Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos
O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti
Casamento
Bodas de Prata
Lino Vitti e seus pais
Lino Vitti e seus vários livros
Lino Vitti e seus vários livros
Bisneta Alice
BISNETA ALICE
Seguidores
60 anos de Poesia
domingo, 20 de janeiro de 2013
DESEJO BUCÓLICO
Disparei pela
estrada, o meu tordilho,
Bebendo luz de
sol a grandes haustos.
Revestia a
manhã mágico brilho,
Subia uma onda
de perfumes lautos.
Havia, dentre
as frondes, um bisbilho,
Uns pipilos de
pássaros incautos.
E, nós,
enveredando oculto trilho,
Chegamos, eu e
o meu cavalo, exaustos.
Aqui sim,
quanta paz! Quanto sossego!
Bem distante
dos homens e do emprego
Que torturam a
pobre alma da gente.
Oh ! Se o
verdor da mata alimentasse
Exigiria deles
o meu "passe"
Para viver na
mata, eternamente.
Marcadores:
SONETOS
quarta-feira, 16 de janeiro de 2013
O Príncipe Lino Vitti completa 93 Primaveras hoje!
O Poeta Lino Vitti completa 93 anos hoje!
Parabéns ao Príncipe da Poesia, muita saúde e inspiração.
Marcadores:
Aniversário,
Fotos
domingo, 13 de janeiro de 2013
A VOZ DO OCASO
Lino Vitti
No ingrato caminhar de
toda uma existência
muita alegria vai ficando para trás.
Os prazeres da infância, os cantos da inocência,
os momentos de guerra, as delícias da paz.
São os dias azuis , as noites, por coerência,
têm estrelas demais, tantas o espaço traz!
E a mocidade após, poço
de inconsequência,
em rubro estrelejar de ilusões se desfaz.
Conversam entre si o amanhecer e a tarde,
a infância corriqueira e a velhice dorida,
em discursos joviais ou vozes sem alarde.
O que escuto porém – palavra fementida –
é a triste afirmação tresloucada e covarde
do diálogo outonal do poente da vida.
Marcadores:
SONETOS
quinta-feira, 10 de janeiro de 2013
AFINAL, A DEVIDA ATENÇÃO!
Lino Vitti – Diretor Administrativo da Câmara Aposentado
Há muitos, muitos anos mesmo, estava à espera de
uma notícia como a publicada pela “A Tribuna”, em 6/2, do corrente ( e como
corre!) ano, onde vem a lume, à curiosidade ledora piracicabana, o nome do
historiador prof. Guilherme Vitti, aposentado como Secretário Municipal da
Administração; um dos poucos, mas sabidos professores de Latim, ao tempo em que
a matéria fazia parte (e com muita propriedade e necessidade) dos currículos
escolares ginasiais; articulista na imprensa local; autor de livros históricos
em português e em dialeto tirolês; tradutor do Hino de Piracicaba de Newton de
Mello para a língua latina e também do livro “Saudade” do grande Thales de
Andrade; hoje, aos 86 anos, ainda prestando serviços ao Município, como
arquivista e registrador da memória e da vida legislativa da Edilidade
piracicabana.
Se o leitor cansou ao ler o parágrafo inicial deste
trabalho o fez com justiça, mas deve ficar sabendo que o que ficou escrito nele
é um resumo apenas daquilo que na verdade é o professor Guilherme Vitti,
podendo pois respirar fundo e informar-se mais que o homenageado desta crônica,
não só de irmão para irmão, mas também de cidadão para cidadão, é aposentado
como Secretário Municipal da Administração de Piracicaba, cargo que o povo sabe
não ser fácil nem moleza, porque Secretariar uma Prefeitura como esta nossa,
exige muitos conhecimentos, muito trabalho, muita devoção, muita vontade de ser
útil à sociedade com que convive. Registro mais que ao seu tempo, os Cargos de
Secretário Municipal eram efetivos, quer dizer, os titulares os exerciam não só
para uma administração de quatro anos, como presentemente, mas para
administrações sucessivas até a morte ou à aposentadoria.
Se alguém desejar saber se
havia qualquer vantagem para a cidade o exercício de cargos efetivos de
Secretários Municipais, digo que sim, e muitas. Não só para a comunidade, mas
para os próprios prefeitos ou vereadores que assumem as rédeas do poder municipal
a cada quatro anos (agora pode ser oito). O povo, cujo ônus do pagamento do
servidor municipal lhe cabe por disposição constitucional, teria a serví-lo uma
pessoa já plenamente conhecedora dos problemas, dotada de traquejo
indispensável no trato da coisa administrativa, portanto com maiores
possibilidades de resolver, dada a experiência adquirida, as exigências de uma
administração pública.
Até agora não entendo porque
essa malfadada política de se trocar, como se troca de camisa, de secretários e
diretores, ministros e chefes, assessores e auxiliares, numa parafernália sem
fim, mais atrapalhando do que ajudando as administrações públicas, pois é fato
incontestável que ninguém pode ser bom servidor público de um dia para outro, e
a prática e o passar dos anos confirmam, são as melhores escolas para um
perfeito exercício e conhecimento da “res pública”.
Divagamos só para destacar a
importância de haver Guilherme Vitti sido Secretário Municipal em caráter
permanente, como o era de direito e de justiça, em seu tempo. Talvez, ou
certamente por isso, está atualmente respondendo por aquilo que pode ser
considerado o passado, a história, a memória de Piracicaba. Muitos, porém,
bafejados por pruridos de uma modernidade política e administrativa destruidora
da história e do ontem dos povos, mesmo entre nós, esquecem.
Esqueceram, por exemplo, da
importância do trabalho, prestado silenciosamente e num dos apertados cubículos
do Poder Legislativo, pelo Ex-Secretário, ex-latinista, ex-professor, membro do
IHGP, historiador de méritos palpáveis, que com constância, persistência,
patriotismo, civismo, e responsabilidade, vem conduzindo o valioso arquivo
municipal, encafuado até 1948, nos porões e servindo até de calços para mesas
titubeantes dos serviços públicos (livros de Atas e de Registro de Leis),
dando-lhe assim vida ao que estava morto, ressuscitando os valores oficiais e
históricos, passando conhecimentos do passado às gerações do presente e do
futuro.
Este escriba, que não vive
só de poesia, mas de tudo quanto cheire a cultura e saber, honra e dignidade,
reconhecimento e esperanças, ficou eufórico ao ler na imprensa que o atual
Presidente da Câmara Municipal, Vereador António Osvaldo Storel teve a
hombridade e felicíssima idéia de levar o Secretário da Cultura do Município,
até o cubículo (deveria ser uma sala ampla e arejada) onde Guilherme Vitti,
guarda com carinho, registra e passa para o futuro o que de mais importante
dispõe um município: o arquivo escrito de sua vida, de suas administrações, e
seus feitos, de sua história.
Nota 10, Prefeito,
Secretário, Presidente da Câmara, por essa importante e valorizadíssima
decisão.
Marcadores:
Crônicas
sábado, 5 de janeiro de 2013
A VIDA É UMA NAVE?
Lino Vitti
Poetas são felizes ou não? Poetas são
sábios ou não? Poetas dizem a verdade ou não? Sou suspeito para responder, de vez que a minha vida inteira,
longa como Deus ma concede, envolve a
culpa poética de sete livros de poesia e uma infinidade de publicações nos
jornais da minha iniciada na imensidão
da roça e continuada entre as grades das ruas, praças e avenidas da cidade.
Tanto esta como aquela entretanto não conseguiram apagar a vocação camoneana,
shaquesperiana, ou bilaqueana que me
perseguiu desde os luzores da vida até o seu ocaso ora descambando inexoravelmente. Mas os amigos leitores ou leitoras sabem
decerto julgar se poeta fui e sou e
serei até o fim. Dito isto, ao final
desta mais uma crônica, encontrarão um soneto onde deixo entrever de
forma sintética como a poesia exige, a comparação entre a vida e a nave que
adentra e percorre os marés pois isso mesmo fazemos, como navegantes por esse
mar desconhecido, desse mar que alteia ondas mansas e amigas, às vezes,
enquanto outras se compraz a nos reservar vagalhões e temporais oceânicos pelos quais só a Fé em
Deus nos poderá guiar.
Ah! como é variado, variável e
diverso o mar da vida de cada um. Enquanto estes navegam com serenidade e sol,
como se ela lhe fosse uma constante felicidade descida do céu, outros encontram
ondas bravias, ventos ferozes, tempestades amiudadas, desvio da rota e escuridões
dolorosas, outros como que recebem do Céu a paz oceânica, a tranqüilidade das
vagas, outros quase soçobram ao furor marítimo, choram diante da rota desconhecida
e furiosa, num contraste inexplicável e misterioso. Que bom
seria se todos nós navegássemos num mar generosamente tranqüilo, onde a vista
dos pilotos e comandante pudesse decifrar à frente para antecipar a visão dos temporais e fúria
das ondas, com possibilidade de evitá-los em desvios momentâneos salvadores e assim alcançar o porto.
E
como por graça divina e teimosia intelectual fui “eleito”poeta durante mais de
80 anos, vejo-me empurrado a concluir esta crônica marítima com um soneto que
envolve o oceano e o homem conquistador dele. Aos que pensam de outra maneira
peço escusas, e agradeço aos que concordam com minhas tiradas sonetísticas, na
expectativa de continuarem estas elucubrações poético-prosísticas até o
fim. Então, vamos lá :
“ A BANDEIRA DO SONHO E DA ESPERANÇA
Vede a nave que vai. É a vida que navega,
às vezes calmaria, às vezes sol bonito.
Pelos mares boreais agora nos carrega,
por oceano feliz, estival e bendito.
Esta nau é latina, esta outra é vela grega,
qual vem de Gibraltar, qual vem do velho Egito.
Hoje o Mediterrâneo em torno a si as congrega,
amanhã já não sei em que quadrante as fito..
E quem sabe, Senhor o
rumo dessas naves,
ora ao Norte , ora ao Sul, tempestades, bonanças,
furor de vendavais, quiçá rotas suaves!
O que vejo, porém, em toda a nau que avança,
vencendo furacões, à voz de roucas aves,
é a bandeira do Sonho e o mastro da Esperança.”
Marcadores:
Crônicas
Assinar:
Postagens (Atom)
PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA
CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.
VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA – Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS – Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.
VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.
VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA – Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS – Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.
VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.
DISCURSO
Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:
Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural
Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de
Vereadores de Piracicaba
Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico
Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras
Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade
Senhoras e Senhores
Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !
Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!
Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.
Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.
não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?
Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,
o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .
Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.
Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.
Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.
Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”
Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.














