Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

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Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


sábado, 30 de abril de 2011

À MARIA EMÍLIA REDI

Evento literário com as presenças de Lino Vitti, Ivana, Maria Emília, Miriam Vendemiatti e sua também saudosa mãe

À MARIA EMÍLIA REDI
(Lidima poetisa)
Lino Vitti
Quando morre um poeta a natureza chora.
Choram o por-do-sol e as manhãs cor-de-rosa,
Porque ele é seu cantor e em verso ele os adora,
é uma vida de luz cantando esplendorosa.

Os pássaros, de dor, não saúdam a aurora,
A brisa silencia, o jardim colhe a rosa.
Quando morre um poeta o azul céu se alcandora
Porque vai receber alma maravilhosa.

Maria Emília Redi, adeus dos teus amigos,
Do mais jovem cantor aos cantores antigos,
De todos nós receba um verso de saudade.

Decerto junto a Deus, Santíssimo Poeta,
Hás de certo encontrar a Poesia Completa
Feita de Amor, de Luz, e de eterna Bondade.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

UMA VOZ- UNA VOICE - Andrea Bocelli


UMA VOZ - Una Voice
Andrea Bocelli
(Tradução de Lino Vitti)

Uma voz Mente, que mais veloz do que a luz transcende o tempo e indique o caminho, que, misteriosamente te conduz, e em ti produz o foco da idéia, do sentimento, da conjetura, da recordação pungente, a impaciência; que gera a coragem, o medo, o desejo, sonho da consciência? Qual algoritmo, qual mistério genial, que fora do tempo e do espaço se cria? Que de brocados de ouro e calcedônio adorna e move o universo, do qual é rainha? Um pobre homem sou eu que procura a luz em “bilico, avançando sobre o quina do meu tempo, que se desfaz em frangalhos.

Verdade , que a imagem e semelhança de que coisa é te querer, tu surgiste: frágil , mole,imensa , conheceste o branquejamento , o engano da esperança. Que pensava eu caminhando, ontem, para cima e para baixo, por um atalho da colina e se erguia já daqueles pensamentos, uma inquietude, quase um sofrimento: quando um bisbilho, um canto, nem sei o quê, me tomou de surpresa e me afasta de um golpe, daquela fastidiosa “folla”! Dos reis fantasmas e inteiramente me envolve. Fico à escuta e súbito fica claro: são as oliveiras que meu pai amava tanto; sinto-me preso a uma querida lembrança e num momento parecia-me haver ouvido meu pai; quase me reprovara aquelas elucubrações mentais e dando voz a seu pranto chorasse:

“Pensas tu? Mas pensar demais é um mal...Ouça esta voz e deixa ao coração o trabalho de guiar-te pelo caminho da felicidade que dá amor sem reserva nenhuma. Vive do tempo em que estavas envolvido entre meus braços e nada tinhas a temer. Nada sabias, e todavia eras feliz então . E sorrias em meu berço. O que aconteceu? Talvez queiras colocar asas em teu destino?Talvez te sintas agora abandonado, quando pelo mundo percorres o teu caminho. Ao teu redor tudo respira, as estrelas brilham no céu imenso, uma mão gentil se te oferece e ainda te pede sensatez!!! Pobre e tolo filho meu!!! Que posso eu dizer-te se a este caso voltas incrédulo, sabendo-te que vives tu filho do mesmo caso. Farfalhavam as oliveiras sob a carícia de uma brisa leve, como para serenar aquele breve tempo. Risos de crianças e de apreço me roubaram aquele momento, e parti com o meu segredo e de então para cá não sou mais o mesmo.

terça-feira, 26 de abril de 2011

O HOMEM DA OFICINA

Lino Vitti

Pirilampejam vagalumes quentes
Os martelos nervosos cravam dentes
No ferro abrasador.
As faíscas são lágrimas acesas
Que ele chora, calado, sem defesa,
Estoicendo-se em dor.

O ferreiro - homem rude do cenário -
Transforma-se em algoz, negro sicário,
Estranho Satanás,
De cedo à tarde massacrando vítimas
De ferro. . . deve ter razões legítimas,
Só por gosto  não faz!

É mais, - é sacerdote! Uma oficina
Por templo. Seu trabalho - por doutrina,
O pobre - por irmão.
Malho e bigorna - por altar sagrado,
Ruivo turíbulo de fogo ao lado -
Tudo numa oblação.

Mas não. Esse homem sujo no trabalho
Reza. O estridor dessa bigorna e malho
É uma bela oração,
Que vai da terra ao céu, porque da terra
Leve toda a grandeza que se encerra
No humilde ganha-pão.

domingo, 24 de abril de 2011

Saudando a aniversariante


SAUDANDO A ANIVERSARIANTE
Lino Vitti – Príncipe dos Poetas de Piracicaba para a súdita Raquel

Fazer anos que bom, felicidade!
A vida vai cantando de alegria.
E tudo isso é um sonho ou realidade,
É encantado sonhar tão belo dia?

É caminhar tomados de euforia,
É uma linda manhã, pura verdade.
E tomara que tudo nos sorria,
Pela mais nova e mais feliz idade.

Parabéns, dizem todos os amigos,
Os anos que se foram são antigos,
E o que chega é ventura e é esplendor.

Feliz aniversário o que dizemos,
Pois é isso o que todos nós queremos,
Com o maior carinho e muito amor.


Saudando o Novo Amigo
Raquel Delvaje (de uma súdita para o Príncipe dos Poetas)


A vida vai cantando de alegria.
E tudo isso é um sonho ou realidade?
Eu posso sentir que é felicidade...
Ter amigos é minha regalia!

É caminhar tomada de euforia.
É uma linda manhã, pura verdade.
Se meu sorriso hoje contagia...
Não haveria... Sem a lealdade!

Lealdade dos meus grandes amigos.
Dos recentes, também dos mais antigos...
E o que chega é ventura e é esplendor.

Por isso meu querido novo amigo
Essa amizade que é boa, bendigo,
Com o maior carinho e muito amor!

sexta-feira, 22 de abril de 2011

quinta-feira, 21 de abril de 2011

MATER DOLOROSA



Pietá de Michelângelo
Lino Vitti

Dentro de entardecer ensombrado e funéreo
Que, em agonia, lento e longo se debruça,
Tem uma angústia imensa o angustioso mistério
Que no cume cruel do Calvário se embuça,

Maria, a Mãe, ao pé da Cruz, triste soluça,
Ferido o coração sem qualquer refrigério.
E a cada olhar que lança ao Filho, no alto, aguça,
Mais e mais essa dor, e mais, profundo, fére-o.

Se é medonho o sofrer do Cristo agonizante,
Se a fronte tem rasgada e o corpo gotejante
Do sangue que lavou a face aos pecadores,

Qual não será também o dessa Mulher Santa
Que para mitigar a dor que nos quebranta
Chamou-se, e com razão, a Virgem Mãe das Dores?!

terça-feira, 19 de abril de 2011

Ao Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Camila Giangrossi Meleke



Oh! Que leveza tem os versos desta Realeza!

Príncipe és, deveria ser Rei, sua majestade com certeza...

Quem me dera num piscar de olhos ou que sabes em um “Abre-te Sésamo”, com a “Alma Desnuda”...

Aqui nesta terra querida, “A Piracicaba, Minha Terra”... Com inspirações mil, pudesse ter o dom das palavras!

Ah! Quem dera! Numa “Sinfonia Poética” pudesse ser agraciada no caminho das alegrias, numa junção de letras – A Poesia!

“Plantando Contos, Colhendo Rimas” ou mesmo “Sonetos Amados”...

Ah! Quem dera... “Antes que as Estrelas Brilhem” a cada primavera...

Ah! Quem dera possuir o dom, a leveza, a doçura, o encanto do nobre poeta.

Pudera! Ele sonda os corações, lê as almas entristecidas... Renovando lembranças esquecidas...

Enchendo-as de felicidade, traz em suas poesias notas de amor e fraternidade, tendo como inspiração as belezas desta cidade!

segunda-feira, 18 de abril de 2011

PRIMEIRA COMUNHÃO

Lino Vitti

A criançada do bairro onde eu habito
Alvoroçando o templo em multidão,
Palpita em festa neste dia bonito
Que é o da sua Primeira Comunhão.

Duas a duas, num rumor de prece,
Almas de lírio, cândidas na veste,
Como um cortejo de anjos que tivesse
Vindo em revoada da mansão celeste.

"Dómine non sum dignus", diz o padre. . .
E os vitrais coam raios purpurinos
Tremulando reflexos de paraíso. . .

Ó criancinhas de angélico sorriso,
Chegai-vos sempre ao Pão dos Pequeninos
E deixai que, furioso, o Inferno ladre.

domingo, 17 de abril de 2011

NO HORTO


Lino Vitti

Debuxado a "crayon" na tela do cenário
Num fundo indefinido o olivedo farfalha.
É o Getsêmani. Noite. E Cristo, solitário,
Triste, e em prece, agoniza, e, no íntimo, batalha.

Sua sangue, e, o suor pelo solo se espalha;
Num rio de perdão avulta, tumultuário,
Inundando, bendito, essa terra canalha
Que o vai crucificar como a um louco ou sicário.

"Se é possível, meu pai"... Tão grande é o desconforto!
Volta junto de Pedro e este dorme! Pelo Horto
Vagam réstias de archote e poços abafados.

Um ósculo. . . - Sou eu. . . cai a escolto e vacila!.. .
- Sou eu, repete a voz, divinal e tranquila.
E Cristo estende as mãos à corda dos soldados. '

sábado, 16 de abril de 2011

Herança de Poeta


O Príncipe dos Poetas Piracicabanos, Lino Vitti, ao lado da esposa Dorayrthes, recebe o exemplar do livro "Herança de Poeta"das mãos do poeta André Bueno Oliveira



sexta-feira, 15 de abril de 2011

A Histórica Semana dos Tempos

Lino Vitti

Estamos em plena Semana Santa. E por que uma Semana Santa bem diferente das outras mais?!Que motivos existem para que no meio do calendário anual e secular se insira uma semana diversa, trazendo consigo um adjetivo dos mais significativos e importantes: Santa? Há razões para isso? Justifica=se?
É de supor-se que, depois de algumas considerações que tentarei elaborar a seguir, seja até necessário pespegar-se a locução adjetiva, como justa e apropriada, como exigida e necessária à expressão Semana Santa.
Realmente a semana que transcorre entre domingo último, quando se lhe deu a designação de Domingo de Ramos e o próximo que se denomina Domingo de Páscoa, deve ser chamada de Santa de vez que, através dos tempos ela assinala a comemoração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo, o Filho de Deus, mandado pelo Pai Eterno, para tornar-se homem, viver, sofrer e morrer como homem, com o objetivo transcendental de arrancar a humanidade das garras diabólicas do Pecado Original, aquele mesmo pecado cometido pelos nossos primeiros pais Adão e Eva, no Éden Celestial, e que por razões divinas ele se estendeu a todos os descendentes do primeiro casal pecador.
Assim sendo jamais poderia faltar no calendário universal essa ínclita comemoração, cujo mistério é coluna sobre que repousam príncipio e fim da Fé Cristã e da Igreja Católica, Apostólica, Romana, nem ser jamais esquecida pelos cristãos do mundo inteiro e derrogada ao olvido e ostracismo pagãos.
Por isso, a cada ano há sempre a rememoração da semana em que Cristo Salvador chegou ao final de sua divina e eternal missão de que foi incumbido pelo Pai; a salvação da humanidade pecadora por herança original. No domingo que a antecede, Cristo fora homenageado , enaltecido, glorificado com ramos em riste e sopesantes pelo povo de Jerusalém, como Filho de Deus, descido do Céu na noite de Natal, para trazer de Deus o perdão, a ser consumado com a morte de cruz no cimo do Gólgota da histórica e lendária cidade, na Sexta-Feira Santa, quando um Deus (o Filho de Deus é Deus também, segundo a fé e os ensinamentos da Igreja), como homem, foi acusado, traído, injustamente julgado e condenado a morrer no suplício maior da época- a Cruz.
Na verdade e segundo os textos evangélicos foram três dias da semana: Quinta-feira, Sexta-feira, e Sábado, a que se acrescentou justamente o Santas e Santo, pois fora o Filho de Deus, Salvador, o principal personagem que ocupou as atenções do mundo e de modo especial de Jerusalém, durante aqueles dias de dor, de manifestação da injustiça humana, de tragédia, de judiação, de injustiça, traição e morte.
Destaquemos a vontade do Pai, desejoso infinitamente de salvar o homem do pecado cometido por Adão e Eva, de quem herdamos por sermos todos seus descendentes, Enviou seu Filho, para, como homem, assumir toda a culpa da humanidade, e com o Sacrifício que findou no alto do Calvário, às l5 horas da sexta-feira da Santa Semana, obter o perdão do Pai, para podermos então pensar ainda em conseguir o Céu, graças à missão do Sacrificado.
Graças sobretudo à Sua Celestial Ressurreição, no Domingo Santo de Páscoa, sinal evidente de que aquele “homem” a que Pilatos ateu condenou e de cujo julgamento fajuto quis livrar-se lavando singelamente as mãos, como se a água lhe limpasse a alma e o coração, aquele “homem” na verdade era Filho de Deus, que Deus é também, pois só um Deus pode Ressuscitar e subir ao Céu.

terça-feira, 12 de abril de 2011

ESTA PÁGINA (p/Ludovico da Silva)


Lino Vitti
(A você, caro Ludo, que sem ser poeta, engrandece a poesia)


Aqui florescem sonhos feitos rima,
Aqui cantam poeta e poetisa.
Desta página nobre se aproxima
A alma da luz, o sussurrar da brisa.

O amor se faz um verso e diviniza
O espírito criador que o mundo anima.
A poesia é calor que suaviza,
Chuva que vem qual bênção lá de cima.

Nesta página há encanto, amor, grandeza,
Sobretudo o tesouro da beleza.
Como um jardim de mil e uma cores.

E, poetas, sois vós os jardineiros,
A cuidar destes flóridos canteiros,
A nos doar esses buquês de flores.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

CORNUCÓPIA FLUVIAL


















Lino Vitti

O azul do céu se tolda de fuligem
E se zanga o infinito em fúria imensa.
E é de lá que o furor tem sua origem,
E o infinito zangado nada pensa.

Trovões ameaçadores tudo afligem,
As nuvens se unem numa guerra intensa.
Bulcões negrejam e do seio infligem
O pavor, a aflição, que o horror adensa.

O raio risca a escuridão celeste,
E contra a terra seu luzor investe.
Qual espada de fogo do céu vinda.

Outras vezes porém a chuva desce
Com toda a suavidade de uma prece,
Como um pranto de paz, risonha e linda.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Apesar dos 2010 anos



Lino Vitti

Apesar de 20l0 anos decorridos, o drama divino de Cristo Crucificado ou o drama humano perpetrado pelos que então ocupavam o poder e a vida, ainda é celebrado, com a Fé, os sentimentos, a piedade, a admiração, a dor, como se fora de ontem. A memória da traição, julgamento, condenação e martirização de Cristo é o maior acontecimento a que a humanidade praticou ou assistiu, acontecimento que os séculos não apagarão porque é aquele em que um Deus – Jesus Cristo, Filho do Pai Eterno – veio do Céu à Terra, naquela noite de Amor de Natal, para, após 33 anos de vida dedicada a ensinar e transmitir a Verdade do porque nascemos, vivemos e morremos, ser traído, julgado e condenado a morrer no martírio da Cruz.
É essa a História da Semana Santa, de quinta, sexta, sábado santos e domingo de Aleluia, É essa mesma em que tudo acontece por causa do Pecado Original, aquele praticado pelos nossos primeiros pais, de onde se originou a humanidade – Adão e Eva - de que somos descendentes e de quem herdamos o seu erro diante do Eterno Criador.
Foi preciso que a Segunda pessoa da Santíssima Trindade – Cristo – obedecendo ao pedido do Pai, deixasse o Céu, fosse feito homem, e como homem sofresse o que hoje sofre – se inocente fora - um condenado á morte pela justiça humana.
Os eventos, celebrados durante a Semana Santa, retratam fielmente o que foi o inédito e único acontecimento do julgamento, condenação e morte do Filho do Eterno Pai, por isso a humanidade não se esquece, nem poderia fazê-lo, trazendo-os nessa Semana, desde o beijo traidor, ao julgamento fajuto, à Via Sacra através das ruas de Jerusalém, à crucificação e morte no cimo do Calvário, à memória dos homens e mulheres e crianças, celebrados com devoção e dor, durante a semana, para explodirem na glória da Ressurreição de Cristo, no Domingo de Páscoa.
Para muitos é difícil crer. Para outros mais é a Fé que comanda por isso se reúnem, oram, se entristecem ou se alegram ao final, porque Cristo ressuscitado é o fato consagrador da Salvação da humanidade e sem esse fato importante teria sido em vão todo o sacrifício da Paixão e Morte a dois mil e dez anos ocorrido em Jerusalém.
Sejamos então coerentes e crentes. Recolhamo-nos em silencio, em oração, em compunção, durante os três dias da semana em que se lembra o drama vivido por um Deus que homem se fez para tirar o mesmo homem das garras diabólicas do Grande Pecado Original,
Orar é dirigir-se a Deus, conversar com Ele, pedir-Lhe os favores celestiais, lembra-lO de que somos seus filhos pelos quais o seu próprio Filho desceu do Céu à Terra para nos salvar, ou seja para reabrir as portas do Céu, fechadas até então pelo infinito Pecado Original. Foi preciso pois que um Deus infinito viesse a se transformar em Homem, ser crucificado, morrer e ressuscitar, trazendo e levando, na volta ao Céu, o perdão, também infinito do Pai.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Uma página excelsa - Letras e Rimas



Lino Vitti

(É esta em que poetas e poetisas depositamos nossas elucubrações sentimentais, em versos, rimas e tropos, digna portanto, de um soneto do Príncipe da Poesia Piracicabana”)

Esta é a página, nobre e generosa,
Onde depositamos nosso verso...
É tão bela, rebrilha esplendorosa,
E como um sol repousa no universo.

É sem orgulho, é delicada rosa,
Trinar de um pássaro no céu disperso.
É a alma coletiva, altiva, ciosa
Vencendo toda dor, todo o adverso.

Esta página é santa e imorredoura,
Ela enobrece, vivifica e doura
Com seu ouro um cantinho do Jornal,

Cantai, cantai poetas desta terra,
Pois aqui nesta página se encerra
Todo amor à cultura universal.

domingo, 3 de abril de 2011

O Riacho


Lino Vitti

Esse que vês aí batido trilho
Serpenteando na relva, morro abaixo,
Vai terminar às margens do riacho,
De clara fonte liquefeito filho.

No manso leito, murmurando baixo
Que mal se lhe ouça o tímido bisbilho,
Desce, beijando, num feliz idílio,
As flores marginais, pendendo em cacho.

Depois de encher as barrigudas tinas
Das boas lavadeiras tagarelas
Com a prata das águas cristalinas,

Vai rebrilhar ao sol, no pasto, em poças,
E, atravessando cercas e pinguelas,
Perde-se, após, em matagais e roças.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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