milho seco serve como alimento para as aves, cavalos, burros e porcos.Depois de moído nos moinhos próprios torna-se no nutritivo fubá. Com ele se faz a famosa polenta apreciada por toda a gente. Que tal uma bela polenta com frango ao molho? È prá dar água na boca. E o bolo de fubá, ai que delicia!? Um fofo bolo de fubá com café e leite nas tardes de qualquer um!
Falando nessas boas coisas a saudade fez-me fugir um pouco do assunto.
Continuando a ver o milharal, vislumbrei no meio da vasta onda verde, uma figura exótica, com um rosto triste, braços abertos como os de Cristo na cruz. Na cabeça, chapéu roto e roupas maiores que o corpo.
Aproximei-me e vi um boneco. Ele olhou-me e disse:
- “Infeliz sina a minha. Ficar aqui nas frias noites de inverno ou ao causticante sol de verão.
- Sabe, a minha tarefa é espantar os pássaros que vêm comer o milho que não plantaram. Mas apesar de tudo ,
sinto-me um triste palhaço. E apesar ainda disso cada qual tem a sua utilidade. Aquele fazendo rir e eu espantando os pássaros. Cada um prestando algum bem para a humanidade.
O milho em suas tantas utilidades é uma bênção de Deus para os homens.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A SURPRESA

(ilustração de Diva Golfier)

A SURPRESA
Dorayrthes Silber Schmidt Vitti

Durante 30 anos lecionei dando aulas para crianças de 8 a 12 anos. Eu o fazia com grande prazer. Amava aquelas crianças como se fossem meus filhos.
Nesse tempo todo tive alegrias e aborrecimentos, mas continuava com o mesmo entusiasmo inicial e a solicitude de sempre.
Diziam que eu era muito enérgica ou brava, na opinião dos alunos. Eram pequenos e não distinguiam energia de braveza.
Lecionei em Santo Anastácio (Presidente Prudente), na cidade como substituta e no sítio perto de Piquerobi, como titular.
Depois vim para a Fazenda São Matias, perto de Mombuca. Dali fui para Bairrinho onde éramos quatro professoras e o diretor e , para finalizar, fui removida por direito e por concurso para a Escola anexa ao Sud Mennucci, considerada naquela tempo como a melhor escola de Piracicaba, onde fiquei até a aposentadoria.
Isto tudo não é nenhuma novidade dirão os que me lêem. A maioria das professoras fizeram caminhos até piores do que o meu.
Por minhas mãos passaram tantas crianças que não consigo lembrar e contar. Hoje me orgulho de dizer dessas crianças que são competentes médicos, advogados, professores, dentistas, aviadores e até deputados e estilistas. Tenho encontrado muitos deles e me emociono tanto que sinto um liquidozinho molhar de leve minha face.
Certo dia, numa livraria do Shoping, aproximou-se um jovem senhor. Perguntou meu nome... e abraçou-me com força dizendo eu sou fulano, fui seu aluno. Lembrei-me logo dele porque tinha vindo da Espanha morar aqui. Ele chorava de alegria, acompanhado, é claro, da mestra.
Abraçado assim comigo beijava-me muito. As pessoas ali presentes pararam e ficaram observando aquele rapaz lindo beijando e abraçando uma senhora idosa e os dois chorando de alegria. (Talvez pensassem que era sua avó!).
De repente ele gritou para que todos ouvissem: essa foi a minha professora querida que não via a talvez 30 anos.
Dito isto, lembrei-me agora de outro fato que me aconteceu tempos atrás. Tocaram o interfone e minha secretária foi atender. Em seguida chamou-me dizendo: está aqui um senhor querendo vê-la. Fui atender. Deparei com um moço alto, bonito, um belo rapaz. Cumprimentamo-nos e dialogamos:
- Boa tarde. A senhora por certo não se lembra de mim. Eu sou o Nilton Sanches. Fui seu aluno no Sud.
- Não me lembraria por certo. Você teria seus 8 ou 9 anos. Hoje terá bem mais...
Era o dr. Nilton Sanches morador de Uberlândia em Minas Gerais, visitando seus parentes aqui em Piracicaba que se lembrou da professora e veio visitar-me.
Infelizmente foi uma visita curta e com o choque fiquei como que paralizada com tanto afeto. Veio de tão longe e se lembrou de sua professora primária.
Trazia nas mãos duas fotos. Uma da classe toda a que ele pertencia com todas as mestras, outra recebendo uma medalha que eu, jovem ainda, coloquei no seu peito. Foi demais para o meu pobre coração. Não sabia se rir ou chorar. Nada pude dizer. As palavras não afloravam à boca.
Obrigado, Nilton, ou melhor, dr. Nilton. Foi muita felicidade que você me proporcionou.”

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Hoje o espaço é dela

HOJE O ESPAÇO É DELA
Lino Vitti

Como a esposa Dorayrthes vive há mais de 70 anos em companhia conjugal de um teimoso escritor de crônicas que fui, sou e acho que findarei assim, tinha , me diz a lógica filosófica, que ser tomada também pela gripe cronística. Assim é que, de quando em quando, ela aparece neste espaço jornalístico com seus apreciados escritos, não pesados e muitas vezes enrolados como os do marido, mas em estilo leve, agradável, maneiroso. Peço aos leitores (se os tiver mesmo) que acompanhem nas linhas seguintes o que nos conta ela sobre uma tragediazinha ocorrida no primeiro passeio além dos limites piracicabanos, de Aila, uma cachorrinha mimosamente criada pela família da filha Rosa e os netos Lucas e Raissa:

“QUE SUSTO, EIN!!!
Dorayrthes S.S. Vitti


Última semana de férias e a família resolve, unanimemente, viajar para a fazenda da vovó, lá no Mato Grosso. Era longe, muito longe mesmo, uma viagem de um dia inteiro.
Malas prontas e a alegria precedia as diversões do passeio: andar a cavalo, pescar no rio próximo, passear de trator, etc.. .
Na hora da saída tudo bem, mas surgiu um impasse: a Aila. O que fazer com ela? Fora criada entre mimos desde pequenina e não podia ficar só. Quem iria cuidar dela?
“Não fica gritam todos em coro!A Aila vai.
Esqueci de dizer que Aila era uma poodle, branquinha, carinhosa e amiga de todos. Vivia sempre enrolada no colo da dona, parecendo mais uma bola de algodão da que um cãozinho.
Quando vinha à casa do vovô procurava o pela casa toda, pois a danadinha sabia que ganharia um petisco.
Todos acomodados no carro partiram bem cedo, com a Aila no colo da dona.
Passaram 15 dias. Ao regressarem, pararam apenas alguns minutos para cumprimentar os avôs que notaram a falta de Aila
-E a cachorrinha,perguntaram?
A resposta veio vápida numa gritaria:
- Aila ficu...
- Como, indagaram os avôs?
A resposta veio chorando:
-Ela foi devotada por uma onça....
.................................................................................................................

Foi uma emoção muito grande e lágrimas desceram pelas faces dos avôs misturadas com a dos que chegavam.
Imaginem o desespero e a dor sofrida por todos. Coitada da Aila. Como foi isso acontecer?
Ela ficava dentro da casa. Vigiavam para que não saísse, pois um pitbull já fora atacado pela dita cuja ficando todo rasgado e sem uma orelha.
Maldita onça! A cachorrinha era tão pequena e peluda. O que uma onça poderia comer dela?
Aconteceu porque certo resolveram dar um passeio, deixando a Aila bem trancada na casa da a fazenda. Uma incauta empregada abriu a porta para entrar e Aila disparou porta a fora se embrenhando no matagal à procura dos donos. Ao chegarem estes do retorno, cadê a Aila? Fugiu...
Procura daqui, procura dali, por todos os lugares, revistando possíveis esconderijos até que num capão de mato encontraram rastos da cachorrinha e mais adiante as pegadas do felino assassino.
Choraram muito, mas não havia remédio.
Voltaram...
Os dias se vão e a tristeza vai desaparecendo ou melhor a tragédia ia sendo esquecida porque a realidade era esta.: o que foi não volta mais.
Cinco dias transcorreram. No sexto toca o telefone e a filha Raissa atende... Deu um grito: mamãe a Aila voltou... Não preciso dizer mais nada.
A imaginação é incrível. O filho, querendo enaltecer o seu pitbull, foi logo dizendo que este foi defender a Aila por isso saiu ferido pela onça. É o forte defendendo o forte...
Tirem vocês, caros leitores, sua conclusão... Mas que a felicidade voltou a reinar é uma evidência.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

A CIENTISTA DA FAMÍLIA


A CIENTISTA DA FAMILIA
Dorayrthes S..S.Vitti

Nunca pensei que aquela menina, minha segunda filha, a quem, eu e meu esposo Lino Vitti, demos o nome suave de Dorinha Mirian, pudesse alcançar um tão elevado nome de cientista. Sim, depois de uma infância, em que apareceram todas as doencinhas próprias da idade, mas que não atrapalharam em nada a vontade dela de estudar, formou-se em Ciências Biológicas, na Faculdade da UNESP em Rio Claro.
E prosseguindo em seus anseios cientificos, acabou se diplomando naquele estabelecimento, sendo, mediante demonstração de sua cultura nesse amplo campo de atividades, recebida como funcionária do CENA, onde passou a cuidar da alimentação, cientificamente dosada, de animais domésticos, chegando a aposentar-se no cargo. Mas não perdeu tempo: durante todo o seu tempo de trabalho e depois dele, Dorinha continuou a estudar e durante o seu tempo de trabalho o Cena a enviava para representá-lo em conclaves científicos na Inglaterra, onde aperfeiçoou seus estudos e teve oportunidade de escrever, em inglês, o livro que ora vem ao lume, inclusive arrumar um “namorado”, Richard Kennedy, com quem hoje é casada.
Pelo sim, pelo não, é uma piracicabana que brinda o universo da ciência com o livro “UTILIZAÇÃO E RECOMENDAÇÕES DE FÓSFORO E CALCIO NOS ANIMAIS DOMÉSTICOS” que promete ser recebido com aplauso geral e universal do mundo cientifico.
Á minha querida filha “cientista”, os parabéns. Valeram o esforço e trabalho de seus pais, propiciando-lhe meios e dedicação para chegar aos altos degraus a que chegou.
Obrigado. É o orgulho de seus pais e de todos os seus irmão e irmãs.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Amor de Mãe


AMOR DE MÃE
Dorayrthes Vitti

O chão salpicado de grãos jogados por alguém chamou a atenção das rolinhas paradas no beiral do telhado. Dezenas delas se deliciaram com o lauto café da manhã.
Surpresa, porém. Aparece por sobre o muro um gato malhado, andando, sorrateiramente, com passos macios, espreitando as incautas avezinhas.
Uma rola mais experiente, pois não era tão jovem, e conhecendo bem o bichano, pressentiu o momento do ataque e deu o alarme: “olhem o nosso inimigo. Todas como uma onda que se avoluma, levantaram do solo e subiram em revoada para o céu...
Um filhote inexperiente não teve tempo para fugir e, paralisado, ficou olhando o bichano, para ele, enorme como um monstro, querendo abocanhá-lo.
A rolinha-mãe do pequeno voltou mas não poderia medir forças com o inimigo, muito maior do que ela. Esperta e inteligente pensou enganar o gato com conversa:
- Seo bichano, podemos entrar em um acordo? Veja, meu filhinho é tão pequeno, que não vai satisfazer seu apetite, deixa-o ir em paz. Eu sou a mãe dele e estou pedindo que o deixe ir embora.”
E o gato replicou: “ eu também sou pai e meu filhos esperam pelo almoço.”
Enquanto esse diálogo se desenrolava o filhote, percebendo a intenção da mãe, foi se aninhando sob suas asas e depois saiu voando. A mãe por sua vez fez o mesmo, enganando assim o gato que, incauto, ficou sem a apetitosa comida.
O amor de mãe é assim. Enfrenta o mais forte, senão com força, com inteligência e esperteza para salvar o filho.
Assim somos todas as mães. Amamos todos nossos filhos a ponto de nos sacrificarmos e até morrermos por eles.
Nosso exemplo maior, nossa inspiração: Maria, nossa Mãe e Mãe de Jesus.”

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O casamento

O CASAMENTO
Dorayrtes S.S. Vitti

José e Maria, vamos chamá-los assim, conheceram-se numa festa. Ela de vestido rosa, com flores suaves. O rosto, belíssimo, com sorrisos envolventes, uma deusa.
O rapaz, bem vestido não lhe tirava os olhos embevecidos com tanta beleza. Aquele encantamento Foi o começo do namoro que durou um ano. Época maravilhosa aquela! De mãos dadas seguiam com a cabeça cheia de projetos e sonhos.
Afinal chegou o dia mais importante para aquele casal que iria diante do altar, jurar a Deus e aos homens seu eterno amor.
O Amor é dom de Deus que demonstrou aos homens o seu imenso amor dando-se em sacrifício por eles. Maria e José, diante do altar, prometeram amor eterno, assim, foi durante a vida inteira.
noiva foi a mais bela da temporada em seu vestido branco, esvoaçante, e diáfano fazia lembrar um anjo com a coroa brilhante sobre seus longos cabelos.
Ele, em seu terno branco, empertigado e sério, era um príncipe dos contos de fadas.
Os convidados cochichavam elogiando a beleza do par dizendo : aí está um casal destinado a viver junto para sempre.
Festas, doces, bolos, bebidas, flores, luzes, tudo a que tiveram direito na lua-de-mel na praia.Vejamos o que acontece dois anos depois.
Nasceu o primeiro bebê para alegria dos pais, dos avôs e tios (as) encantados com aquele ser tão pequeno e frágil. Ele se tornaria o herdeiro da família.
Maria envolveu com o maior desvelo para com o bebê – o seu segundo amor – já que José era o primeiro.
Nasceu, logo depois, o segundo filho e desta vez uma menina, rechonchuda, com as faces coradas, cabelinhos louros como os da mãe.
O serviço da casa, com dois filhos, tornou-se pesado para Maria que corria o dia todo com fraldas, mamadeiras e papinhas. Mesmo assim, não se descuidava das roupas do José que trabalhava no escritório e precisava estar sempre impecável.
Aí começou ao drama do casal. Maria ficou desleixada, consigo mesma. Nem se lembrava qual foi a última vista ao cabeleireiro ou à costureira. Não achava um tempo para tomar banho e lavar os cabelos com xampus. Seu banho de demorado passou a um banho rápido com um pedaço de sabonete.
No escritório, José trabalhava com secretárias elegantes, em seus saltos altos e sempre alegres e perfumadas...
Preciso dizer o que aconteceu? Deduzam vocês mesmos.
Certo dia José chegou tarde em casa e pensou:
- Onde está aquela deusa maravilhosa, alegre e sorridente, com quem me casei?
No primeiro ano de casados ela o esperava com um grande sorriso e com um jantarzinho à luz das velas Agora, ao vê-lo chegar dizia simplesmente: o jantar está no forno.
Atentam bem, meninas casadoiras: os filhos são bênçãos de Deus, são anjinhos precisando dos pais. Devem ser bem cuidados. A casa precisa estar limpa e em ordem. Pensem bem: a mulher inteligente acha sempre um tempinho para ela.
Maria foi limpar o espelho da sala e o que viu a assustou: eu não sou essa aí. Este susto valeu-lhe uma lição. Desse dia em diante acabou o tempo para ela. Voltou a ser aquela deusa de outrora. Ganhou experiência e bom senso.José chegou à tarde e espantou-se ao ver a mesa posta com 4 pratos , para eles e as crianças, um vasinho no centro com um botão de rosas, sorriu e lágrimas rolaram de seus olhos.
Lembrem-se porém; o casamento não será para sempre, se não houver amor, amizade, perdão, fidelidade e participação dos dois: marido e esposa.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Amizades - Dorayrthes Vitti

Amizades
Dorayrthes S.S. Vitti


Sentada no banco, sob meu caramanchão, aspirando o perfume das flores do jardim, observava o céu azul onde nuvens brancas passavam, ora firmes como flocos de lá, ora desfazendo-se vagarosamente.Meu pensamento voou longe, bem longe, tão distante trazendo lembranças de quem passou pela minha vida.Amigas de infância tive muitas, Companheiras dos brinquedos e das aulas escolares.Vieram as companheiras mais velhas compartilhando das horas boas e más, horas de tristezas e alegrias. Aconselhando-se, confortando-se e até chorando juntas.Ainda tenho muitas amigas da minha idade e por incrível que pareça outras mais jovens. Digo sempre : adoro estar no meio das jovens senhoras trocando experiências de vida, eu já idosa e elas na flor da juventude com idéias das quais eu também já tive.Outro dia mesmo fomos a um chá da tarde e nos deliciamos na sombra das árvores. Esquecemos dos maridos, dos filhos, dos problemas da casa. Foi delicioso, um luxo.Já tivemos um grupo que se reunia em casa de uma e de outra. Que saudade, Du! Será possível fazer isso de novo?Muitas amigas já se foram junto a Deus, outras continuam neste mundo. De todas que já partiram, tenho certeza estarão gozando da felicidade eterna. Duas delas foram muito especiais. Amigas das quais jamais me esquecerei e se Deus me ajudar espero estar um dia com elas no Paraíso.Foram verdadeiras heroínas. Maravilhosas, lindas, anjos escolhidos por Deus para nos deixar exemplos e sabedoria. Não consigo deixar de dizer os seus nomes: Mabel e Olívia, recebam minhas homenagens e afeto.Deixemos de tristezas e falemos de coisas mais amenas.Sete amigas ainda meninas brincavam juntas em nossa casa, no quintal e nas calçadas (naquele tempo ainda podia). Já jovens continuaram a participar de festas, cinema, matinês, carnaval e até namoriscos.Assim passaram junto com o tempo. Hoje, adultas, casaram e cada qual tomou o seu rumo. Outras casaram, tiveram filhos, hoje já adolescentes.Continuam um grupo de lindas mães que nem parecem casadas e mais jovens do que são.Essa amizade que dura 40 anos continua ainda hoje. Reúnem-se quando podem numa gostosa tarde e parecem um bando de papagaios rindo e falando.Sinto-me orgulhosa dessas jovens.(Para mim são sempre jovens) porque dela fazem parte minhas duas filhas queridas: Lina e Rita.Fica aqui minha homenagem a: Leni, Iana, Liliam, Sandra, Rita, Lina e Bernardete.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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