Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus vários livros

Lino Vitti e seus vários livros
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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


sábado, 31 de dezembro de 2011

“FELICE AN NÓFF” *


Lino Vitti

Era assim, como acima está escrito entre aspas, que no meu tempo de criança (e já lá vão de 85 a 90 anos) saudávamos os mais velhos. os tios, os vizinhos e os amigos idosos, nas primeiras horas de todo o primeiro dia do ano,resultando quase certo ganhar um presentinho: balas, frutas, pé-de-moleque e às vezes, até um canivetinho, para danada inveja dos companheiros. Hoje a modernização de tudo mandou para o fundo do passado essas lindas maneiras de amizade e respeito ficando em seu lugar nada que substitua tão bela recordação. Uma pena!!! Tal qual, parece, com a Missa do Galo
Não importa, porém, os hábitos pagãos e às vezes, religiosos, mudem, no tempo e no espaço. Fica na lembrança dos que tiveram a felicidade de participar deles e a cada vir de Ano Novo, lá vêm elas – as saudades – cutucarem as recordações e levar os pobres diabos que tentem manter vivos os lances do passado, na alma e na cabeça, a sofrerem a insistência do que se foi e não volta mais mesmo.
Dia primeiro de ano não é só saudade. A sua chegada representa um marco na vida de qualquer um, quando há como que uma renovação de propósitos, dirigidos sempre a uma melhoria de vida: em família, no trabalho, nos estudos, no relacionamento humano e até no relacionamento com Deus, bons propósitos, sim, mas que o passar dos dias vai adiando para amanhã até quando se passa tudo para o ano que vem, numa decepção sem termos e sem desculpas. Eu diria que Primeiro de Ano é o dia dos bons propósitos. Que aos menos assim seja, pois há de sobrar alguns para melhoria da vida social, política, religiosa, cultural e cívica, para minorar essa dislexia que está acostumando o ser humano a só ver e querer o que há de mal e condenável na vida e nos tempos.
E como não custa nada, pelo contrário, será uma demonstração de amizade, de cultura social, e de dignidade humana, deixem-me dizer aos que são amigos, irmãos em Cristo, colegas e queridos leitores o que é saudoso e sempre bom dizer: FELIZ ANO NOVO. E AOS PARENTES, FAMILIARES E AMIGOS DE Santana e Santa Olímpia e Negri; “Felice Ano Nóff”.
A vida é bela porque tem suas ilusões, entre as quais se classifica a saudação de início de ano, quando todos se almejam felicidade, bem estar, riquezas, sonhos, esperanças, saúde, mais felicidade, amor, como se fosse fácil receber no singelo “Feliz Ano novo” a cornucópia de tudo quanto é bom e feliz no mundo. Se estais preocupados, nervosos, a cabeça estourando atoa, basta alguém se aproximar e dizer “Feliz Ano Novo” e pronto: o sol brilha à saudação amiga e a tristeza se põe a correr porque tangida pelo sopro de felicidade que a tradicional saudação traz no seu bojo e se espalha à voz da amizade, do coração, da fé e do amor, pois nada mais é ela do que a síntese que atravessa incólume os tempos os anos, a vida.
Meu caro diretor Paulo, meus amigos colaboradores, meus caríssimos que elaboram este semanário, leitores que têm paciência de ler o que nos impacientemente colocamos nestas páginas sócio-cristãos, “Feliz Ano Novo”, em belo português mesmo, e para os assinantes e leitores que Folha Cidade tem em Santana, Santa Olímpia, Negri e Viocil: “Felice an nóff”..
Certamente os leitores, não sei quantos, irão me desculpar por estar falando aqui em principio de ano, quando já decorreu mais de semana do enigmático 2012.

(* A palavra aí que quer dizer “novo”, tentei adaptá-la ao dialeto tirolês. A letra C pronuncia-se ao italiano:tc

Texto publicado na FOLHA CIDADE

No Parque da Agronomia



Lino Vitti

Vasto lençol de folhas atapeta
o chão do parque arborizado e ledo.
Foi o outono, brincando de pateta
que matou a folhagem do arvoredo.

A vida estacionou no broto que vegeta,
há um chilreio de pássaros a medo.
Um velho tronco tem ares de atleta
aos cicios da aragem em segredo.

Eis veio a primavera. A vida explode
há cantos, há murmúrios, há rumores
e um surto de verdor tudo sacode.

Pintalgam o jardim pendões de flores...
E eu penso ser o parque um grão pagode
onde setembro canta seus amores.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

AO VIR DO SOL



Lino Vitti

Na agreste mata, ao despertar do dia,
A passarada em sinfonia canta.
Cantam as aves terna sinfonia
Quando acorda a manhã e o sol levanta.

A luz relembra linda melodia,
Mel saído de alígera garganta.
Eu bebo desse mel que me inebria,
Eu bebo essa canção que me quebranta.

Envolve-me essa lírica floresta
Onde a vida gorjeia em santa festa
- um banquete de luzes e de sons..

Amai as aves para compreendê-las
- como disse o poeta das estrelas,
- como repetem sempre os que são bons.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

AMO A LUZ!



Lino Vitti
(Príncipe dos Poetas Piracicwabanos)

Amo o dia, amo o sol, amo o infinito,
Que nos dão o milagre astral da luz.
Em cuja tela Deus deixou escrito
O caminho que a Ele nos conduz.

Nesta terra vive o homem qual proscrito,
Ao seu mísero olhar tudo reluz.
Para mim quanto mais o espaço fito,
Mais sinto que o infinito me seduz.

É uma graça suprema, é o Céu que baixa,
Envolvendo a alma humana em santa faixa
Do seu Amor divino e celestial.

Amo a Luz Infinita, a Luz Divina
- o milagre que a todos ilumina-
- A espada que dissipa todo mal.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Ser Feliz - Anseio Universal


Lino Vitti
(Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

Todos somos candidatos à felicidade, queira-se dizer terrena, queira-se dizer eterna. A primeira a ser usufruída nesta terra, a segunda, post mortem, se a merecermos. E é essa candidatura que guia tudo o quanto se pratica, se aspira, se deseja,se sonha nesta fugaz passagem da vida – a busca da fugidia felicidade.
Ao vir ao mundo, ao abrir os olhos para a luz do sol, o ser humano procura a felicidade do seio materno, que lhe dá sustento e vida, saúde e esperanças. A seguir, a busca no aprender a dar os primeiros e continuados passos que o levam de cá para lá, para conhecer o mundo, onde há de viver, de trabalhar, de vencer, de conquistar, de ser alguém ou de ninguém ser, dedicando –se para descobrir onde está essa fantasia fantástica de encontra-la e a ela pertencer, como lhe pertencem muitos felizardos e escolhidos pelo destino, ou quando não, viver num continuo buscar, em jamais poder abraçá-la e com ela conviver, de vez que, como se afirma alhures, ela brinca de esconde-esconde como no velho brinquedo infantil.
O que é, entretanto ser feliz?
Seria feliz aquela criatura humana que ao nascer fosse cercada de fâmulos, de fortunas, de endeusamento social, de honras e dignidades soberbas e espetaculares? Talvez não, pois o mundo conhece tantos que foram recebidos por todos esses valores, todavia o contemplado por eles não demonstrou haver sido bafejado pela senhora felicidade. A ninguém convenceu de ser feliz, não disse, sinto em meu rosto um sopro de ventura trazendo consigo essa personagem tão buscada e tão desejada pela humanidade inteira. À minha frente ao invés de luz, vejo sombras, ao invés da aurora vejo o crepúsculo, ao invés da bonança vejo a tempestade. Não, não vejo a felicidade...
E aquele ou aquela que encontrou, em lugar de um berço de ouro, um mísero colchãozinho de palhas ressequidas, um travesseiro de paina, uma lamparina, um rosto sofrido de mulher laboriosa e lutadora, ao contrário daquele outro que abriu os olhos para o fasto feérico de luzes e dos sorrisos de parabéns e muitas felicidades. Ah! Enquanto este percorreu o curto caminho da vida para vir ao mundo entre mãos médicas generosas e panos ricos, aquele outro encontrou as mãos rudes de uma parteira desconhecida e iletrada. Parece entretanto que um quanto outro , depôs do pranto inicial tiveram o mesmo momento de sorrir para o aceno da vida, quem sabe num momento recíproco de felicidade fugidia.
Uns, em geral bem aquinhoados pela sorte, ao crescer dos anos vão encontrando mestres especiais, estudos valorosos, empregos vantajosos, casamentos felizes, vitórias sobre vitórias em tudo e por tudo; outros nem sequer têm um professor que os guie e lhes ensine o mínimo para ser alguém ou vencer na vida, sujeitos a passar os mais árduos trabalhos para sustento seu e da possível família, não encontrando, como aqueles, nem sequer o momento feliz de uma aposentadoria suficiente e compensadora.
Dona felicidade é madrasta. Aquinhoa alguns, despreza a outros. Em geral ela é muito materialista e se apega ao ouro, ao bem-estar, à beleza e aos sorrisos. Por outro lado ela foge de onde vê a pobreza, o sofrimento, a dor.
O anseio universal é ser feliz, mas se isto não encontra terreno propício ao seu desenvolvimento, a plantinha da felicidade sucumbe e morre, deixando o vazio como o vazio de uma fronde que não floresceu e frutificou.
Sejamos entretanto teimosos. Não paremos nomeio do caminho e caminhemos sem parar na procura dela, pois ela deve estar por aí, escondida nalgum canto , talvez à espera de que a procuremos e a encontremos. Vale a pena tentar.

domingo, 25 de dezembro de 2011

Feliz Natal!


Ao prof. Paulo Dias Neme e Família

Meu caríssimo Paulo Dias Neme
e mui cara família que comanda
como seguro e muito forte leme,
Feliz Natal esta mensagem manda.

Quer o barco da vida em vela panda,
quer ao sopro do vento, às vezes, reme.
quem tem de Deus a graça veneranda
a luta vencerá, pois nada teme.

Que o Menino Jesus, dono da Festa,
abençoe e proteja a vossa luta,
afugente de vós a dor funesta.

Eis que o raio do amor da Santa Gruta
vosso lar ilumine e toda a aresta
seja vencida em glória absoluta.

sábado, 24 de dezembro de 2011

AOS MENINOS DA "CASA DO BOM MENINO"



Lino Vitti

“Feliz Natal” a vós também, Meninos,
que enfeitais essa casa de crianças.
Que o Natal vos conceda os dons divinos,
vos cumule de amor as esperanças.

Sois os sonhos futuros, os destinos
do amanhã; sois talvez muitas lembranças.
Que badalem então os santos sinos,
que venha o “Bom Menino” sem tardanças.

A família agradece e eu agradeço
a mensagem que veio desse “berço”,
é tão grande e não tem humano preço!

Feliz Natal, meninos, eu repito,
e lembrai-vos da gente em vosso terço,
recomendai-nos ao Senhor bendito

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Ao Instituto Histórico e Geográfico de Piracicaba



AO IHG
Lino Vitti

Caro amigo Moacyr, mui digno Presidente
do glorioso instituto histórico da terra,
que 2.000 a chegar, estranho e surpreendente,
nos liberte afinal da injusta e longa guerra.

Que Deus-Menino bom, alegre e sorridente,
nos ajude a vencer essa insônia que aterra!
Que em 2.000 venha a Paz, venha o Amor para a gente,
um milênio melhor do que esse que se encerra!

E que nosso Instituto Histórico e Geográfico
continue a verter, qual fonte, o belo tráfico
da cultura e saber aos piracicabanos.

Paz e Bem a vocês, Natal santo e feliz,
que cheguem até nós palavras que Deus diz,
que esse Instituto viva inda por muitos anos!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

Ao Elias Salum e família


Lino Vitti

Ao Elias e aos caros familiares
cumprimento ao passar das Boas Festas.
Traga-lhes o Natal dons espetaculares
e afaste de vocês todas as coisas mestas.

Que nos faça esquecer dores funestas
e nos brinde com luzes estelares!
Que o caminho do Bem não tenha nunca arestas,
que o Amor do Menino encha todos os lares.

O poeta, apesar de príncipe se sente
todo feliz em desejar-lhes tudo
quanto seja de bom junto de Deus.

Natal, meu caro Elias, é um presente,
diria até que é um divinal escudo
que protege a você, aos seus, a mim e aos meus.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

CONTRASTE DE NATAL


Lino Vitti

Natal: Menino Deus! Natal: Papai Noel!
Um - doçura, e bondade, e beleza e carinho!
Outro - feioso e mau, ridículo velhinho,
Prometendo sectário, iludindo infiel!

Aquele - expondo o róseo e divinal corpinho,
À interpérie da noite, à invernia cruel!
Este - todo burguês distila iras e fel,
Com seus trajes de lã e o sorriso escarninho!

Enquanto Aquele, em luz, da cátedra de palha
Prega a lição grandiosa e imortal do Presepe
E o sol da paz por sobre a humanidade espalha;

Este - com barbas tais e com tais sapatões,
Semeia, em cada lar de pobre, a nuvem crepe
Da tristeza a enlutar infantis corações.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL TAMBÉM!


(Dedico aos que me desejarem e, aos familiares, FELIZ NATAL)
Lino Vitti -Príncipe dos Poetas de Piracicaba

Eis de novo Natal. Alegres vamos
Orar a Deus Menino Salvador.
As flores brilham no verdor dos ramos,
Pulsam os corações cheios de amor.

Cantam os anjos como nõs cantamos
Da Noite Santa o célico esplendor.
Diante de cuja luz nos espantamos,
É Deus que vem porém – Nosso Senhor

Menino-Deus vieste ao mundo pobre
Mas tua glória o universo cobre
Da divindade que e infinita Luz;

Da-nos a todos tudo quanto podes
E livra-nos dos Judas, dos Herodes,
Filho de Deus – Nosso Senhor Jesus.

Que o Menino-Deus, recebido do Céu pela Manjedoura humilde de um presepe, nos sorria e nos abençoe, dando aos que me desejam Feliz Natal toda a felicidade também, vinda das mãozinhas da criancinha divinal.
Lino Vitti e Familia

sábado, 17 de dezembro de 2011

A HUMILHAÇÃO DE DEUS PARA SALVAR OS HOMENS


Lino Vitti

Fez – se Deus um Menino; o Infinito, finito;
o Divino quis ser irmão do pecador.
Fez – se escravo o Senhor de um grão de areia aflito,
e ainda deu-lhe um Céu cheinho de esplendor.

Trouxe um doce perdão ao seu grande delito,
envolvendo-o na luz do seu Eterno Amor.
Não compreendo, não sei, muitas vezes reflito,
será que o Homem de tanto era merecedor?

É possível que o Filho envolvido em palhinhas
em fria madrugada estuando estrelinhas,
se apequenasse tanto em prol da Humanidade?

Fazer-se Humilhação, Criança tiritante,
para dar à Criatura uma vida triunfante,
a pôr na manjedoura a glória da Verdade.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

O NATAL DE UM URUTAU


Lino Vitti

Sebastião Ferraz – jornalista-mór aposentado – combativo diretor do saudoso e inesquecível "Diário de Piracicaba”, teve a suma gentileza de completar com seu valioso testemunho, uma crônica minha anterior sobre esse misterioso, raro e estranho pássaro noturno conhecido como Urutau ou Urutago.
Volto hoje a focalizar a esquisita ave brasileira porque vi, com estes olhos mortais que tantas maravilhas já contemplaram neste mundo, haver o Urutau, morador de uma árvore completamente seca, e a se desfazer de podre, existente no arvoredo que circunda a moradia de Francisco Degasperi no bairro Santa Olímpia, – haver o urutau, repito - aumentado a prole.
É isso mesmo, caríssimo Sebastião, o urutau que circunda o sítio do Degasperi chocou um ovo – único ovo – e dele veio ao mundo um urutauzinho, misterioso, estatuetizado como o próprio pai ou mãe: imóvel, estranho, silencioso de dia, autor de assustadoras gargalhadas (o seu canto) à noite.
Nada seria, e talvez nem merecesse uma segunda crônica de minha parte além da outra lindamente escrita pelo polêmico jornalista, se o evento da vinda ao mundo de um pássaro, desse pássaro, não fosse cercado de fatos diferentes e novos dos daqueles que cercam, o nascimento de outros pássaros. Em princípio, ou para começo de conversa, o urutau não faz ninho. Nem uma palha, nem um graveto, nem um fiapo de úsnea ou paina. A fêmea (se é que aquela criatura por meses imóvel no topo de um galho seco, deva ser a fêmea) posta-se no pico a apodrecer do ramo mais alto, bota o ovo que não vai para o chão nem para ninho algum, mas gruda-o (deve ter uma cola especial) entre as penas do ventre, e aí fica por semanas seguidas até surgir o filhote. Estas informações me foram transmitidas, verdadeiras e irrefutáveis, pelo Chico Degasperi e pelo seu mano Egídio que, certa feita, tentou espantar o pássaro do alto de um tronco, mas para infelicidade dele e da ave, esta caiu morta no chão. Lamentando muito o sucedido, Egídio tomou às mãos a inocente vítima e qual não foi a sua surpresa ao verificar, duplamente chocado, que ela trazia no ventre, grudado e irremovível, o ovo.
O Chiqueto (diminutivo de Francisco ou Chico), complementando as informações, disse-me ter filmado todo o processo do nascimento ou natal de um novo urutauzinho, havendo constatado o cuidado, o carinho, o interesse com que a sua chegada é tratada pelo urutau – pai (ou mãe). Parecia-lhe – disse – um verdadeiro ser humano, pois afagava o rebentozinho, envolvia-o com a carícia de seu ventre e de suas asas, como se estas fossem braços amorosos. Dava-lhe tantas atenções, a ponto de pensar que aí estava um modelo a ser seguido por muitos seres humanos que nem sempre devotam qualquer consideração aos nascituros de sua espécie.
Semanas atrás estive em visita ao seu Chiqueto, ou melhor, ao urutau de seu pomar para onde a curiosidade me atrai deveras. Foi quando recebi e vi eu mesmo o novo urutauzinho, postado tal qual os ancestrais com a mesma estranha imobilidade diurna num galho da árvore seca. Em qualquer dessas visitas – já fui convidado – vou ter oportunidade de assistir ao filme, interessante e inédito certamente, do nascimento de um novo urutau que, breve, povoará as noites de Santana e Santa Olímpia e redondezas, com a sua risada norturna e enigmática.
Quem diria, prezadíssimo Sebastião Ferraz, que nossos velhos olhos chegariam a ver, ao vivo, a figura misteriosa desse pássaro e como recompensa, se assim o destino nos permitir, ver em fílme, todo o processo de seu natal, exatamente neste tempo maravilhoso que é o Natal de Cristo?
Quanto aos costumes “familiares” e à vida enigmática, do Urutau passo-os à capacidade intelectual dos sábios ornintólogos.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

NASCE UM DEUS


Lino Vitti (Príncipe dos Poetas Piracicabanos)

Receberam-te a palha, os animais,
E o coruscar dos astros celestiais!
Receberam-te as ovelhas e pastores
E o perfume das ervas e das flores.
Não foi festa de reis, de potentados,
Nem o marchar de exércitos armados.
A música suave dos arcanjos
Divinizara a noite em mil arranjos!
Maria – a Mãe – envolta em luz da aurora
E José, de joelhos, reza e chora.

Veio ao mundo Jesus – a Suavidade –
Messias da Justiça e da Verdade,
A salvação dos povos e nações.
Trazendo o Amor e a Paz às multidões.

O estrépito da glória se esmaece
Porque é o momento da humildade e prece,
É a hora de falar dos corações,
É a hora divinal das emoções,
Porque Cristo nasceu – Criança loura –
No berço de ouro de uma manjedoura.

O Esperado chegou, com Ele a Paz,
Com Ele, o Amor, e tudo se refaz.
Sob o encanto divino dessa Criança,
Rei da Fé, Rei do Amor, Rei da Esperança:
A Fé dos pequeninos e do sonho,
Do Eterno Pai a despontar risonho
Abrindo portas à felicidade,
Beijo de luz vindo da eternidade.

Doce Menino, ao Teu Presépio corro,
Necessito de amparo e de socorro.
Precisamos sentir tua presença
Para que a humanidade se convença
Que sem Deus não há Paz, Fraternidade,
Nem Amor, nem qualquer Felicidade.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Alcides Parsia

Lino Vitti

Meu grande amigo, nobre professor Alcides,
mais um ano que vem, mais um Natal que passa.
É tão breve esta vida, é fugaz qual fumaça,
sempre cheia, porém, de labutas e lides.

Ainda bem que Deus nos deu o Dom da graça
– uma arma com a qual eu agrido e tu agrides –
o despótico Mal, a Dor que a vida embaça...
Não posso decidir, mas tu, Parsia, decides.

É a vontade divina, a orientação suprema!
Peço ao Menino então que a graça lhe reserve
e a força prá lutar com coragem extrema.

Que bondoso Jesus em seu reino o conserve,
que a vitória final seja o meu e o teu lema,
que o Natal nos dê a luz a quem o guarda e serve!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

A Caetano Gramani

Lino Vitti

Viver é batalhar intenso, atroz, insano,
muitas vezes em treva, outras tantas, sozinho.
Companheiro é você, nessa luta, Caetano,
enfrentando do tempo o ingrato torvelinho.

Passam dias correndo, ano segue após ano,
hoje flores talvez, amanhã muito espinho!
Mas Natal chega sempre, e traz sempre um oceano
de ventura, de amor, de esperança e carinho.

Meu amigo Caetano, o mísero poeta,
sem arte, sem estilo, insípido e inestético,
quer saudá-lo na data em que Deus veio até nós.

Peço pois o poder do mais sublime esteta
o Dom mais divinal, o verso mais profético,
para adorar Jesus com retumbante voz.

domingo, 4 de dezembro de 2011

NATAIS QUERIDOS

Alice
Mariana

NATAIS QUERIDOS
Lino Vitti


dedicado a Alice, minha bisneta e
a Mariana, neta de Ivana M.F.de Negri

Como o Menino Deus vocês, nossas queridas,
Chegaram como um sonho, agora, realizado.
Alegrias sem fim trazendo às nossas vidas,
E ao nosso caminhar, alento renovado.

São flores de um jardim do lindo céu vestidas,
Com perfume do amor dos pais - santo reinado.
Que inocência, meu Deus,alminhas florescidas,
À espera de um porvir risonho e imaculado!

Alice - o bisavô se dobra a teus encantos;
Mariana - vovó Ivana é pródiga em desejos,
Vão buscar, da poesia, os doces acalantos.

Garotas, são vocês as notas dos harpejos
Da música da vida, então vivam sem prantos,
Felizes a sorrir, cobertas de mil beijos
.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

AO GRUPO CATEQUESE DA VILA REZENDE

Lino Vitti

Diante do “Boas Festas” e do “Abraço”
da catequese da matriz da Vila,
não sei o que dizer, nem sei que faço,
tanta alegria o seu cartão distila.

Mensagens de Natal são Deus no espaço
deixando a quem recebe a alma tranquila.
Parece até que neles eu renasço
e vê mais luz brilhar cada pupila.

Agradeço em meu nome e da família
os votos divinais que nos envia
esperanças da Eterna Maravilha.

Natal os nossos prantos alivia,
lembra que a Terra é apenas uma ilha
em que o homem em sua dor se degladia!

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

AO CAETANO, FELIZ NATAL!


Lino Vitti

Os anos passam , passa vida numa fuga,
sucedem-se os Natais como um oásis risonho...
A humanidade segue e seus passos estuga
em busca de não sei que estravagante sonho.

Nesse dia de luz o Homem triste e bisonho,
ao invés de rezar, qual feroz sanguessuga
chafurda num lamal doloroso e medonho,
em orgias sucumbe, em orgias madruga.

Há porém sempre alguém, alma excelsa e sublime,
que transforma o Natal de cada ano que passa
num momento de Fé que espíritos redime

A cada amigo seu cumprimentando abraça
com, o encanto de um verso onde a amizade rime
e fulja do Natal a imorredoura graça.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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