Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

Casamento

Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

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Lino Vitti e seus vários livros

Lino Vitti e seus vários livros
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Bisneta Alice

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BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


domingo, 30 de janeiro de 2011

Nós e as mãos

NÓS E AS MÃOS
Lino Vitti

Estou sentindo a voz dos possíveis leitores destas já intermináveis crônicas, com as quais me apraz cumprir meus compromissos com o nobre diretor Paulo e tentando vencer a assiduidade do prezadíssimo e naturalmente invencível Totó Danelon – estou sentindo, repito – o estrilo amigo deles querendo saber o que o Sr. Poeta vai escrever sobre esses apêndices do corpo do homem.
Respondo que na verdade pouco ou quase nada tenho a discorrer sobre essas estranhas partes dos viventes humanos, mas vou tentar dar tratos à nonagenária cachola para ver se consigo acrescentar algo sobre assunto tão árido e quiçá já melhor tratado por outros em trabalhos anteriores, se é que existem.
As mãos? Ora, as mãos! Por que colocadas de modo a se espicharem para a frente, para trás, para cima, para baixo, para os lados do corpo? Talvez não saibamos bem porque ao criar o primeiro homem, dito Adão pelas escrituras sagradas, Deus o dotou de mãos, evidentemente os mais importantes apêndices de que dispomos, para facilitar e ajudar muito na vida. Vocês já pararam por momentos para pensar quão importantes são as mãos?
Começa pelo fato de se unirem para orar, certamente para agradecer ao autor da vida, num gesto significativo e valioso desse prêmio divino. As mãos postas dignificam a criatura criada e levam a Quem as criou o “muito obrigado, Senhor” por essa maravilha!
Importantes, sem dúvida e indispensáveis para a vida, são as mãos quando se movem para trabalhar, seja para apanharem a vassoura, seja para acender o fogão, seja para dar trato às panelas, seja para pôr a mesa, seja para usar o momento solene de levar à boca os alimentos que dão vida e saúde ao homem, às mulheres, às crianças, aos idosos, sustentam os doentes e dão forças para levar avante o viver de cada um.
Elas – as mãos – são essenciais para a cultura de todo o ser humano, na escola, no escritório, ao dedilhar deste computador com que redijo minhas míseras crônicas, para suster o lápis, a caneta, o livro, o caderno...
E já pensaram nas valiosas mãos do homem do campo, do industrial, do operário, do lavrador, maravilhosas manipuladoras do solo, da máquina, da contabilidade, da economia? E que me diríeis sobre as mãos do artista manejando cores, tintas, pincéis, para brindar a humanidade com a beleza de suas obras de arte que só mãos hábeis e dotadas de lampejos divinais são capazes de oferecer à curiosidade e ao prazer dos semelhantes?
E que me dizeis daquelas mãos que manejam os bisturis, das mãos que afagam os rostos doentios e os rostos enrugados da velhice, das mãos que salvam e restituem a saúde e o bem-estar?
Muitas vezes os gestos das nossas mãos ficam tristes. É porque dizem adeuses, é porque partem e talvez não voltem mais...
E agora, possível leitor, dê tratos à sua bola pensante, porque a minha já falha, para acrescentar a estas linhas, novos motivos, novas situações, novas possibilidades dessas importantes doações de Deus Criador e decerto dizer-Lhe o agradecimento indispensável a Quem, generosamente no-las deu de presente e para a felicidade da vida.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Painel Evangélico


PAINEL EVANGÉLICO

Lino Vitti

Lourejava o trigal à beira do caminho
Sob o afago da luz de um céu de anil.
Seguiam Cristo e os Doze. E a brisa, de mansinho,
Entre os cachos ciciava um violino sutil.

Um pipilo de amor, cauteloso e gentil,
Se evolava, a trinar, de cada oculto ninho.
E mais além a turba, ora amiga, ora hostil,
Movia-se confusa, em longo borborinho.

E Cristo, então, pousando os olhos sobre a messe,
Sôbre as espigas de ouro em revérberos vivos,
De certo descerrou os lábios numa prece.

Pois que, numa visão consoladora e mística,
Antevia através dos tempos sucessivos
A outra imensa seara - a Seara Eucarística!

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Discurso


Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem”, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discurso:


Exmo. Sr. Heitor Gaudenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural
Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de
Vereadores de Piracicaba
Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico
Exmo. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras
Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade
Senhoras e Senhores


Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !
Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!
Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.
Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem. não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André ?
Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ .Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,
o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .
Eu fui plasmado, por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.
Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.
Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Ivana Maria França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.
Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”
Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

A Lagoa dos Sapos

A LAGOA DOS SAPOS
Lino Vitti

O ouro da luz, no azul do céu, transborda
golfões sangüíneos do horizonte escapos.
E das sombras da várzea a voz acorda
polífona, metálica, dos sapos.

Uns sons oblongos de redondos papos,
guaiados bambos de distesa corda.
Pancadas surdas como um dar sopapos,
num bumbo fundo, de selvagem horda.

Gaiatos gritos e ancestrais glús-glús,
fanhoso coro, estúpido e arabesco,
musicando o estertor final da luz.
E, a enxamear pequeninos holofotes,
a lagoa é um salão carnavalesco
retumbando batuques e fox-trotes.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Lágrimas


LÁGRIMAS
Prof. Walter Vitti

Foi no alto da pesada Cruz
que foi imolado o “Homo” Jesus.
Lágrimas de sangue jorraram
e sua face sagrada molharam.
Foram de todas as mais doloridas
que salvaram nossas vidas.

Aos pés da Cruz sua Mãe Maria ,
transpassada de dor muito sofria.
Fluiram lágrimas de imensa dor
vendo seu filho sofrer por Amor.

Chora na calçada o pobre mendigo
pois não tem lar, nenhum abrigo,
vive só neste mundo, desesperançado,
foi por parentes e amigos abandonado.

Chora ao pé do altar o casal
que recebe do padre a bênção nupcial.

Lágrima é vertente natural
que a todos afeta por igual.
Por isso oremos todos neste momento
pelo mundo que transe por grave momento.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Poesia Moderna

(Atsuko Tanaka)

POESIA MODERNA
Lino Vitti


Minha cara Poesia alegre e modernista,
inestética, irreal, síntese, paradoxo.
Desrimada, a mancar qual manca altivo coxo
mas sincera, jovial, enigmática, artista.

Protestante, genial, lírica arte golpista,
bela como o Brasil, ou feia como um mocho,
ora clara manhã, ora poente roxo,
revolução feliz, a se perder de vista.

Sem métrica, sem rima, e sem qualquer estrofe
és, Poesia moderna, um grande regabofe,
artística, revolta, amada e senvergonha.

Assim mesmo sem rima ou métrica que a cantem,
não importa porém que os outros mais se espantem,
enquanto teu cantor divinamente sonha.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Poente

POENTE
Lino Vitti

Quantas vezes ao vir da tarde amena
Me ponho a decifrar o fim do dia!
Insondável mistério, alma serena
Do poente a tombar em agonia.

A natureza assiste a triste cena
Envolta num silêncio que arrepia.
Tudo parece em maciez de pena,
Numa espera da treva hórrida e fria.

E enquanto a serra ergue o perfil silente
Chegam tristuras pra matar a gente,
Cobrindo a vida noturnal lençol.

E rubro, imenso, tétrico, medonho
Morre o dia qual morre feliz sonho
No beijo vesperal do pôr-do-sol.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Aos Trabalhadores

AOS TRABALHADORES
Lino Vitti

Rude e rústico homem do campo,
deus milagroso que cria o pão,
matador da fome da humanidade,
eu te saúdo, te aplaudo, te glorifico.
A terra sorri aos teus anseios,
pela glória imorredoura do verde,
pelo espetáculo eterno da plantação.
Esperamos, por ti, ó lavrador,
confiamos em tuas mãos calejadas,
nos instrumentos imortais de teu trabalho.
A ti, operário indispensável da vida,
que enriqueces o patrão, e o mundo enriqueces,
sem jamais ver a cor da riqueza,
sem nunca se libertar dos óbices financeiros,
a ti, operário, eu saúdo,
nesta hora em que és esquecido,
és lançado à masmorra das necessidades,
sem ninguém descobrir tuas lágrimas,
tuas preocupações com esposa e filhos,
que o mundo, trabalhador, não é dessas coisas!
Eu te saúdo, mestre.
Distribuidor do pão do saber,
operário da cultura nacional,
desbravador das trevas da ignorância.
Se não foras tu, como estaria eu
a tecer este poema em tua homenagem,
em louvor daquela paciente professorinha
que me ensinou a ler, escrever, recitar?
Eu te saúdo, sacerdote,
trabalhador da Fé, plasmador da moral,
cujas mãos sagradas arquitetam os espíritos,
na glorificação de Deus,
cuja palavra abre paragens paradisíacas,
onde os anjos brincam de serem felizes.
Eu te saúdo, funcionário público,
quando sofres a tirania do horário,
da incompreensão, da defasagem salarial,
da sanha dos que supõem
que tu és um deus, imune ao erro,
capaz de viver de brisas
e sustentar a família com despachos oficiais.
Eu te saúdo, funcionário,
pelo silêncio a que estás obrigado,
pela dor do sigilo com que machucam
a tua liberdade de ser pensante.
Homem do campo, operário, mestre,
sacerdote, funcionário,
acorrentados ao estigma do trabalho,
quando raiará a aurora da libertação?
Quando veremos a glorificação
de quem caleja o corpo,
de quem caleja o espírito,
para que ao mundo não falte o pão?

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Vendedor de pinhão

VENDEDOR DE PINHÃO
Lino Vitti

"Pinhão quente. . . pinhããão. . . " Oh! vida incerta
Dessa voz a apregoar de rua em rua!
E a rua está tão triste e tão deserta!
E o frio fere a gente como pua!

E o noturno pregão se me insinua
N'alma, pela janela semi-aberta. . .
Agora já vai longe e mal flutua
O eco, na noite fria e descoberta.

"Pinhão quente. . . pinhããão. . ." É o seu trabalho,
É pão para os filhinhos, é agasalho,
É carinhos, é lume, é cobertor. . .

E eu sinto inveja, inveja de verdade,
Da humilde mas real felicidade
Desse feliz e honrado vendedor.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

LAVRADOR


LAVRADOR –ESSE DESCONHECIDO
Lino Vitti

Com permissão dos laboriosos paginadores jornalísticos que nos oferecem, a cada edição, uma diagramação e paginação perfeitas deste semanário, vou iniciar hoje mais uma das minhas croniquetas com o soneto com que, em geral, as encerro. Trata-se mesmo de um trabalho diletante, e penso que os caríssimos leitores de Folha Cidade, o leiam como isso mesmo, pois falta-lhe a profundidade, o ideologismo, a filosofia, a arte redacional que vejo nos artigos de peso dos demais colaboradores e amigos de páginas . Vamos porém ao soneto (poesia com 14 versos (linhas) e quatro estrofes, duas de quatro linhas duas de três) cujo assunto é uma homenagem a esses homens que lidam lutam, lavram, amam a terra, dela extraindo, com suor e canseiras, essa coisa tão necessária à vida que são os alimentos. Para que ninguém me trate de mentiroso (pois prometi o poema para o início e já estou além disso), leiam o que disse eu, certa feita, sobre esses que amanham a terra, para sustento da humanidade.

O LAVRADOR

Mal o dia pintor, caprichoso pincela
Com frisos de ouro em pó as barras do levante,
E –músico –vai pondo em cada alada goela
Um guiso de metal, tinindo tilintante.

Já sai o lavrador para a lavoura; bela
Se lhe desdobra aos pés a messe lourejante.
Entretanto está triste e chora diante dela
E atira a enxada amiga ao chão, febricitante.

O sol que agora surge é uma bênção divina,
Mas que vale a colheita (ele pensa) se o sangue
Lhe suga brutalmente e as carnes lhe assassina?!

E contemplando as mãos agrestes e calosas,
A enxada posta ao lado, o lavrador exangue
Cai de joelhos ao chão, em lágrimas copiosas.

Tenho certeza que muitos do que lerem estas linhas poéticas dirão que o vate bisonho exagera. Que não é bem assim. O lavrador, afirmam é um senhor abençoado por Deus, pela natureza, pelos semelhantes, especialmente por aqueles que ao almoço ou ao jantar saboreiam à mesa o arroz, o feijão, a soja, as verduras, as frutas, vindas lá do campo, onde florescem sempre e para todos os séculos, um arado laborioso, uma enxada felizarda, um trator rumorejante, um burro arquejante, uma carroça barulhenta. E acrescentam que o trabalho roceiro é realmente estafante, suarento, doloroso, mas compensador porque sustenta a humanidade de qualquer parte do mundo. Já calcularam os amigos citadinos se não houvesse um lavrador que vai adiante deles, semeando, tratando, colhendo, distribuindo o que de mais necessário precisamos todos que é comer,encher o estômago, tirar dos alimentos a saúde e a vida?!
Entre os 8 e 12 anos, antes de partir para o seminário religioso, eu fui lavrador. Levantava antes do sol nascer, tomava o leite das vacas caipiras, acompanhado de polenta torrada na chapa fervente, munia-me de uma enxada, de uma foice, de um restelo ou de um lençol rústico ( para apanhar café) e outros amáveis instrumentos que ajudam o lavrador antes, durante e depois da colheita, e lá seguia para aquilo que antigamente se dizia o eito dos escravos, cuidar do arrozal, do cafezal, do milharal , do algodoal, de tantos trabalhos roceiros que só o homem da roça mesmo sabe o que são e o quanto custam.
A alegria do lavrador não é muita. Satisfaz-lhe apenas que o céu mande a chuva indispensável, sem os terrores das tempestades, sente-se feliz quando abre as janelas pela manhã e vê as plantações balouçarem aos beijos do sol e aos afagos das brisas, reluzindo promessas generosas de produção, alegrando-lhe a alma, o coração e fazendo-o se esquecer de todo o trabalho, agruras, dúvidas, temores que acompanham sempre aqueles homens dedicados a oferecer aquilo de que tanto a humanidade necessita para viver e sobreviver.
O lavrador é um crente dos mais sinceros, nunca encontrei um ateu, e sempre notei que ele cumpre as devoções religiosas com mais empenho e fervor do que muitos de nós que nos arvoramos em cristãos, na crença e na prática, Ele crê sincera e profundamente, reza, cumpre os preceitos e mandamentos e sempre dá um jeito de agradecer a Deus por olhar carinhosamente o seu trabalho e a sua produção, É um homem tranquilo, conformado, amoroso, pai extremoso, marido exemplar.
Se você, leitor sábio que é, encontrar alguém de enxada ou foice ao ombro, tira o chapéu, estende-lhe a mão, diga-lhe: você é grande, amigo, pois é você que faz a grandeza da nação.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Aniversário do Príncipe


Só mesmo o Príncipe da Poesia para ter duas datas natalícias.

Hoje é o dia em que o Príncipe dos Poetas Piracicabanos veio ao mundo, 16 de janeiro, mas a data oficial, 8 de fevereiro, é a que consta no registro e documentos.

De qualquer forma, os súditos lhe dão os parabéns com votos de muitas felicidades, saúde, inspiração e vida longa, cercado do carinho da esposa, filhos, netos e bisnetos.
Parabéns pelos 91 anos de vida!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Tapera

Foto de (º_º)-Aender

TAPERA
Lino Vitti

Torce o caminho, manso, e entre pedras percorre,
Agarrando-se, ansioso, à encosta da colina .
Sobe-se um pouco e o olhar curioso descortina
A paisagem feral da tapera que morre.

Reina a desolação e a tristeza domina.
Tudo, restos mortais. A luz do sol socorre
Piedosamente, a flux, como um bálsamo, e escorre
Sobre a ferida em flor dessa bela ruína.

Tetos a desabar, muros em derrocada,
As cercas pelo chão, porteiros vacilantes,
Pompeando os ervaçais na casa abandonada.

Cadáveres, e só, da rica habitação
Onde floriu feliz o grande senhor d'antes,
Dos tempos memoriais da negro escravidão.

domingo, 9 de janeiro de 2011

Ama a Natureza


DÁDIVA DIVINA
Lino Vitti

Quando, num espetáculo, inédito a cada dia, o sol começa seu curso iluminativo do mundo que ele ama, porque foi para isso que o Criador colocou o Sol no infinito, a vida universal desperta e com ela o homem se apresta para mais uma etapa de sua existência.
Muitas vezes, ao ver os primeiros raios solares nos lembramos de orar e com a oração formular agradecimentos à concessão divina de mais um dia, porque tudo aquilo, o céu dourado, o horizonte abrindo sua cortina, os pássaros cantando, os animais mugindo ou berrando suas vozes, também de alegria e de entusiasmo pela luz e pelo calor, tudo aquilo –repito – nos é concedido de graça, por pura bondade de Deus, por ordem Daquele mesmo que criou o Céu e a Terra, a luz e as trevas, a alegria e a tristeza, o pranto e o sorriso, a felicidade e o sofrimento, os rumores e o silêncio, o ver e o ouvir.
É difícil encontrar um lar onde não se ouça o riso ou o choro das crianças, onde não se escute a voz materna, onde não se alimente e se ore, onde não se trabalhe e mão se ganhe a vida, coisas todas que chegam com a mesma chegada da luz matinal, pois a tudo e a todos ela desperta e convoca. É mais um dia de vida!
Se estiverdes na roça, olhai a paisagem circundante. É a realidade de um sonho, é o prazer de viver, é o encanto de um universo que se move, que desperta, que se alegra, que canta, que vive enfim. Por tudo se vê o movimento, por tudo se ouvem vozes variadas e cantantes. Caminhai pelas estradas e pelos atalhos e vereis veadinhos ou lebres, saracuras ou inambus que cruzam a vossa frente e com seu modo de falar animalesco vos saúdam e vos dizem o bom dia. E o caminhante se curva aos encantos da presença de animais e pássaros, borboletas e vespas, trabalhadores e amigos. Tudo porque o Sol raiou e a luz voltou, tudo porque é necessário viver, se alegrar, cantar e sonhar.
Mais um dia do amanhecer da roça é certamente mais um dia de trabalho, mais um dia de colocar sementes na fofura do solo, mais um dia de colher as espigas e os frutos, mais um dia de combater as amarguras, as doenças, a infelicidade. A vida campestre se expande, se associa, se manifesta, sublima-se tudo ao vir do Sol, fonte de calor, de vida, de felicidade, motivo de amor à terra, ao trabalho, à amizade, à prece.
Justifica-se o espetáculo, porque nada é tão bom, nada é tão feliz, nada é tão vivificante como esse brilho que desce do céu e ilumina a terra, como o amanhecer de mais um dia de luta e vitórias. Esses rumores diversos e vivos que só ouvidos puros e rústicos sabem ouvir e amar, são a própria vida que chega com a luz, que se expande com os raios do Sol, que calorificam e dão felicidade ao mundo e ao homem que nele convive,
O amanhecer na cidade é árido e às vezes triste, pois faltam olhos para ver, para admirar, para se encantar, para sentir o calor que desce do céu e pousa sobre todos aqueles que têm olhos para ver a poesia do dia amanhecendo, a poesia do sol que chega novamente, a esperança de mais um dia de fé, esperança e amor ao homem e à natureza. E fiquem com o tradicional soneto final:

AMA A NATUREZA
Lino Vitti

A cada despertar do dia jovem
Eis que desperta a luz de uma esperança.
Os sonhos, em tua alma, alegres chovem,
Chovem horas felizes de bonança.

Não importa que os outros desaprovem
Teus impulsos de amor e intemperança.
Tuas lágrimas, pobres, não comovem,
Nem sequer teu sorriso de criança.

Entanto aceita a luz que o dia manda,
Ouve a mensagem da carícia branda
Que traz consigo a brisa cortezã.

A cada vir do sol desperta e grita
E, se a alma tens preocupada e aflita,
Ama a luz, ama o sol, ama a manhã.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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