Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

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O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

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Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

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60 anos de Poesia


quarta-feira, 25 de junho de 2014

OS MAIORES DO FUTEBOL



                                                            Jair Vitti

Leônidas, Garrincha e Pelé.
Jamais o mundo verá homens como este trio em termos de futebol. Além de serem bons jogadores, jogavam por amor a profissão e não tanto pelo dinheiro como os atuais. Esses deram alegria ao mundo, merecem ser lembrados.
Leônidas foi o criador da bicicleta. Isto é a bicicleta esportiva, uma jogada feita de vira cambote. Para quem não sabe, em 1938 o Brasil disputava a Copa na Itália com a Iugoslávia e estava perdendo o jogo de 05 a 01. No segundo tempo Leônidas da Silva, nos quinze minutos de intervalo reuniu os jogadores enquanto estavam no vestiário e disse:  - Estamos perdendo de 05 a 01 mas ainda temos chance de vencer este jogo se fizermos o que estou pensando.
- Mas como? Perguntaram os seus companheiros;
- Esse goleiro da Iugoslávia não deixa passar nem vento mas há uma solução: vamos chutar a bola de rasteiro colocando-a nos cantos do gol, só eu vou fazer 03 gols, vocês garantam mais 02 e mais que temos são 06. Disse ele.
Dito e feito. Leônidas marcou três gols e seus colegas marcaram mais 02, o resultado foi 06 a 05 para o Brasil. Imagine a emoção desses craques.
Pelé e Garrincha dois gênios, jamais existiram outros iguais a eles. Não é querer diminuir os outros jogadores, mas lembrando uma frase de São João quando andava pelo deserto pregando o Evangelho de cujos sapatos não sou digno de desatar as correias, entenda, leitor, a respeito.
Outra boa ação de Leônidas foi numa ocasião quando o Brasil jogava contra a Alemanha. Os dois zagueiros da Alemanha por perceber tal habilidade de Leônidas combinaram de machucá-lo, assim estaria fora da partida. A intenção dos dois zagueiros era quando Leônidas cabeceasse a bola os dois zagueiros também cabeceariam dando-lhe uma prensada. Tudo aconteceu, mas Leônidas como esperto que era, no momento em que cabeceou a bola tirou a cabeça e lá se foram os dois zagueiros ao chão, precisaram ser socorridos, enquanto Leônidas saiu tranquilamente. Esta foi uma boa lição de um mestre do futebol.
Nunca se ouviu falar que esses três jogadores machucassem os adversários, por isso merecem nosso respeito.
Na minha opinião o mundo conheceu os três maiores ídolos do futebol e jamais conhecerá outros iguais.

Futebol é a alegria do povo mas só, quando o jogador põe o dinheiro em segundo lugar. 

quarta-feira, 18 de junho de 2014

FUGAS


Lino Vitti

Um a um vão fugindo , em louca debandada,
os ideais outonais que sempre acalentamos,
tal qual, ao vir do inverno, as folhas caem dos ramos
tangidas pelo horror de frígida nortada.

Nada mais, nada mais, soturnamente nada,
alenta as ilusões com que muito sonhamos.
A cada alvorecer, sem ânimo, acordamos
levando a cada ocaso uma alma já cansada.

Desvenda-se o horizonte em tênebras  dolentes,
no qual o humano olhar a velhice divisa,
tudo ficando atrás em lembranças pungentes..

A tarde da existência é dorida e imprecisa:
tem o amargor do fel, palores inclementes,

mais fugaz e sutil que um perpassar de brisa.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

COPA DO MUNDO


Lino Vitti

32 nações, apenas um anseio:
Campeão de Futebol do universo esportivo!!!
Anseio que palpita, é sangue, é o torneio
É o mundo a palpitar, é o esporte imenso, vivo.

E cada coração mais forte bate, altivo,
E torce, torce, pois de amor ele está cheio.
A bola é nada mais que um sonho privativo
A viver, a brincar, dos craques em permeio.

Jogadores, torcida, uma só alma coesa
Aos encantos, às glorias, à perenal beleza
Que imortaliza o ardor do futebol mundial.

Que da luta incruenta e feliz dessa Copa,
África e Ásia e Américas e Europa
Encontrem afinal a Paz universal


segunda-feira, 9 de junho de 2014

OS CARPINTEIROS



                                                      Lino Vitti

Profissional muito requisitado nos primórdios de vida das comunidades de Santana e Santa Olímpia, e ainda hoje, era o carpinteiro. É um trabalho árduo, exigente, bonito. Só um verdadeiro artista do formão, enxó, serrote, martelo e pregos de todos os calibres será capaz de exercer a arte da marcenaria. Afora esses instrumentos especiais, o profissional deve ter vocação para o serviço, pois é uma tarefa que exige muita concentração, muita paciência, muito trato com as medidas métricas.
O carpinteiro mais antigo de que aqueles bairros têm memória foi sem dúvida o português Rodrigues que exerceu seu trabalho no bairro Santana, mas seu especial afazer se estendia também a Santa Olímpia, Fazenda dos Negri e comunidades vizinhas. Cômodas, armários, guarda-roupas, camas, cadeiras, mesas, criados-mudos, ataúdes para levar adultos e crianças à última morada, eram construídos pelo saudoso Rodrigues. Digo “saudoso” porque cheguei a conhecer o carapina, nos meus distantes dias de infância, em pessoa, servindo-me de motivo até para a elaboração de um de meus Contos literários “O Mistério do Lampeão”. Mas isso é outra história.
Outro artista do formão e da plaina foi o Francele Stênico, em Santa Olímpia e se não erro em minha memória ele era filho de Simão e Tia Maria Stênico. Que mão abençoada tinha o pai do Abrahão! Os trabalhos fabricados pelo Francele chegavam à perfeição. Parece-me que foi o responsável pela construção de altares da igreja de santa Olímpia e dos bancos da sua nave, bonitos, funcionais, duráveis. Especialidade do Francele  foi a confecção de urnas para enterros, dava até gosto morrer para ocupar uma coisa tão bem feita pelas mãos longas e hábeis do filho da Tia Maria.
O Césare – um italiano vindo da guerra de 1915, junto com a família Malusá – foi também carpinteiro em Santana e redondezas. Especializou-se na fabricação de bancos para a igreja e, se não me engano, sua habilidade nessa arte chegava até a construção de carroças e carrinhos. O Césare blasfemava muito, ao que me recordo. Nem por isso deixou de atender ao pedido dos diretores da igreja de Santana para a construção dos seus bancos e outros móveis de sacristia.
O último dos carpinteiros de que tenho lembrança e que conheci bastante foi o Virgílio Bombach. Como gostava de vê-lo entalhar madeira, lixar, alisar, martelar, pintar, móveis residenciais, abastecer os novos casais, servir a toda a comunidade em seu importante trabalho de carpintaria. Caprichoso, paciente, conversador dos bons, Virgílio, além de muitos e belos móveis que fez para os bairros, deixou uma grande saudade, porque eu acho que ele foi um bom, um excelente profissional, um exemplar pai de família e um grande amigo.

Deus os tenha a todos em seu reino!

quinta-feira, 5 de junho de 2014

ELEGIA AO MEU IRMÃO

                                              Rita de Cássia Brunelli Vasca


O tubo enfraquecido retalha
A obra inacabada que agoniza.
Terrível manhã!
Há tempo percorro esses corredores,
Sem percebê-los, ao seu encontro.
Em teu isolamento, entro
Junto ao meu coração, sozinho, carregando
Dor.
A indiferença de teus sentidos põe-me a orar.
Choro!
Por quê, e se no torpor da sedação
Algum mistério no abismo de teu cérebro
Faz-te ouvir?
Irmão meu, não vás! Luta! Luta!
Mas hoje, a dolorosa visão
Do em que tua inimiga o transformou,
Faz-me, em desespero recuar.
São apenas alguns maus-passos na via crucis
De outro dia,
Para alcançá-lo e recitar liras divinas.
Mas não os dou.
Paro! Sem leme, perco-me.
Meus olhos cobrem-no, assustados.
Meu corpo arde em vasta fogueira, semeando
As chagas de um Cristo humano.
O cheiro da morte exala de teu corpo sombrio,
parado, frio...
Sei que vais morrer, por isso,
Amargo convulsões em minha diligência.
Giro em direção à porta lenta
E do lado de fora de teu cárcere
Tenho um colapso de força:
Não morras, não morras, és novo ainda...
Fica! A vida ainda há de ser bela para ti!
Hás de encontrar o caminho neste labirinto de circo
em que te fizeram de palhaço.
Quantas vezes salvei-te dos crimes sepultos
Vindo da mesquinharia de tuas pessoas!
Quantas vezes deste laçadas num violão
Para entoarmos, em desafino, músicas de que tu gostavas.
Eu não! Mas, o que me importava se a alegria
Pouco pousou em ti?
Os carros ensurdecem  a solitária avenida.
Ando, penso:
Amparei-te na vida e salvei-te
algumas vezes da chegada da morte,
Mas, hoje, vou em direção a uma casa banhada em depressão
À espera de uma voz, atrás de um aparelho,
Que se lúgubre não fosse,
Poderia ser a tua, em teu chavão de humor cotidiano:
– “Sabe quem morreu?”
E, dessa vez, minha resposta seria:

– “Sei, Você!”

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Esfíngico


                                                  Lino Vitti *

Eu, você, somos nós neste mundo, uma esfinge,
contemplando da vida horizontes que somem.
Quantas vezes eu finjo, outras mais você finge
e os mistérios d’além nossa mentes consomem!

Uma esfinge é o retrato emblemático do homem
a fitar, mas não ver, o que o longe restringe.
Eis o enigma fatal que toda mente atinge
embora eu seja um nada, e você um super-homem.

À frente, nada mais que um deserto escaldante,
aos lados, o silêncio, as soalheiras tiranas,
parece-nos estar num Inferno de Dante!

Distantes vão passando as doidas caravanas,
das dunas, o desfile, à ventania arfante

       espelhantes visões das tolices humanas.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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