Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos

Lino Vitti - Príncipe dos Poetas Piracicabanos
Lino Vitti- Príncipe dos Poetas Piracicabanos

O Príncipe e sua esposa, professora Dorayrthes S. S. Vitti

Casamento

Casamento

Bodas de Prata

Bodas de Prata

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus pais

Lino Vitti e seus vários livros

Lino Vitti e seus vários livros
Lino Vitti e seus vários livros

Bisneta Alice

Bisneta Alice
BISNETA ALICE

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O Príncipe agradece a visita e os comentários

60 anos de Poesia


sábado, 25 de dezembro de 2010

Um ano se despede, outro vem

IN FINE
Lino Vitti

Para trás, pela rua do Passado,
Foram ficando angústias e alegrias,
Na mentira sonâmbula dos dias
Feita de um grande sonho espedaçado.

Em cada hora - um sorriso massacrado
Pela mão das mais fundas nostalgias.
E a cada passo as agulhadas frias
Do sofrimento caminhando ao lado!

Um ano se despede, vem outro ano
Sobraçando esperanças e ilusões
Com que mima o teimoso ser humano.

É assim a vida: - um ajuntar de dores,
- Um receber feridas e empurrões,
- Um triturar de mágoas e de amores!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Aos Poetas e Poetisas (colaboradores de uma página poética)


AOS POETAS E POETISAS
Lino Vitti

Como Príncipe dos Poetas Piracicabanos devo uma satisfação aos meus prezadíssimos súditos: dizer algumas palavras à chegada de Natal e do Novo Ano que estão aí, algo que nunca fiz e que é dever de todo o “Príncipe”. Assim, se a responsável por esta página brilhante, me ceder duas linhas de espaço, quero deixar, ao lado de um Felicíssimo Natal a todos os que ilustraram, ilustram e ilustrarão esta inimitável e importante coluna de arte e cultura, meus agradecimentos e cumprimentos cordiais a todos os meus generosos “súditos” , amigos desta feliz caminhada pelas paragens dos sonhos e da poesia. À Ivana um Deus lhe Pague de coração e ao Jornal de Piracicaba, a que dediquei e colaborei a minha vida inteira, também o “obrigadíssimo”.

domingo, 19 de dezembro de 2010

Natal

NATAL
Lino Vitti

Natal! Natal ! Meu Deus, quantas lembranças
Vêm, em bando, pousar no coração!
Natal! Natal! Cantai, cantai, crianças,
Afagai vossos sonhos e esperanças
E, de hinos, inundai toda a amplidão.

Já se foram da guerra as nuvens crepes,
A paz desceu à terra e sobre o mar,
E' Natal! Do Equador até as estepes,
Há em cada igreja o riso dos presepes,
E a alegria gorjeia em cada lar.

Recordemos então! Vamos de novo
Ao recanto dos dias infantis.
Meia noite! A capela (eu me comovo)
Toda cheia de flores e de povo
A cantar, a cantar - "Noite feliz!"

Nosso íntimo palpita, satisfeito!
Natal! Noite de amor universal!
E eu julgo então que seja, cada peito,
Um pequenino e delicado leito
Onde Jesus repouse, divinal.


Oh ! Vós que andais curvados sob martírios
Trilhando a estrada tétrica da dor;
Vós que sofreis a angústia dos delírios,
Coragem, pois, baixando dos empíreos,
Veio até nós Jesus Consolador!

Vós que tendes as dúvidas e o tédio,
Espinhando-vos a alma - qual punhal,
Junto da manjedoura está o remédio,
Basta apenas pedir; Jesus concede-o
Porque é a fonte gratuita e perenal.

Vós poetas e músicos, uní-vos,
E vós também, artistas do pincel.
Componde um canto único de vivos
Sentimentos de fé e de amor, festivos, -
Cristo veio amainar a Dor cruel !

Velhinhos, cuja fronte já branqueja,
Criancinhas, de sorriso aberto em flor,
É Natal! Vamos todos para a igreja,
Não ouvis como o sino já festeja,
Como chama incessante seu clamor?!

Ricos, pobres, patrões, subordinados,
Vamos! Cristo nasceu, humilde e bom !
Aos pés da pobre gruta prosternados
Seremos atendidos, consolados,
Terá paz e alegria o coração!

sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Pedaço de Alma

PEDAÇO DE ALMA
Lino Vitti

No meu íntimo guardo uma paisagem
Com músicas de sol e claridade.
Trouxe-a da infância, levo-a na viagem
Pelo caminho longo da saudade.

Como é bom recordar cada passagem
Que ela resume em si. Nada há que agrade
Tanto assim a alma onde as lembranças agem
Relendo sempre a história de outra idade.

Concentro-me. Revejo-a em sentimento:
Sol, árvores, estradas, aves, vento,
Tardes de ouro, manhãs sentimentais!

Doce infância, dulcíssimos momentos,
Ilusões desfolhadas, sofrimentos. . .
Oh! minha terra! Oh! Infância, nunca mais!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Sexo


(obra de Rodin)

SEXO
Lino Vitti

Jamais canto o erotismo em minhas rimas,
não celebro sequer o amor e o sexo.
Este último, se dele te aproximas,
terás, como castigo, o seu reflexo.

Amor, sensualidade, são complexo
urdido pelas dores com que esgrimas.
Tudo não passa de apertado amplexo,
tudo resume efêmeras estimas.

Mas o prazer, dirás, como é que fica
se nele é que o viver se multiplica,
se todas essas coisas são a vida.

Não sei. Por mim responda quem conhece:
o quanto, sem amor, na vida se padece,
o quanto, por amor, a vida é padecida.

Estelário

ESTELÁRIO
Lino Vitti

Fantástica visão da noite engalanada
pelo manto estelar dos astros cintilantes,
fazendo, da via-láctea a celestial estrada
em cósmico buscar universos distantes.

Coriscam na amplidão visões mirabolantes
de estrelas a fugir em clara debandada.
Disse um dia o poeta: estrelas são amantes
cujo amor se desfaz em lágrima estrelada.

A noite chora luz, é o pranto do poente
pela face da noite escorrendo bonito,
de repuxo do céu jorrando eternamente.

Se acaso o coração lhe bate triste e aflito,
erga os olhos ao céu e creia ardentemente
na infinda procissão dos astros do infinito

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Nostálgico


NOSTÁLGICO
LinoVitti

Cada sonho feliz que a vida nos adoça
Traz sempre no seu bojo um muito de ilusão !
Um sorriso floral que nos lábios se esboça
Quantas vezes não traz consigo a maldição!

Outras tantas, não são mais do que amarga troça
Os brados de entusiasmo e apoio que se dão.
E uma satisfação suposta toda nossa
Mais depressa se esvai que bolha de sabão.

A vida é feita assim: contrastes mais contrastes;
Ora "sins" ora "nãos", recuos e avançadas ;
Ora sombra, ora luz; esforços e desgastes ;

Banquetes e jejuns, misérias e riquezas ;
Às vezes o prazer de pequeninos nadas,
Quase sempre o amargor de colossais tristezas !

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Nasce um Deus

NASCE UM DEUS
Lino Vitti

Receberam-te a palha, os animais,
e o coruscar dos astros celestiais!
Receberam-te ovelhas e pastores
e o perfume das ervas e das flores!

Não foi festa de reis, de potentados,
nem o marchar de exércitos armados.
A música suave dos arcanjos
divinizara a noite em mil arranjos!

Maria – a mãe – envolta em luz da aurora
e José de joelhos reza e chora.
Veio ao mundo Jesus – a Suavidade –
Messias da Justiça e da Verdade.

a Salvação dos povos e nações ,
trazendo Amor e Paz às multidões.
O estrépito da glória se esmaece
porque é momento de humildade e prece,

é a hora do falar dos corações,
é a hora divinal das emoções,
porque Cristo nasceu – Criança loura –
no berço de ouro de uma manjedoura.

O Esperado chegou, com ele vem a Paz,
com Ele vem o Amor e tudo se refaz.
Sob o encanto divino dessa criança
Rei da Fé, Rei do Amor, Rei da Esperança,

a Fé dos pequeninos e do sonho,
do Eterno Pai a despontar risonho ,
abrindo portas à felicidade,
beijo de luz , vindo da Eternidade.

Doce Menino, ao teu presépio corro,
necessito de amparo e de socorro,
precisamos demais de Tua presença
para que a humanidade se convença

que, sem Deus,
não há Paz, nem Amor,
nem qualquer Felicidade.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Roça Feliz

Roça feliz
Lino Vitti


Fui ao campo. Fui ver o quanto é lindo
o imenso fulgurar de um sol de meio-dia.
Fui ver, em verde bando, as maritacas indo
em busca matinal do pão de cada dia.

Fui ver o lavrador, em suores, carpindo
enquanto o cafezal em alvuras fulgia.
Mas que ouço? São talvez os pássaros curtindo
o alvorecer da roça em árias, numa orgia?

Que vejo? O milharal embonecado e farto
em dourada promessa, em espigas risonho?
Além vejo o arrozal... Que passa? É um lagarto?

Meu Deus! Não é verdade isto que aqui componho,
é apenas a ilusão da qual, triste, me aparto...
A roça não é mais do que infindável sonho!

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

Um cão muito guloso

UM CÃO MUITO GULOSO
Lino Vitti

Vamos dizer que a gulodice é própria dos animais, pois é o instinto que lhes fala mais alto, quando a fome lhes atormenta o estômago insaciável. Vamos dizer ainda que gulodice é pecado entre os católicos, aliás um dos pecados capitais, como a ira, a soberba, a inveja e outros mais da categoria eclesial.
A gula pode ainda estender-se a ponto de desejar não só alimentos ou bebidas, mas qualidades humanas de semelhantes, ou riquezas, ou cultura, ou modo de vida.
Em meus tempos de seminário, obrigado a aprender o latim e o grego, duas línguas que guardam em seu âmago as tradições, a cultura, a beleza da literatura e das artes universais, andei escarafunchando as fábulas do grego Esopo.
Assim, escolhi para compor este trabalhinho de hoje a fábula que fala da gulodice de um cão esfomeado, mas pretensioso, devido ao quê acabou ficando a ver navios, não chegando a matar a fome e perdendo aquele quitute alimentar que já havia conquistado..
Vamos satisfazer à curiosidade do possível leitor, transcrevendo aqui a sintética fábula: “PERDE MERECIDAMENTE O PRÓPRIO AQUELE QUE COBIÇA O ALHEIO”. Os fabulistas, ou melhor a Fábula, traz sempre um cunho moralístico, um ensinamento, um conselho, como se pode ver na frase colocada por Esopo e repetida por Fedro que é, aliás, a finalidade da composição poética: criticar os maus costumes e defender a moral da vida humana. Continuemos: “Como um cão, nadando, levasse à boca um pedaço de carne, viu a própria imagem refletida no espelho das águas e, julgando tratar-se de outro cão a levar outra presa, quis tirar-lha, porém a avidez decepcionada soltou o alimento que trazia à boca, e não conseguiu nem mesmo alcançar aquilo que pretendia”. É só. Poucas linhas. Mas que realidade angustiante para a gulodice canina que ficou sem o naco de carne que levava à boca e o outro, reflexo de si mesmo, que pretendia abocanhar.
E aí o fabulista sentencia: “perde merecidamente o próprio aquele que cobiça o alheio”. Exata moral.
A vida é cheia de situações semelhantes ou iguais. A gulodice , o desejo de ter, a ânsia de obter as riquezas, as virtudes, os bens alheios, quando os próprios são suficientes e conquistados a poder do trabalho e da virtude, muitas vezes cegam o homem ou a mulher. E esquecidos do próprio valor vão em busca daquilo que a outros pertence ou querem por qualquer forma superar o semelhante, mormente nas riquezas e projeção social, acabando, como o cão da fábula, por perder o que têm e ou o que invejam ter.
Nem precisaríamos invocar a vetusta fábula para nos convencer de que é imoral e pecaminoso o afã que a muitos reveste de desejar e tentar para si,através de atos condenáveis e imorais, aquilo de outrem, aquilo a que o próximo faz jus, graças ao seu labor, ao seu próprio empenho . Há um mandamento ajustado e gravado por Deus nas Tábuas da Lei, entregues a Moisés , no monte Sinai pelo mesmo Senhor e de uma clareza insuperável:“não cobiçarás as coisas alheias”. E se apenas cobiçar já é um ato que ofende aos mandamentos divinos, que dizer então do querer e do apoderar-se realmente daquilo que ao próximo pertence?
A fábula do cão que perdeu o naco de carne que levava na sua boca, só para querer alcançar a outra supostamente de seu semelhante canino,é exemplar, é uma chicotada para os gananciosos, para os que querem se apoderar daquilo de que o outro é dono, esquecidos dos próprios bens e virtudes.

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Deslumbramento


Deslumbramento
Lino Vitti

Batizaram-no de Manuel. Ficou para a vida, depois, o simpático apelido de Manequi. Interessante como se penduricam apelidos nas pessoas. E como todos, pais, familiares, mestres, amigos e outros se unem em torno da alcunha, a repetem, a conservam, a eternizam. Assim, era Manequi daqui, Manequi dali, Manequi de cá, Manequi de acolá. E o Manequi sorria, um sorriso gostoso de quem aprova o nome que de batismo não é. Talvez porque, o Manuel, trazia aquele
diabo de hiato de mau gosto “ue”, tornando-o de certo modo anti¬pático ao uso e meio mole de se pronunciar.
O menino, entretanto, cresceu como todos os meninos da roça, pois na roça havia nascido. Quem baixa a este mundo, em noite escura, arrancado das entranhas maternas por mãos de parteira amadora, já chega berrando, colocando em polvorosa a casa e as vizinhanças, com a força de seu choro valente e promissor. Manuel assim prometia, e mantinha, ao caminhar da vida roceira, a valentia necessária para uma existência difícil, sempre a exigir algo, como eram e são ainda as vidas que brotam, florescem e frutificam na liberdade do campo.
Não quero me deter, por exigências aprisionadoras dos espaços muito preciosos dos jornais de todo o mundo, em desfiar em detalhes os dias de infância do Manequi, em muito semelhante a de todos os meninos roceiros; não poderia deixar de dizer entretanto que o nosso herói nascera com um espírito de observação incomum, porquanto se os demais de sua idade e de origens assemelhadas não davam trela observativa aos fenômenos da natureza campesina, a alma de Manequi como que se deixava imantar pelas maravilhas de um amanhecer ou de um entardecer, de um dia de sol, de uma árvore frondosa, de um lavrador lutando de enxada à mão ou arando, de um temporal a toldar os horizontes natais, de uma floresta cheia de todos os arcanos vegetais e animais, de um plenilúnio seresteiro, de um regato a conversar com as ervas e as flores da mata espessa, enfim, de tudo quanto constitui as belezas, os encantos, o amor e o sonho de uma vida campestre.
E sonhava também. Sonhava com um mundo imenso, generoso, rico, feliz e fantástico que deveria existir e brilhar além dos limites de sua roça, como lhe faziam chegar aos ouvidos e ao seu mundo de fantasia, as conversas das visitas forasteiras, as aulas das professoras escolares, o noticiário radiofônico, e especialmente os livros sobre os quais muitas vezes e feito um poço de curiosidade se debruçava o garoto, sedento de conhecer e desejar um dia, quiçá (?), ver de perto, tocar com as mãos gulosas de esperanças e novidades.
Manequi sonhava muito, aliás. Além das fronteiras domésticas que se estendiam até onde os olhos curiosos podiam deduzir, era possível existirem grandes cidades, fabulosas cidades, novas terras, novos horizontes, novas gentes, novos e muitos lares, novos e muitos amigos! E como os desejava! Muitas vezes, na luminosidade do dia, tocando as nuvens alvas e movediças, roncando como estranho animal voador, Manequi contemplava o voo metálico de um avião e vibrava com a ideia de que lá, nas alturas infinitas, dentro daquele pássaro de ferro, havia pessoas, pessoas que buscavam outras terras, outras gentes, outros horizontes. E invejava, e desejava, e batia palmas ao espetáculo, ansioso de um dia também voar aprisionado no seio da ave de aço que comia as distâncias espaciais como se nada fossem.
* * *
O meio-dia sufocava. A roça diluía-se sob a glória do sol. E o calor, e a hora, e o silêncio e tudo convidava para a sesta. Pássaros e bichos silvestres ou domésticos calaram seu canto e seu mugido, buscando a sombra e a tranquilidade. E o ronco do avião destoava como um absurdo, na imensidade azul do dia.
Ao longe, de súbito, o horizonte se abriu e se distendeu fantasticamente. E na fímbria do infinito foram se delineando, como um milagre, inúmeros arranha-céus. Subiam, subiam, quase arra¬nhavam verdadeiramente o céu. Encostavam nas nuvens. E a festa das vidraças faiscava, tremeluzia, caleidoscopicamente, fantasticamente. E ele via. Manequi via. E a curiosidade do menino escorria por aquelas paredes intermináveis, rumo ao chão. E aqui fervilhavam veículos e mais veículos, de todas as cores, de todos os tipos, num festival fremente de vida e progresso. E homens, mulheres, crianças, velhos, jovens, brancos, negros, orientais, europeus, americanos, fervilhavam num caminhar apressado, como quem vai em busca de uma existência feliz, trabalhosa e sonhada. Regurgitavam lojas, casas comerciais, casas de espetáculos, livrarias, estúdios de rádio e televisão, redações de jornais e revistas, escolas, estádios es¬portivos, trepidavam passos rumo às fábricas, aos supermercados, às praias, aos hotéis e motéis, às repartições públicas, estaduais, municipais, federais... E se fez noite. E a escuridão da noite se iluminou, como se o sol continuasse a sua missão diurna de brilhar. E os en¬tes humanos prosseguiam em sua faina de trabalho, de atividades, de lutas e labutas, sem interrupção entre o dia e a noite. A vida, o caminhar, o trabalhar, o agredir as dificuldades e o viver sonhando com riquezas e belezas, era uma constante, empurrava as multidões apocalípticas para diante, para um porvir fabuloso, na conquista do amor, da esperança, da expectativa, da felicidade enfim.
E Manequi via. Via e se sentia envolto naquela trepidação de vida extraordinária. Via que além de sua vidinha de roça, havia uma enormidade de existência, que ele ignorava, mas que agora contemplava, pressentia, desfrutava. Como era imenso o mundo! E quantos mundos o mundo abarcava!
O pintassilgo da gaiola abriu o biquinho. E cantou. E acordou Manequi de seu sonho, nada mais do que uma realidade que está presente na glória de São Paulo. O menino sonhara? Talvez, não. A televisão mostrava a ciclópica capital paulista, com todo o seu fausto, com todos os seus problemas, com todas as suas conquistas, com todas as suas vitórias e derrotas, em fantástica reportagem, enquanto Manequi, entre a penumbra do sono e da vigília, se deixara envolver pelo deslumbramento da quase ou maior cidade do mundo.
Sonhara de olhos abertos pois a visão que vislumbrara era, sim, a fabulosa São Paulo, festiva e sensacional comemorando seus 450 aniversários de fundação.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

A passagem

DEPOIS DA INFÂNCIA – A PASSAGEM
Lino Vitti

Numa série de crônicas escritas, relativas à infância saudosa, falei em fronteira. Fronteira e uma linha divisória, mais imaginária do que real, dividindo os países, os estados, os municípios, até as propriedades particulares. Fala-se muito em fronteiras quando as nações vivem em guerra, brigam por causa da posse de alguns metros quadrados de solo, sendo capazes os homens de manter aceso o incêndio da guerra por anos e anos seguidos, tudo, porque foram, ilegalmente ou não, pisadas as linhas da fronteira por algum dos donos do lado de cá ou do lado de lá.
A História anda cheia de exemplos em que se degladiaram nações e continentes, em guerras terríveis e prolongadas pelo simples gesto de se haver posto o pé, ás vezes inadvertidamente, no terreno do vizinho. Quem compulsar os tomos enciclopédicos encontrará conflitos imemoriais, sangrentos, duradouros e insolúveis por causa das fronteiras que, eu, pobre e desengonçado escrevinhador dos cafundós piracicabanos (cafundós em relação à literatura nacional que nem sabe existirem escritores e poetas, talvez bons, mas ignorados porque não tiveram a felicidade de nascer nalguma capital), eu, repito, achei de bom alvitre usar para título de uma crônica anterior que prometera se espichar, mas não teve seqüência na verdade.
A passagem da fronteira infância-adolescência não é belicosa como são as das nações, ou em ponto menor, de proprietários de terras. Passa-se de uma quadra humana à outra quase imperceptivelmente, diria até mansamente, apesar de muitas vezes a ultrapassagem acumular preocupações, dúvidas, necessidades de auxílios psicológicos e de ensinamentos biológicos pois se trata de uma estranha fronteira em que estão em jogo o corpo e a alma de um ser humano em vias de atingir uma nova etapa da vida, um novo direcionamento dos passos, quiçá socorros morais e psíquicos, para que o rumo não se desvie, a transposição da fronteira infância-adolescência se faça com perfeição, com a necessária perfeição de uma continuidade desejada, conhecida e feliz.
Pode dar-se que passar a fronteira da infância para adentrar no reino da adolescência, não seja cruento, guerreiro, turbilhonante como o são as praticadas pelo homem quando disputa fronteiras físicas e históricas de nações e governos, entretanto, a diversidade da personalidade humana poderá ser um fator desagradável nessa importante passagem da vida, pois nem sempre estão ausentes as lutas morais, as lutas intelectuais, as lutas do amor, as lutas da transformação de um corpo inocente e colorido de alegrias e brincadeiras para um ser repleto de desejos, aspirações, de mudanças físicas e bio-químicas por que passa a idade. Não é difícil então estabelecerem-se divergências psíquicas e corpóreas o que poderia gerar conflitos íntimos, que não se expandem à luz do sol, que temem sair do segredo, estabelecendo-se assim aquela guerrinha surda entre o bem e o mal, entre o permitido ou não permitido, entre o real e o fantasioso.
Quem entra na adolescência, em geral o faz sem plena consciência dessa mudança, havendo momentos em que se julga estar naquela, enquanto se age como se nesta – a infância – ainda estivesse, ou vice-versa, pratica-se a infância quando tudo já mostra que se penetrou definitivamente na etapa seguinte da vida. E sem orientação, e sem ensinamentos, o transpassar da fronteira infanto-juvenil será mais penosa, mais atacada de dúvidas, mais plena de dificuldades, até poderá ser mais infeliz.
A paisagem que se abre aos olhos do adolescente nem sempre tem a tranquilidade de um sol majestoso a iluminá-la. Nuvens tempestuosas toldam também o céu da adolescência, conflitando a alma inexperiente e enredada de dúvidas psíquicas e físicas que costumam envolver o espírito em fase de transição.
A adolescência, todavia tem suas compensações, suas alegrias, suas esperanças, fatores que deverão servir para o mocinho ou a mocinha como apoio para adentrá-la com galhardia e alegres expectativas.

sábado, 4 de dezembro de 2010

Uma década de amor!

UMA DÉCADA DE AMOR!
Lino Vitti

Década, meus caros amigos, já sabem: são dez anos, durante cujo tempo muitas coisas podem ocorrer. Mas a de que vos falo é uma década sem interrupções, de dedicação a um idealismo, de amor aos semelhantes, indicativa de quando pode fazer em beneficio social uma vontade de servir e ser útil, e ser cristão. De dar de si, em bem do próximo, em nome de Cristo e da Fé.
Graças a Deus e à inspiração de uma assinante de Folha Cidade, da Fazenda Negri, fiquei conhecendo este semanário, em cujo bojo vem semeada a caridade, a assistência religiosa, a cultura em geral, a teologia, o socialismo cristão e uma colaboração de vários lídimos escritores das diversas categorias intelectuais, peritos no trato dos assuntos socio-religiosos, com refinados conhecimentos e exatidão.
Comanda esta plêiade de intelectuais escritores , sociólogos, poetas, políticos , médicos, sacerdotes e outras renomadas categorias, um raro mas eficaz idealista - Paulo Camolesi – que se entrega de corpo e alma para que o Folha Cidade que hoje faz 10 aninhos, chegue ao destino feliz dos assinantes e leitores avulsos, todo recheado de noticiário social e religioso e dos ideais avançados daqueles que colaboram com ele para maior brilho e importância da edição de um semanário. Sei que os leitores apreciam, sentem-se felizes, gostam de ler , compreendem o elevado significado de um jornal desse estilo e do trato de assunto ligado, como cordão umbilical, à vida e às idéias de cada um que tiver a felicidade de ter às mãos o Folha Cidade.
E se o nobre diretor me permitir, aos cumprimentos de longa e produtiva vida do semanário, quero também cumprimentar quem o dirige, quem o compõe, quem o imprime, quem o edita, quem o distribui e quem o lê e aprende a cada número um pouco mais de Fé, de arte, de poesia, de cultura, de sociologia, etc. etc. Sem o trabalho coletivo, qualquer jornal, grande ou pequeno, importante ou humilde, vai prô brejo, como diz o povo. Por isso, permita-me Paulo dar-lhes.junto com os seus, os merecidos parabéns, a eles tão bons na arte de imprimir.
E não esqueçamos de parabenizar os leitores que dão força e empenho a todos vocês – diretores, impressores, distribuidores, cobradores, assinantes, colaboradores -e a cidade toda- pela significativa e feliz data.
E tudo por amor a Deus, à Fè, à sociedade e à cultura

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Triste realidade

"TRISTE REALIDADE"
Lino Vitti

Como podem verificar os caros leitores, o título que encima esta minha quiçá milionésima crônica, vem colocado entre aspas (“ “), o que indica tratar-se de um título que não é meu, mas de outrem, ou seja, do brilhante mano professor Walter, dado também a poetar seus versinhos, singelos, mas belos que os caríssimos amigos que me lêem terão oportunidade de ler ao final deste meu trabalho..
E de que fala o poemeto do irmão poeta? Nada mais nada menos do que da Realidade da Vida, e vocês pacientes e valiosos leitores poderão lê-lo ,como disse, e apreciá-lo, ao final desta croniqueta e fazer o seu julgamento lítero-social.
A família, por exemplo, é uma realidade, presente no mundo inteiro, é instituição divina, pois Deus disse aos nossos primeiros pais Adão e Eva: crescei e multiplicai-vos, ou seja: constitui família, uni-vos, convivei, criai, sustentai, engrandecei, orai e obedecei. É, pois, a família o cerne da sociedade, é o cumprimento do mandamento de Jeová, é a perpetuação da humanidade pelos séculos dos séculos. Governos e nações melhor deveriam atentar para o fator família, pois é ela que faz o povo, que caminha para o futuro, que agrada ao Céu e cumpre a voz do Senhor. Essa é efetivamente uma realidade que conduz o mundo e as criaturas até Deus, que dá continuidade à obra do Criador, como realidade primeira e divina.


TRISTE REALIDADE
professor Walter Vitti

Chora com razão, a natureza,
Cerceada que foi, sua realeza.
Destruindo-se suas matas verdejantes,
Secando então, suas cascatas borbulhantes.

Chora a flora com tristeza,
Extinguindo-se sua beleza.
Foram-se, as flores multicores,
E com elas, os enigmáticos olores.

Chora a fauna exuberante
Afugentando-se seus animais.
A onça e o macaco, veremos jamais.
E o colibri, com seu voar arfante.

Nada que o possa deter,
O homo sapiens, e o seu poder.
Com o fogo, a tudo queimar,
E a serra e o machado, a manusear.

PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA

CURRICULUM VITAE
( Síntese de Vida)
NOME – Lino Vitti
IDADE – 08/02/1920
ESTADO CIVIL – Casado, em únicas núpcias, há 56 anos, com a Professora Dorayrthes Silber Schmidt Vitti
FILIAÇÃO – José e Angelina Vitti
NATURALIDADE – Piracicaba, Estado de São Paulo –Brasil
Bairro Santana , Distrito de Vila Rezende
VIDA FAMILIAR
Casamento Civil e Religioso em comunhão de bens, Pai de sete filhos: Ângela Antónia, Dorinha Miriam, Rosa Maria, Fabíola , Lina, Rita de Cássia, Eustáquio.
VIDA PROFISSIONAL
Aposentado como Diretor Administrativo da Câmara de Vereadores de Piracicaba, e como Redator do “Jornal de Piracicaba”. Exerceu atividades no comércio, no Magistério, na lavoura até os l3 anos, na municipalidade local, como bibliotecário, lançador de impostos, protocolista, Secretário Municipal.

VIDA CULTURAL
ESCOLA PRIMÁRIA –
Grupo Escolar “Dr. Samuel de Castro Neves”, Santana, seminarista vocacional ao sacerdócio por seis anos, no Colégio Santa Cruz, da cidade de Rio Claro (SP), onde cursou humanidades, línguas, religião, ciências, matemáticas, música.
CURSOS –
Formou-se Técnico em Contabilidade, lecionou latim, francês, datilografia.

VIDA RELIGIOSA
Católico, Apostólico, Romano, fez curso de religião em seminário dos Padres Estigmatinos, foi organista da Catedral e da Igreja de São Benedito, de Piracicaba, e Congregado Mariano.
VIDA LITERÁRIA
Bafejado por ensinamentos de sábios sacerdotes em colégio de formação religiosa, recebeu extraordinário acervo literário que lhe propiciou enveredar pelo caminho da poesia, da crônica, dos contos, do jornalismo, havendo editado de l959 a 200l sete livros de poesias e contos, com edições em milheiros de volumes, os quais estão aí para satisfazer o gosto daqueles que apreciam a arte literária.
São seus livros : “Abre-te, Sésamo”, l959; “Alma Desnuda”, l988; “A Piracicaba, Minha Terra”, l99l; “Sinfonia Poética”, de parceria com o poeta Frei Timóteo de Porangaba; “Plantando Contos, Colhendo Rimas”, l992; “Sonetos Mais Amados”, l996 e “Antes que as Estrelas brilhem”, 200l. O poeta conta ainda com o prazer de haver composto hinos para diversos municípios, bairros rurais, entidades sociais diversas, continuando a colaborar ainda, após os 83 anos em colunas literárias e com artigos de ordem geral em jornais da terra.
Faz parte da Academia Piracicabana de Letras que lhe outorgou o título honorífico de “PRÍNCIPE DOS POETAS DE PIRACICABA’.
Foi-lhe concedida Pelo Município de Piracicaba, através de sua Secretaria da Ação Cultural, a MEDALHA DE MÉRITO CULTURAL, “ Prof. OLÊNIO DE ARRUDA VEIGA’; é detentor do TROFÉU IMPRENSA, concedido pelo Lions Clube de Piracicaba, centro, e da MEDALHA ITALIANA, concedida pelo governo italiano de Benito Mussolini aos alunos de escolas e seminários de origem daquele país que tivessem se destacado em redação de trabalhos literários escritos na língua de Dante.
O Município de Saltinho, para o qual contribuiu com o Hino dessa comunidade municipal , conferiu-lhe o título de “Cidadão Saltinhense”.

DISCURSO

Por ocasião do lançamento do livro de poesias “Antes que as estrelas brilhem “, pelo poeta Lino Vitti foi proferido o seguinte discursos:

Exmo. Sr. Heitor Gauadenci Jr. dd Secretário da Ação Cultural

Exmo. sr. António Osvaldo Storel. dd. Presidente da Câmara de

Vereadores de Piracicaba

Exmo.sr. Moacyr Camponez do Brasil Sobrinho, dd. Presidente do Instituto Histórico e Geográfico

Exmo,. sr. Henrique Cocenza, dd. Presidente da Academia Piracicabana de Letras

Exmo.. Sr. Ésio Pezzato , anfitrião desta solenidade

Senhoras e Senhores

Pela sétima vez (graças a Deus) em minha vida lítero-poética vejo-me guindado a uma tribuna improvisada (o que é bom porque torna o fato mais popular), para proferir um discurso de agradecimento, ao lado da oferta de um novo livro de versos. É teimosia essa de poetas em desovar sua produção para que mais gente participe de suas tiradas, muitas vezes fora de forma e de ambiente, mas que o poeta não vê porque , ao editar um novo livro está cego pela emoção , como se fosse a vez primeira. Está aí o Ésio Pezzato, responsável por mais esta minha invasão no mundo das letras poéticas, para dizer se não é assim. Para dizer se não sofre também dessa doença feliz de editar livros e mais livros a ponto de perder a conta, já que a esta altura ele não sabe se já está no décimo ou décimo primeiro. E ainda continua batendo dedos de métrica, sabemos lá por quantos anos ainda !

Tenho um ex-colega de seminário, prof. Hildebrando André, aposentado como professor universitário e com o qual mantenho longa e pródiga correspondência, que não se cansa de enaltecer a felicidade de Piracicaba contar com tantos poetas e poetisas. Tem razão ele, pois se apenas dois deles já conseguiram editar l8 livros de poesia, imagine-se as centenas que seriam necessárias para dar um pouco de vazão a essa raridade intelectual que toma conta da minha terra!

Este meu livro vem à lume por obra e arte do prefeito José Machado , seu Secretário da Ação Cultural e de seu zeloso servidor Ésio Pezzato que se entusiasmaram diante da recitação de diversos poemas meus por um grupo de jograis, alunos da UNIMEP, e impressionados decidiram patrocinar a publicação deste livro, pois entenderam que Piracicaba poética merecia conhecer em mais profundidade o seu príncipe da poesia. E aí está, lindo e impecável, entregue às mãos do povo de Piracicaba, que indistintamente de cor, estudos, intelectualização , posses financeiras, categoria de trabalho, com religião ou agnóstico, jovem ou adulto, roceiro ou citadino, aí está, para quiçá, momentos de lazer e sonho. Sonho , sim, porque a poesia é terrivelmente sonhativa , vive no mundo da fantasia, alicerça-se nas bases da emoção e brota do âmago mais profundo do poeta, e para que as filhas de Eva não reclamem, da poetisa também.

Alguém me perguntará? Como é ser poeta? Juro, nunca pensei nisso. Acho que ninguém consegue ser poeta. Já é. Nasce feito, como dizem.

não é verdade Maria Cecilia, Ivana Maria, Ésio Pezzato , Prata Gregolim, Marina Rolim, Valter Vitti, Mario Pires, Saconi, e tutti quanti enfeitam com seus lindos versos as páginas do “ Jornal de Piracicaba, ou da “Tribuna Piracicabana , e assim também esse cacho imenso de livros poéticos que quase semanalmente são dados ao conhecimento e sentimento público de nossa terra ? Tornando-se um privilégio de uma cidade, como disse alhures o supra citado meu colega seminarístico Hildebrando André. ?

Não se suponha que para ser poeta é preciso ter nascido em berço de ouro ou em centros intelectuais de enorme repercussão. Nada disso. Tenho um soneto que define bem esse fato. É assim: “Eu não sou o poeta dos salões / de ondeante, basta e negra cabeleira] não me hás de ver nos olhos alusões / de vigílias, de dor e de canseiras. // Não trago o pensamento em convulsões,/ de candentes imagens, a fogueira. / não sou o gênio que talvez supões/ e não levo acadêmica bandeira.// Distribuo os meus versos em moedas/ que pouco a pouco na tua alma hospedas / - raros , como as esmolas de quem passa. / Mas hei de me sentir feliz um dia/ quando vier alguém render-me graça/ por o fazer ricaço de poesia. // “ . Poetas e poetisas saem do nada , devem trazer o selo ou o bilhete de entrada nesse reino encantado desde o útero materno, embora ouse eu afirmar que a vida é também uma grande mestra , as influências da mentalidade circunvizinha,

o próprio meio ambiente, podem , em circunstâncias outras , plasmar um poeta .

Eu fui plasmado , por exemplo, por entre maravilhas campestres. A roça ou o campo são fantásticos criadores de poesia. Ela anda atapetando por todos os cantos a natureza, as gentes, os animais, os atos e fatos. e a cabeça daqueles com quem ela convive. E o poeta, criador por excelência, se abebera de todas as belezas esparsas pelas colinas, serras, vales e descampados , para transformar tudo em versos e rimas, ou em versos simplesmente, onde pululam , como cabritos silvestres, as figuras literárias, os tropos, as sínteses, as comparações, e todos os anseios que lhe vão no imo da alma. Para satisfação própria e para satisfação dos que convivem com o poeta. E´ por isso que se botardes olhos curiosos sobre meus poemas havereis de tropeçar a todo o momento com um motivo roceiro, pois trago uma alma plasmada pelas belezas rurais de Santana, Santa Olímpia , Fazenda Negri, e especialmente por aquela colina encimada ,no cocuruto, pelo prédio do grupo escolar, onde aprendi a ler e escrever e a poetar.

Peço desculpas por haver-me prolongado um pouco nestas elucubrações poéticas, desobedecendo aos conselhos do amigo Ésio que continua exigindo de mim discursos improvisados, o que seria tão para os ouvintes , que ansiosamente aguardam o momento de bater palmas acabando assim com a verborragia oratória.

Não posso entretanto encerrar esta breve alocução sem deixar consignados meus agradecimentos do fundo do coração ao prefeito José Machado ,ao seu Secretário da Ação Cultural Heitor Gaudenci Junior, ao seu sub-secretário poeta Ésio Pezzato, ao prefaciador Moacyr de Oliveira Camponez do Brasil sobrinho, aos queridos opinadores Maria Cecília Bonachella, Maria Ivana França de Negri, exímias poetisas, prof. Elias Salum e a minha filha Universitária Fabíola Vitti Moro, pela maravilhosa capa, Editores e toda equipe de funcionários , à minha esposa pela sugestão transmitida ao prefeito com relação ao advento desta obra, aos digitadores Nair , minha nora e neto Leonardo, e outros que possa ter esquecido, como é fácil em cachola idosa, - meus agradecimentos repito, pela reunião de esforços e trabalho que tornaram possível o advento de mais um livro de minha lavra.

Obrigado “ em geralmente” como dizem nossos cururueiros, aos que ilustraram com sua arte musical esta solenidade e assim também a todos quantos acharam um tempinho para vir prestigiar-me nesta tarefa de cultura e arte. Levem a certeza de que nada mais desejo do que engrandecer com minha poesia a terra que me viu nascer, a terra que me viu crescer, a terra que me proporcionou oportunidade para chegar a um cargo tão nobre quão dignificante de “Príncipe dos Poetas de Piracicaba”

Meu carinhoso obrigado também aos meios de comunicação, de modo especial “Jornal de Piracicaba”, na pessoa de seu Editor Chefe Joacyr Cury , de “A Tribuna Piracicabana”, na de seu diretor Evaldo Vicente, pela divulgação caprichosa deste evento que afinal nada mais é do que mais uma demonstração da exuberância cultural da Noiva da Colina.

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