Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

Casamento

Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus vários livros

Lino Vitti e seus vários livros
Lino Vitti e seus vários livros

Bisneta Alice

Bisneta Alice
BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


sexta-feira, 9 de julho de 2010

As Vozes da Floresta

AS VOZES DA FLORESTA
Lino Vitti

Na longínqua infância, nascido em paragens roceiras, bebendo a saúde dos ares campesinos, tostando a epiderme frontal sob os raios intensos do sol, ouvindo os hinos alados da passarada silvestre, contemplando o colorido das flores tropicais, atento a todos os rumores da floresta virgem, costumava eu penetrar esse templo verde da criação, quiçá para satisfazer os nascentes pendores poéticos que evoluiriam até os dias de hoje navegados no barco de 90 anos, longo prêmio de vida de que sou grato a Deus.
Só quem, como eu, tiver essa felicidade, entenderá quão maravilhosa é a contextura de vozes e sons que a floresta reserva para aqueles que saibam ir até ela para ouvir-lhe os segredos, os rumores multiplicados, as vozes intensas ou sussurradas que ela guarda para quem a ama, para quem a compreende, para quem a quer decifrar e a busca com esse intento encantador e feliz.
Prestemos atenção, calemo-nos porque amanhece e a floresta desperta e a vida animal da floresta acorda, cheia de saudações e cumprimentos ao deus sol que se compraz em enviesar seus raios por entre a folhagem onde dormiram o sono da beleza florestal, aves, animais, insetos, embalado pela suavidade da brisa noturna que sempre vem envolver a mata como um lençol diáfano para cobrir o sono da passarada e dos insetos múltiplos que na floresta moram.
Como canta divinamente bem o sabiá de peito vermelho, uma jóia de penas rubras a enfunar-lhe o peito, de onde brota a melodia, diria eu, ensinada por mágicos da música. Fusas e semifusas, às vezes mínimas e semínimas, ah! meu canoro sabiá, onde foste encontrar essa página de sons maviosos com que saúdas o vir e o despedir do dia? E esse martelar sobre madeira, será algum carpinteiro madrugador que montou sua oficina em meio do arvoredo? Que nada! É simplesmente o pica-pau que resolveu martelar os troncos à cata de alimento. E a floresta ressoa certamente! Olha aí agora! Que gritaria de guerra essa que chega aos ouvidos do visitante matinal! ? Sabem, é um bando de maritacas que deixou o pouso e saiu matracando por sobre o arvoredo em busca do desjejum da manhã.
O visitante desse reino de verdores e sonoridades aladas, pára por momentos, porque o que lhe chega ao ouvido tem o poder de deter-lhe os passos. Que variedade de notas, que longa ópera musical! Tudo se transforma numa maravilhosa composição bethoviana, ou num oratório mozartino. São muitas as gargantinhas aladas que querem participar deste acordar da mata, juntando suas canoras partituras, umas a outras, num coro espetacular de sonoridades. E o visitante se extasia, o visitante fica de boca aberta e ouvidos mais abertos ainda, para não perder uma nota só daquela orquestração de pássaros que acordam.
Quando a floresta acorda, acorda a sinfonia de seus pássaros, muitas vezes unida à sinfonia dos animais silvestres que urram, guincham, gritam, entrelaçam-se numa estranha orquestra de vozes, para mostrar que lhes compraz, e muito, saudar a chegada da luz, participar da festa do amanhecer na mata, conversar, à sua maneira, com a vida e com o vir da luz.
Haveria ainda a dizer aqui algo mais sobre o trilar dos grilos sob a alfombra, o zumbir das abelhas em busca de flores e mel, o estalar de galhos secos que estouram de repente, o eco de rumores distantes que reboam pela floresta a dentro, ruídos de passos sobre as folhas ressequidas do chão, grunhidos e ulos, tudo compondo essa orquestra indescritível, mas real, das vozes da floresta virgem, de que tenho saudade, porque hoje a floresta desapareceu pela ação nefasta do homem e com ela todas aquelas vozes significativas da vida que em seu recesso acolhedor habitavam.
Quiçá se houvera o IBAMA, floresta virgem ainda fosse o que escrevi acima.!

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Eterna Manhã

ETERNA MANHÃ
Lino Vitti

Através do rendado da folhagem
o sol enfresta a luz numa apoteose.
Veste o infinito a mais rubra roupagem,
acorda tudo em lírica neurose.

Amam-se terra e céu – feliz simbiose –
amam-se o bicho manso e o selvagem..
A passarada trina em magna dose,
estendeu-se a bucólica paisagem.

E a manhã alegórica e vermelha
à outra manhã longínqua se assemelha
quando Jeová seu “Fiat” proferiu.

Desde então no universo em movimento,
obediente ao divino mandamento,
a flor do amanhecer em luz se abriu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Meus Noventa Anos!!!

O bolo com as velas que significam toda uma vida de amor, dedicação e Poesia
!O Parabéns a Você!

Familiares foram levar seu abraço ao Príncipe pelos 90 anos

O casal recebe a hóstia em agradecimento a tantos anos bem vividos


Meu Blog... Que presentão!

MEU BLOG...QUE PRESENTÃO!
Lino Vitti

Nunca sonhava aos 90 anos de uma existência meio roceira, meio citadina, fosse agraciado com um presente desse tamanho, pelas queridas Ivana Maria França de Negri e Mara Bombo: um inacreditável blog, incrustado na barafunda internética, recheado com tudo quanto escrevi em livros e jornais durante minha vida litero-jornalística-livresca.
Admirável, inconteste, generoso, completo, locupletado, o blog de Ivana e Mara, responde pelo http://poeta-linovitti.blogspot.com/ , para aqueles amigos, poetas, escritores, jornalistas que se derem ao trabalho, quiçá agradável, de conhecer um tanto da vida literária e diria até completa deste poeta citadino-roceiro, que tentou ser padre na vida, mas os desígnios de Deus foram outros, acabando por ser servidor público do Poder Legislativo Piracicabano, e redator do Jornal de Piracicaba, em ambos cargos aposentado, e através de cujo convívio encontrei amigos imensos, admiradores, companheiros, incentivadores, compreensão e acolhida literária, e agora, essa maravilhosa invenção de um blog inesperado, mas valiosíssimo, com que presenteado sou por capacidades literárias que dignificam e ilustram o mundo da prosa e poesia piracicabanas.
Ser poeta, às vezes, vale muito. De modo especial se a sua poesia for reconhecida e considerada por outros poetas e poetisas e pelos amigos leitores que sempre existem, ora em pequeno, ora em grande número. A principio, não me julgava poeta nenhum, mas com o andar do tempo, fui sendo lido e apreciado por outros e por críticos dessa arte imorredoura que tantos gênios nos deu. E aí tive que corresponder aos que outros achavam, não desistindo jamais de poetar em jornais, revistas, semanários, livros. Um dia, como prêmio ao meu trabalho poético fui surpreendido com uma coisa que nem sabia o que era – um blog – graças à iniciativa delas. E aí o blog criado foi crescendo, foi crescendo, está grande e mostra crescer mais, não por minha arte ou fôlego, mas pela arte e fôlego dos amigos poetas e poetisas, de modo especial as citadas. Quem quiser constatar a verdade, veja o http://poeta-linovitti.blogspot.com/ e mandem um recado para as duas brilhantes criadoras. Eu lhes digo: Deus lhes pague.
A mim só resta dizer Deus lhes pague a essas expoentes culturais da minha terra artista e feliz por contar com gente tão letrada, e estender o muito obrigado aos já quase 1000 consultores do blog e aos inúmeros amigos(as) que diariamente registram nessa belíssima página internética os parabéns a mim e às suas idealizadoras.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Câmara Municipal

foto Fabrice Desmonts



CÂMARA MUNICIPAL
Lino Vitti

Muitos há que ignoram ainda o que seja a Câmara Municipal, ou Câmara dos Vereadores. Lêem notícias na imprensa, às vezes criticando ou muito raras elogiando, nem sempre porém dizendo o que seja e porque existe.
Sou aposentado como Diretor da Secretaria da Câmara de Vereadores de Piracicaba à qual dediquei meu trabalho durante 38 anos, portanto me julgo apto a escrever alguma coisa sobre esse que constitui o poder legislativo do Município, isto é, o poder público que aprova as leis, válidas para todos nós que vivemos dentro dos limites municipais. Cada Município brasileiro tem a sua Câmara de Vereadores cujas atuações estão à vista de quem quer que seja, cujo trabalho pode ser assistido nas sessões que todas elas realizam e quando os representantes municipais do povo discutem, analisam, aprovam ou rejeitam os projetos de lei, oriundos do prefeito municipal ou de qualquer vereador da própria Câmara, através da iniciativa legal e constitucional que a cada poder pertence.
Ora, como os Vereadores são “nomeados” pelo voto popular, escolhidos pelo critério pessoal de cada cidadão, é natural que a Câmara Municipal se constitua de uma variada capacidade de culturas e inteligências, nem todas “instruídas” suficientemente para o feitio das leis que devem reger as comunidades. Entretanto é lógico reconhecer a vontade de cada qual de fazer o melhor, de aprovar o melhor, de oferecer ao povo as melhores leis, como constatei pessoalmente durante todos os anos em que servi, como redator de Atas, de projetos de lei, de outras proposições, de correspondência, de autógrafos, e até de discursos, defendendo ou condenando os erros ou as imperfeições naturais de um governo, constituído por voto do povo que é uma feliz miscelânea de saber, de cultura, de conhecimentos, de vontade, de desejos de ser útil ou condenar os erros e de dar ao Município e à sua população as melhores e oportunas leis.
Durante tantos anos no exercício de cargo tão condigno verifiquei que as boas intenções e a vontade de acertar sempre estiveram presentes quer entre os membros do Legislativo, quer dentre os Executivos que passaram pelo pódio governamental municipal e se parece, às vezes, haverem cometido algum erro, devêmo-lo levar à conta de extemporâneas causas, jamais pelo fato de quererem prejudicar o povo ou denegrirem o importante cargo ocupado ou ainda “traírem” os seus votantes, integrantes da comunidade municipal.
Sejamos coerentes com o nosso voto e dediquemos aos autores de nossas leis menores o respeito que merecem, sem duvidarmos nunca de suas retas intenções de ordem pública e seu desejo e sua atuação para corresponder aos propósitos dos munícipes que os colocaram no cargo certamente importante, para servir com sua, mesmo muitas vezes limitada capacidade, ás exigências de um eleitorado sempre pronto a acompanhar a sua atuação e demonstração do porquê foram eleitos e guindados ao nobre dever de legislar.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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