Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

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Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

IPÊS


Lino Vitti

Abre a janela matinal ... Que vês ?
O milagre florido das umbelas
com que artistas gloriosos – os ipês –
pintaram, a sorrir, mágicas telas.

Umas roxas, imensas, são buquês,
lembram semana santa nas capelas.
Outras, mistérios cheios de porquês,
aloiram cabeleiras amarelas.

Várias, brancas, espalham os arminhos ...
Todas são almas dentro em nós vivendo,
roxas, brancas, às vezes muito pálidas.

A tristeza, o prazer nossos caminhos
a palidez de quem está morrendo,
as pobres almas sem amor esquálidas!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

DO PRÍNCIPE AOS SÚDITOS


Lino Vitti

Meus súditos (o título que tenho
me permite chamá-los desse jeito),
como é bom vê-los todos, com empenho,
poetar no estilo nobre e mais perfeito!

Meus súditos, repito, se me embrenho
pela floresta azul do sonho, feito
peregrino do verso, sei que tenho
o aplauso a que, com honra, me sujeito.

Nosso reino é fantástico e sublime,
moramos em palácio coruscante
onde há paz, onde há amor, jamais o crime.

Das belezas é a terra à luz cantante
e o poema, quer rime quer não rime,
é um tesouro que fala, é um hino ovante.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

EUCARISTIA

Lino Vitti

Eucaristia é felicidade,
é união de todos os corações.
Mesa Sagrada da mocidade,
remédio e força nas tentações.

Quem na vida carece de auxílio,
vai a Cristo pedir solução.
Esta é Fonte de Amor para o jovem,
é de todos feliz comunhão.

Quando a dor nos espera e nos vemos
machucados de pranto e de tédio,
nesta Mesa acharemos alívio,
neste Pão acharemos remédio.

Alma alegre, cantando e rezando,
eucaristicamente reunidos,
eis a Vida conosco chegando
Cristo em nós, corações compungidos.

Jesus Hóstia, Jesus Juventude,
vem a nós Eucarístico e Eterno.
Abre as portas do Céu a quem ama,
fecha as portas do lúgubre inferno.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

AMO A LUZ



Lino Vitti

Amo o dia, amo o sol, amo o infinito,
Que nos dão o milagre astral da luz.
Em cuja tela Deus deixou escrito
O caminho que a Ele nos conduz.

Nesta terra vive o homem qual proscrito,
Ao seu mísero olhar tudo reluz.
Para mim quanto mais o espaço fito,
Mais sinto que o infinito me seduz.

É uma graça suprema, é o Céu que baixa,
Envolvendo a alma humana em santa faixa
Do seu Amor divino e celestial.

Amo a Luz Infinita, a Luz Divina
- o milagre que a todos ilumina-
- A espada que dissipa todo mal.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

TARDES BELAS

Lino Vitti

Desce da altura lírica do espaço
a doçura da tarde descambante,
o horizonte vermelho é um regaço
onde repousa a luz agonizante.

Vejo o dia fugindo, passo a passo,
sinto a angustia da sombra acachapante.
Diante dessa visão o que é que faço?
Por que tudo se esvai além, distante?

Tarde morrente, és símbolo da vida
efêmera, tristonha, dolorida,
sonho fugaz, esquivo adeus do sol.

Mas se amanhã tu voltas, tarde linda,
verás que uma só vez a vida finda,
porque ela não tem nunca outro arrebol.

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

CANTO À VIRGEM

Lino Vitti

Mãe da gente, mãe querida,
santa imagem de Maria,
porta de que vem a vida,
temos luz, fanal e guia.

Quando a dor chega a teus filhos
és remédio que alivia,
ao passar por ínvios trilhos
és farol, mãe cara e pia.

Mestra divina e bondosa
que ensina amor e oração,
tão suave como rosa,
tão perfeita como a mão.

O próprio Deus infinito,
na imagem do Bom Jesus,
nasceu de um seio bendito
- Mãe dolorosa da Cruz.

Nas horas tristes da vida,
nos momentos de alegria,
lembremos da Mãe querida,
querida Virgem Maria.

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

HINO AOS PAIS

Lino Vitti

Neste dia de júbilo vimos
relembrar os caríssimos pais.
Eles são o mais sólido arrimo,
eles são nossos sonhos reais.

Pais queridos nos mostram a estrada
que devemos na vida trilhar
E nos levam à glória sonhada
de querer, de vencer, de lutar.

Pai é amor, é carinho, é ternura
ante as forças da vida revel.
É esperança , é remédio que cura,
é bonança num mundo cruel.

Quando formos um dia na vida
a ventura do amor procurar
ei-lo perto na imagem querida
de um pai nobre, feliz, exemplar.

Ele certo merece o respeito
de seus filhos , e amor, gratidão
dediquemos-lhe assim nosso preito,
seja este hino uma santa oração.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

“PATER NOSTER QUI ES IN COELO...”

Lino Vitti

Prezadíssimos leitores e amigos, não precisam quebrar a cabeça para adivinhar o que está escrito como título desta minha crônica de hoje. É fácil, nada mais, nada menos do que: “Pai Nosso que estais no Céu”, em latim, e era assim que se rezava na Santa Missa.
Que bom, não é estimados amigos?! Temos um Pai no Céu que um dia poderemos encontrar e ver, com alegria e admiração, pois é aquele mesmo que criou o mundo, o Homem, e enviou o seu Filho Jesus Cristo, para ensinar, ser acusado, condenado, crucificado e ressuscitado para nos salvar, se assim concordar a nossa vontade. Como Pai tão grandioso e glorioso Ele nos receberá na eternidade feliz se obedecermos à sua palavra como Ele no-la deixou.
Se temos um Pai no Céu, outro temos na Terra, outro que nos deu a vida, que nos criou, defendeu, sustentou, ensinou, encaminhou, mostrando e ensinando o que Aquele Pai do Céu deixou para o pai da Terra nos ensinar, transmitir, cumprir, para um dia ir encontrá-lo junto com Aquele do Céu, numa feliz eternidade.
Quanta grandeza, quanta dedicação, quanto amor, quanto prazer num pai, para criar os filhos(as), e fazer com que eles compreendam a existência do Pai celeste, que ama, abençoa, ensina, ao pai da Terra, como guiar os filhos pelo caminho certo da salvação eterna. Um e outro unem-se pelo Amor, para mostrar onde está a felicidade terrena e divina a que todos devemos aspirar e conquistar, para nos tornarmos dignos de vê-los um dia na mansão feliz dos eleitos.
Quanta dignidade, quanto saber, quanta fé, quantos sonhos, quantas esperanças, provêem de um pai amado e respeitado, querido e obedecido, dedicado e amoroso, cujos filhos assim o reconhecem e tudo fazem para dar-lhe uma vida generosa e repleta de alegria filial, todos os anos de uma trabalhosa e às vezes longa vida! Quanta felicidade num lar onde o pai da terra é reconhecido pelo seu valor e pelo seu trabalho para criar e dar alegria aos filhos (as) que Deus lhe entregou para amar e ensinar-lhe como ser bom filho, temente a Deus e amando o semelhante.
Infelizmente há o reverso da medalha. São muitos os filhos e filhas que desamam seu pai, dão-lhe desgostos e infelicidade, desrespeitam-no e o fazem sofrer mesmo nos anos de muita idade, como se essa criatura que lhes deu a vida e o sustento, fosse um traste,, um empecilho, um carrasco... O mundo está cheio de ingratidão de filhos que ignoram o pai, como se fosse um estranho, como se fosse um entrave em sua vida, quando vemos e sabemos que é ele um guia nos trilhos pedregosos da vida, uma luz na escuridão das dificuldades, um salvador daqueles filhos que tropeçam e caem nos maus trilhos de uma vida desabonadora e infeliz.
Rezemos por todos os bons e maus filhos: “Pai Nosso que estais no Céu, santificado seja vosso nome, venha a nós o Vosso reino, seja feita a Vossa vontade assim na terra como no céu. O Pão nosso de cada dia nos daí hoje e perdoai nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tenha ofendido e não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos de todo mal
Amém”.
(Nota do autor: A palavra COELO do título desta crônica pronuncia-se “celo”, em virtude de se tratar de latim, cujas vogais se unem, numa só e se pronuncia apenas uma delas; exemplo: coelo que se lê Celo, rosae, que se lê Rose.)

terça-feira, 9 de agosto de 2011

BODAS DE OURO


Lino Vitti

Nem se diga que a vida foi um lago
de perpétua e feliz serenidade.
Nem se diga que a dor causou estrago
nesse viver a dois feito verdade.

Cinquenta anos de amor, felicidade
de longo sonho venturoso e mago,
picando com ardor toda a maldade,
enfrentando a sorrir o dia aziago.

Quem chega a essa ventura rara e imensa
traz consigo um passado que enaltece,
filhos e netos como recompensa.

De joelhos reza apenas uma prece,
e Deus que quer o Amor que em tudo vença,
esse Amor que inebria e fortalece.

domingo, 7 de agosto de 2011

A Felisbino de Almeida Leme

Saudação do “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”



Caríssimo Bino, nobre súdito, lídimo poeta:

Que felicidade para mim, seu companheiro de poesia, pudesse estar ao vivo neste ato tão belo, tão importante, tão generoso, tão querido de todos nós, qual seja o lançamento de mais um livro, dando continuidade soberba a essa plêiade de poetas, escritores, historiadores, e outros importantes intelectuais piracicabanos que honram, dignificam, elevam, engrandecem, as letras e a cultura da terra piracicabana.

Como seria bom me fosse possível dar-lhe pessoalmente a saudação amiga e o muito obrigado poético-principesco, mas aos quase 92, nem sempre podemos ir onde devemos ou onde queremos, mormente em se tratando deste ato em que Piracicaba e a cultura do pais contam com mais a jóia de um novo livro, mais poesia, mais arte escrita, mais sentimentos em expansão, mais rimas e mais estrofes, para gáudio dos piracicabanos que amam as letras, a poesia, a beleza dos poemas, a síntese do soneto, o livro que os coleta em seu bojo e os leva a outras inteligências para que também sintam o que sente todo o poeta quando vê e lê nas páginas dele (livro) o que falou o coração poético.

Bino, ou melhor dizendo, FELIZ- bino, parabéns e a certeza de que suas rimas e estrofes serão guardadas com carinho por todo o coração piracicabano.

sábado, 6 de agosto de 2011

DESPERTAR

Lino Vitti

Aurora – espada – luz decapitando a terra -
banho de vida nova e canto de criação.
Eis a mão de Jeová que abençoa e se eleva
como um hino de amor, como um beijo de unção.

É o cosmos que desperta em convulsão primeva,
é a grandeza de um mundo em viva convulsão.
É a mesma essa manhã que, um dia, Adão e Eva
viram resplandecer, tão virgem, na amplidão.

A cada amanhecer, esplendoroso e grande,
o deus - sol ressuscita, abre os braços, se expande
em cósmicas manhãs de eternos sucederes.

Dia a dia o universo assiste a essa batalha :
do amanhecer que é luz, da noite – que é mortalha,
de um pouco do morrer e reviver dos seres !

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

POEMA IMPRESSIONISTA

foto Miriam Miranda (Veneza- Itália)
 Lino Vitti

Olho a cidade adormecida e taciturna,
Placidamente adormecida e quieta.
E a apatia das luzes dentro da noite furna
Lembra-me a cisma de uns olhares de poeta.
Lembra-me só. Nem sei porque impressiona.
É uma cousa assim, uma espécie de ansiedade
Que vem, devagarinho, vem me invade
E depois me abandona
Na barcarola azul de um sonho de saudade.
Dorme a cidade.
E os cubos monstruosos das casas geométricas
Diluem-se, lentos, na dormência das elétricas.
Tenho a impressão esquisita
De navegar sobre um lago adormecido
De metal diluído.
Acompanhado pela voz bonita
De um violino sonhador
Traçando uma espiral de sons na alma da noite.
Aspiro sofregamente
Um perfume de rosas acanhadas,
De rosas delicadamente abandonadas
Na delícia arabesca de um jardim taciturno.
A cidade desfruta seu sono noturno.
E ninguém se recorda das estrelas,
Ninguém levanta os olhos para vê-las!
Também andam tão altas, tão distantes,
E são tão poucos os poetas, seus amantes?!
Poesia silenciosa
Que inunda aveludada o sono da cidade.
Vem-me, outra vez, a impressão caprichosa,
Uma impressão sem sentido,
De me achar navegando na gôndola da saudade
Por sobre um lago de metal diluído.

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

HOMENAGEM DE CAETANO GRAMANI EM 15/09/1997

MEMÓRIA/ HISTÓRIA


(Clique para ampliar)


AGOSTO


Lino Vitti

Tenho dentro de mim um céu fumento,
Um céu de agosto, quente e sertanejo,
Sem um arquejo cálido de vento,
Alargando-se todo num bocejo ...

Num bocejo amplo e enorme de fornalha
Pelo ar lançando o fumo das queimadas
Que se alastram, chiando, pela palha
Ressequida e poeirenta das roçadas.

Minha alma é esse céu, sempre tristonho,
Coberto pelo fumo da amargura;
por onde mal se coa o sol de um sonho
E não perpassa a brisa da ventura.

São roças meus ideais, que as labaredas
Da ilusão pouco a pouco vão queimando,
Deixando para trás as cinzas quedas
Das saudades que sinto e vou levando...

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

MINHA ESCOLA DE INFÂNCIA

Lino Vitti

Recordo a minha infância e vejo minha escola
qual uma ilha de luz que longe vai ficando.
Quanto amor lá deixei! Na saudade se atola
todo um passado bom, em prantos mergulhado.

Os mestres eu amei, amei minha sacola,
dos amiguinhos fiz o mais querido bando.
Os livros eu amei e uma singela bola
era um sonho encantado a que vivia amando.

Hoje sei quanto a escola me foi útil,
jamais considerei a escola triste e fútil,
sempre a vi como porta aberta e franca.

Esse templo – “Dr. Samuel de Castro Neves”-
onde os dias vivi tão bonitos mas breves,
tempo que ao recordar as lágrimas me arranca.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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